<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306</id><updated>2012-02-16T21:55:27.146-02:00</updated><category term='Mata Verde'/><category term='Duplo Homicídio'/><category term='terror'/><category term='Fantasia'/><category term='Borboreal'/><category term='Policial'/><category term='Crevatolf'/><title type='text'>HisCas - Histórias em Capítulos</title><subtitle type='html'>HisCa's = Histórias em capítulos. É claro, é também uma tentativa de atrair leitores. Quem sabe alguém acaba fisgado...

Obs: Acho que vale a pena ler na ordem, por isso numero os capítulos...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>95</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-6316174563558119429</id><published>2008-10-14T21:44:00.003-03:00</published><updated>2008-10-14T22:16:56.982-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crevatolf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Crevatolf - cap. 20</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Passamos o começo da tarde enchendo uma das máquinas voladoras de todo tipo de suprimento que achamos. Mas não havia quase nenhum ingrediente para levar. Quando terminamos, procuramos Grigrapreti: queríamos uma refeição, antes de partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já está sendo providenciada - ele disse, quando o encontramos. - Haverá mais uma pessoa presente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu o reconheci, imediatamente, apesar de não saber seu nome. Tínhamos conversado diversas vezes, quando ele ainda era nosso prisioneiro na cidade de metal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se chamava Grebrerão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumprimentou-nos com certo agradecimento no olhar, e percebemos rapidamente que ele estava bem melhor do que quando foi capturado na floresta sempre-viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nunca tive a estrutura mental para lhes agradecer quando me soltaram. - ele disse, se curvando. - Faço isso agora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentamo-nos e começamos a comer. Ele apenas nos observava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vão querer saber o que eu vi lá... - ele disse, após alguns instantes. Demo-nos conta de que a pergunta estava em nossas bocas, mas não achávamos meio de formulá-la.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255);"&gt;Estão todos mortos... Nós os atravessamos com lanças e facas, mas não corria sangue em suas veias. No auge do desespero, alguns de nós morderam o exército de condenados. Contraíram doenças terríveis por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo quando moíamos seus corpos com porretes, eles continuavam a se mover. Alguns não eram mais do que poças putrefatas no chão. O exército da morte, conquistando tudo ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia - meus olhos ainda ardem ao lembrar - entramos num descampado. Nossos pés levantavam pequenas nuvens de poeira ao andar. Quando chegamos ao meio do descampado - sem que houvesse nenhum vento! Sem nenhuma maldita brisa! - todo o pó se levantou, em rodopios! Ele nos envolveu, entrando em nossas fossas nasais, em nossos olhos e bocas, nos nossos poros amaldiçoados! O pó, em nossas bocas, sabia a cinzas e suor. Vi todo meu batalhão cair e corri para longe. Para minha sorte, achei um rio e me joguei nele. Juro ter ouvido um suspiro de lamentação quando o pó que me cobria se desprendeu de meu corpo e foi levado pela água. Fiquei ali embaixo da água por todo o tempo que pude - dois, três dias, talvez. Sempre que pensava em sair, temia o solo seco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que fui encontrado e mandado embora dali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Um fio de baba escorria-lhe pelo canto da boca. Ele estava estupefato pelas lembranças. Deixamos Greberão em paz. A noite já caía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos para nosso quarto. No início da madrugada, Prosfrus nos chamou, um a um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho até as máquinas voladoras estava sem nenhuma vigília. Entramos na máquina que havíamos carregado e Prosfrus puxou com força a corrente que deveria acionar o mecanismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande rolimã na ponta do ovo se moveu, fazendo as tiras flexíveis rodarem de forma engraçada, como um polvo nadando em círculos. Ajudamos Profrus a puxar a corrente e, da segunda vez, o rolimã começou a rodar com velocidade. As tiras abriram-se como hélices, depois se curvaram para trás envolvendo o ovo e uma sensação de desequilíbrio nos fez perceber que flutuávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos por cima das muralhas de vidro um instante depois. Bea e eu estávamos exaustos e acabamos dormindo, enquanto Prosfrus fazia a máquina se dirigir para o sul.&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-6316174563558119429?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/6316174563558119429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=6316174563558119429' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6316174563558119429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6316174563558119429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/10/crevatolf-cap-20.html' title='Crevatolf - cap. 20'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-7637600083197739444</id><published>2008-10-06T21:25:00.004-03:00</published><updated>2008-10-14T22:12:12.725-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crevatolf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Crevatolf - Cap. 19</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;No começo de nosso terceiro dia na cidade, acordamos com uma agitação tensa. Saímos da ala de convidados da casa central e andamos até os escritórios oficiais. Ouvíamos choro e raiva lá fora. Tememos que a resposta de TayFor tivesse chegado e não fosse favorável a nós mas, para nossa surpresa, aconteceu o contrário, de certa forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos recebidos por Grigrapreti com um sorriso amarelo e ansioso. O metagorfo que víramos partir, três dias atrás, descansava no fundo do salão onde o líder dos bugrerões nos recebeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estamos reunindo um esquadrão para acompanhá-los. - Grigrapreti disse. - TayFor pediu que os ajudássemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós trocamos olhares. O bugrerão continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Devo assumir que não é tarefa fácil. Nenhum dos nossos quer ir para lá, depois que os poucos sobreviventes voltaram, enlouquecidos pelo que viram. Nossa tribo costuma ser de gente valente, mas o que se enfrenta no sul não é natural...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o que você pode nos oferecer de transporte? - perguntou Prosfrus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Máquinas voladoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca tinha ouvido falar nelas e, pela expressão de dúvida no rosto de Bea, percebi que ela também não. Mas Prosfrus e Trestede pareciam empolgados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então Prosfrus sugeriu que fôssemos ver as máquinas, acompanhados de Trestede. Ele ficou com Grigrapreti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As máquinas voladoras eram do tamanho de um elefante. Haviam várias e percebemos que cada uma poderia levar cinco pessoas. Lembravam ovos de vidro, deitados, mas, na parte da frente do ovo, presos a uma espécie de rolimã, várias tiras de um material estranho, que lembrava lona, tombavam até o chão. Através do vidro, víamos diversos mecanismos interligados, além das cadeiras para que os passageiros sentassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguma tempo, Prosfrus voltou a se juntar a nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Partimos hoje a noite... - ele disse. - Tudo o que precisamos será colocado em uma das máquinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava reflexivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acha uma boa idéia esse esquadrão de bugrerões nos acompanhar, Prosfrus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele respondeu, sisudo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos partir sozinhos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-7637600083197739444?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/7637600083197739444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=7637600083197739444' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7637600083197739444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7637600083197739444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/10/crevatolf-cap-19.html' title='Crevatolf - Cap. 19'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-5333010046601842262</id><published>2008-10-06T00:55:00.003-03:00</published><updated>2008-10-06T01:20:56.231-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crevatolf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Crevatolf - Cap. 18</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;As Terras de Fogo haviam sido uma grande floresta, há muito tempo atrás. Mas os bugrerões haviam devastado tudo, enchendo o solo de minérios incandescentes. A floresta queimou e a terra fervia, formando rios de minerais derretidos, que os bugrerões utilizavam para soprar em maravilhosos vitrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, era difícil pensar em todas as árvores que haviam sido carbonizadas para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de andar por dois dias, vimos as imensas esculturas de vidro que circundavam Quatores. A fumaça da terra escaldante cobria o céu de nuvens plúmbeas que contrastavam com a vermelhidão do solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era hora de saber se a bandeira nos fornecida por TayFor valia alguma coisa: os bugrerões eram conhecidos por sua agressividade e lealdade ao primeiro vizir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhamos pela estrada até a muralha de vidro, que era feita de tal forma que fazia os guardas parecerem monstros gigantescos a quem os observava de fora. Levantamos alto a bandeira e pudemos perceber os vigias se entreolhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A comitiva da cidade de metal! - um deles exclamou, para nosso alívio. No entanto, o silêncio que se seguiu nos deixou ansiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o guarda voltou a falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde estão os outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Somos só nós, agora... - disse Trestede. - E precisamos de alguma ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro silêncio se seguiu, até que os portões se abriram. Prosfrus e Trestede entraram primeiro. Em seguida, entramos Bea e eu. Os bugrerões nos cercaram, mas sentíamos mais curiosidade do que animosidade neles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos levados à casa central, onde o líder morava, e tivemos que contar nossa história. Poucos instantes depois, eu vi um metagorfo voar pela janela e tive certeza de que TayFor estava sendo avisado do que estava acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prosfrus também percebeu e resolveu ir direto ao assunto, solicitando, o mais humildemente que podia, comida, montarias e ingredientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Grigrapreti, o senhor dos bugrerões, fez questão que passássemos a noite para descansar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do segundo dia, percebemos que teríamos que ficar lá até que o metagorfo voltasse: não éramos prisioneiros, mas nada nos era oferecido que possibilitasse que continuássemos a viagem. Trestede chegou a questionar Grigrapreti, que respondeu que eles estavam providenciando o que precisávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reunidos, à noite, resolvemos testar a sorte: esperaríamos o mensageiro voltar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-5333010046601842262?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/5333010046601842262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=5333010046601842262' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/5333010046601842262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/5333010046601842262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/10/crevatolf-cap-18.html' title='Crevatolf - Cap. 18'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-1058730609196786815</id><published>2008-10-04T19:01:00.005-03:00</published><updated>2008-10-04T20:23:51.789-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crevatolf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Crevatolf - Cap. 17</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Quando chegamos ao meio do planeta, éramos só cinco: Bea e eu, Trestede, Prosfrus e Tula, nos céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia uma nova disputa nos separava mais: um grupo dos plurinogorfos vendeu os crocofantes restantes para mercadores de animais escravos. Os plurinogorfos excluídos da transação discutiram e, de alguma forma, tudo acabou sendo nossa culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E encontramos mais desejo espalhado por todos os cantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Trestede, era uma magia de cobiça, o que parecia fazer sentido. E o mandante começou a nos parecer óbvio: TayFor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mágicos e os plurinogorfos discutiram por reconhecimento. Os últimos cornocorpóreos ficaram cheios e resolveram voltar para a floresta sempre-viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um certo dia, todo o suprimento restante de ingredientes para magia desapareceu, junto com três dos mágicos. Por sorte, Bea e Trestede haviam enchido seus estoques pessoais. Mas ainda assim, não era suficiente para um feitiço de detecção, nem para um contra-feitiço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa manhã, quando eu e Bea acordamos, todos haviam partido. Prosfrus, durante a noite, havia mandado os plurinogorfos voltarem para a cidade de metal. Trestede havia feito o mesmo com os dois mágicos que ainda estavam conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eles iam acabar se engalfinhando. - disse Trestede. - Por mais que o feitiço possa estar afetando a nós quatro, ainda estamos juntos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relutância, concordamos. Mas não era possível continuar a pé. Nem havia mágica o suficiente para nos fazer voar até o sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até então, vínhamos buscando caminhos isolados, sem passar por cidades, para evitar os espiões de TayFor. Naquele dia, resolvemos desviar um pouco o curso e passar por Quatores, a imensa e escaldante cidade no centro do que conhecíamos como as Terras em Chama.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-1058730609196786815?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/1058730609196786815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=1058730609196786815' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/1058730609196786815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/1058730609196786815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/10/crevatolf-cap-17.html' title='Crevatolf - Cap. 17'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-449096901174988477</id><published>2008-10-02T23:50:00.004-03:00</published><updated>2008-10-03T00:19:13.138-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crevatolf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Crevatolf - Cap. 16</title><content type='html'>Gabel retomou a palavra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;- Não podemos perder mais ajuda... - ponderou Prosfrus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É algo mágico... - falou Bea. - Precisamos descobrir que feitiço é esse e quem está sob seu efeito, para quebrá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda tem ingrediente o suficiente para uma magia de detecção? - perguntou Prosfrus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, tivemos que optar por questionar os mágicos, como queria Trestede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi desastroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto todos se acusavam mutuamente, descobrimos que nenhum deles tinha qualquer ingrediente consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso só aumentou a discussão e logo os plurinogorfos foram envolvidos. Parte dos mágicos os acusaram de ter vendido os ingredientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns sugeriram que haviam sido os humanos, mas Trestede garantia que ele mesmo inspecionara os tonéis depois que os humanos foram embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada foi resolvido naquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordamos, no dia seguinte, a maior parte dos cornocorpóreos e dos crocofantes havia desaparecido. Só restavam uss poucos que dormiam mais afastados do grupo maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia uma testemunha: um dos cornocorpóreos. Com ajuda dos plurinogorfos, que se comunicavam com esses animais, soubemos que, durante a noite, um gigante com um grande chapéu havia aparecido no campo e polvilhado algo nos animais. Depois, todos haviam seguido o gigante, como se ele fosse a melhor comida que já houvesse sido oferecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao investigar o campo, descobrimos Desejo espalhado pela grama. Alguém havia enfeitiçado os animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi a Morte! - eu disse, reconhecendo o gigante de meu sonho na descrição do cornocorpóreo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não diga besteira... - disse Prosfrus. - A morte não é um gigante de chapéu, é uma mulher...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-449096901174988477?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/449096901174988477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=449096901174988477' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/449096901174988477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/449096901174988477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/10/crevatolf-cap-16.html' title='Crevatolf - Cap. 16'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-3426321636357347769</id><published>2008-09-30T23:42:00.003-03:00</published><updated>2008-10-01T00:04:32.166-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crevatolf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Crevatolf - Cap. 15</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Naquela noite, resolvi tentar um encanto de detecção de magia.&lt;/span&gt; - Contou Bea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Pedi a Trestede que me ajudasse e, assim que o sol se escondeu, fui até nossas reservas de ingredientes mágicos. Abri o tonel de luz, o elemento mais necessário para magias desse tipo e, para minha surpresa, ele estava quase vazio. Havia tão pouca luz lá dentro quanto na noite que nos cercava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo me assustou. Corri para os outros tonéis. O de desejo ainda estava cheio, até o tampo, mas o de tempo também estava quase no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trestede quis reunir imediatamente os mágicos, mas eu preferi conversar com Prosfrus e Gabel, primeiro. Queria incluir Prosfrus para melhorar o mal-estar da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentamo-nos em volta de uma fogueira e tentamos pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há um sabotador... - sugeriu Trestede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prosfrus se inquietou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Conhecemos essas pessoas há muito tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Também conhecíamos os humanos... - reagiu Trestede. Prosfrus se calou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Gabel (eu ainda não sabia de seus sonhos) tinha outra teoria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alguém pode estar influenciando, corrompendo nossos aliados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem? - perguntou Trestede. - E como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Morte? Através dos sonhos? - Gabel respondeu, inseguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você acha que a Morte está tentando fazer o mesmo que Los? - perguntou Prosfrus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos com calma... - interveio Trestede. - A Morte não tem interesse em outro reino, ela tem o reino dela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão se acirrou. Eu coloquei panos quentes, desviando o assunto para o roubo de suprimentos. Agora sei que deveria ter prestado mais atenção. Mas, naquele dia, achei que Gabel se deixara levar pela imaginação.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-3426321636357347769?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/3426321636357347769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=3426321636357347769' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/3426321636357347769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/3426321636357347769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/09/crevatolf-cap-15.html' title='Crevatolf - Cap. 15'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-2721169064011935260</id><published>2008-09-28T23:50:00.003-03:00</published><updated>2008-09-29T01:59:27.800-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crevatolf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Crevatolf - Cap. 14</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Naquele momento fui tragado de volta ao mundo desperto pelos gritos de uma discussão. Os mágicos disputavam entre si sobre quem deveria se encarregar das provisões de luz, tempo e desejo que trazíamos. Eram como crianças, se acusando e, aos poucos, nos acusando de privilegiar um ou outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você ficou entre os dois príncipes por toda a viagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim! Porque eles me preferem e confiam em mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso é ridículo! Porque você os bajula todo o tempo! E tenho certeza de que os está espionando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ponto, começaram a se empurrar e Bea teve que interceder. Mas nem houve tempo de acalmarmos os nervos, pois ouvimos os cornocorpóreos guinchando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinham fome. Os crocofantes haviam avançado em sua comida durante a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebemos que, após a partida dos humanos, ninguém havia lembrado de alimentá-los. Os plurinogorfos reclamaram da nova tarefa: não eram sua montaria. Os crocofantes se irritaram: não eram apenas montarias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bea me chamou a um canto, puxando também Trestede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há algo errado aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei imediatamente do homem nos meus sonhos, mas não tive coragem de dizer nada. A imagem do gigante, em minha mente, parecia frágil, esvaindo-se, como é comum ao despertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acha que é algum tipo de feitiço? - Trestede perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que Bea pudesse responder, percebemos que Prosfrus nos olhava ao longe. Nós o chamamos, mas ele virou as costas e juntou-se ao grupo dos plurinogorfos que alimentavam crocofantes e cornocorpóreos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seja lá o que for, parece estar afetando Prosfrus também... - eu concluí.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-2721169064011935260?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/2721169064011935260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=2721169064011935260' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/2721169064011935260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/2721169064011935260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/09/crevatolf-cap-14.html' title='Crevatolf - Cap. 14'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-8742685950661409341</id><published>2008-09-20T01:02:00.002-03:00</published><updated>2008-09-20T01:13:53.994-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crevatolf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Crevatolf - Cap. 13</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;No sonho, eu estava sozinho em frente a um imenso muro que se estendia até se perder de vista. Atrás de mim, sons de guerra me davam a impressão de perigo constante. Cada um dos que nos acompanharam ao sair da cidade de metal estava agora morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, no sonho, eu achava que minha irmã ainda estava viva, só que do outro lado do muro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tentava achar uma passagem. Cravei as unhas na terra cinzenta que cobria o muro até que minha mão estivesse coberta de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a guerra chegava, cada vez mais perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ouvi o som de música. Ela vinha do outro lado do muro. Lá estava um homem com um longo casaco marrom avermelhado. Ele era muito alto - gigantesco, mesmo - e um grande chapéu cobria sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu podia vê-lo, através do muro, mas não podia alcançá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele levantou a cabeça e olhou em meus olhos. E eu soube que as cordas do instrumento que ele tocava eram feitas dos cabelos de minha irmã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorriu para mim, e seus dentes eram amarelos como gemas de ovos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que você quer? - ele me perguntou, depois de um silêncio no qual senti crescer meu ódio por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quero minha irmã! - respondi, aos gritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe, eu não consegui ouvi-lo... - ele respondeu, sarcástico, e meu ódio aumentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao seu lado, agora, estavam os homens que haviam nos abandonado. Em pé, olhando para mim e, ainda assim, mortos. Não havia nenhuma vida em seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando todos eles sorriram para mim, seus dentes eram amarelos como gemas de ovos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-8742685950661409341?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/8742685950661409341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=8742685950661409341' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/8742685950661409341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/8742685950661409341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/09/crevatolf-cap-13.html' title='Crevatolf - Cap. 13'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-2114041413016177461</id><published>2008-09-16T00:19:00.003-03:00</published><updated>2008-09-16T00:39:13.402-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crevatolf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Crevatolf - Cap. 12</title><content type='html'>Gabel tomou a palavra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Conheço essa parte da história melhor que você. - disse à irmã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Seguimos por cerca um mês, utilizando trilhas antigas que Prosfrus e Trestede conheciam bem. O clima ficava cada vez mais úmido, à medida que nos encaminhávamos para a parte central do planeta. O primeiro impacto que percebemos foi a moral de nosso grupo: quando saímos da cidade de metal, os soldados pareciam dispostos a ir para guerra, animados com a perspectiva de fazer parte da História. Mas, à medida que escalávamos o planeta, começaram a surgir reclamações. O desconforto das acomodações, o gosto da comida, as montarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, numa manhã, quando levantamos acampamento, percebemos que dois crocofantes estavam sem seus humanos. Eles haviam desertado durante a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prosfrus foi duro com a memória dos homens. Diminui-os e achincalhou-os. Para sua surpresa, os outros homens evitavam olhá-lo. Suas expressões eram frias e de desagrado. Os outros plurinogorfos perceberam e começou uma discussão séria, selvagem, que não custaria muito a passar para o ato físico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trestede, com sua habitual diplomacia, conseguiu, enfim, interromper a discussão e deu a palavra aos homens, para que dissessem o que os desagradava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sabemos se acreditamos nas profecias... - disse um jovem ruivo, que parecia ter tomado a liderança dos humanos. - Não sabemos quem é o verdadeiro rei de Paraíso. O passado é história. O verdadeiro rei é quem está sentado no trono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pude ficar quieto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é só uma questão de direito. - eu argumentei - TayFor quer reinar sozinho, enquanto que nossa família sempre ouviu e respeitou a voz de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele não governa sozinho! - disse o ruivo - Apenas sem vocês, o que é completamente diferente. No mais, o que aconteceria se alguém quisesse se tornar rei? Vocês o ouviriam? Deixariam o trono, se essa fosse a vontade da maioria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão recomeçou e seguiu por horas. Seu término cindiu o grupo: os 27 soldados humanos que partiram conosco da cidade de metal abandonaram o grupo para se unir aos exércitos de TayFor, com nossa anuência. Os 23 plurinogorfos e os 5 mágicos continuaram conosco, assim como os crocofantes e os cornocorpóreos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite, sonhei pela primeira vez com o homem com chapéu de abas largas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-2114041413016177461?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/2114041413016177461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=2114041413016177461' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/2114041413016177461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/2114041413016177461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/09/crevatolf-cap-12.html' title='Crevatolf - Cap. 12'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-5122712510473837106</id><published>2008-09-14T00:45:00.004-03:00</published><updated>2008-09-14T01:31:19.760-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crevatolf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Crevatolf - Cap. 11</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Uma semana levaram os preparativos para a viagem. Foi uma semana tensa para todos. Dois crocofantes foram selecionados, dentre os mais robustos, para nos auxiliar com as provisões. TayFor havia nos dado uma bandeira para que mostrássemos a qualquer de suas patrulhas que nos interpelasse, dentro ou fora dos muros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;- Mas não posso garantir que ninguém dentro dos muros respeite a minha palavra... - disse o primeiro vizir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Assim, antes do amanhecer do oitavo dia, o grande portão de metal se levantou e saímos em comitiva. Trestede e Prosfrustrede nos acompanharam, assim como Fedoes. Além dos três, vieram cerca de 50 soldados, entre humanos - montados em crocofantes - e plurinogorfos - que cavalgavam cornocorpóreos. Carregavamos bom estoque de desejo, luz e tempo, que poderiam ser usados por mim, por Fedoes ou por alguns dos 5 outros mágicos que vieram conosco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Apesar de querermos acreditar na palavra de TayFor, ficávamos em vigília, preparados para nos defender. Tínhamos um observador constante, que deveria voltar para a cidade de metal imediatamente, se fóssemos atacados: era Tula, a uruguia que havia conduzido Viramundo em sua vitória no portão de Borboreal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele instante, Hopo olhou para o céu. Lá estava ela, sobrevoando suas cabeças, tão alto que parecia uma minúscula cruz negra cortando o branco espaço do Sul de Paraíso. Eles já se conheciam e o metagorfo devia a vida à uruguia. Sorriu ao pensar que havia sido salvou por uma verdadeira heroína, e não por uma ave covarde e estúpida qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O frio ainda castigava o quarteto, na neve lá embaixo. Hopo não tinha idéia de que, ao saírem da cidade de metal, eles eram tantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se conheceram, eram apenas Bea, Gabel e Tula. Ele entendia que a Zona Murada podia dizimar exércitos inteiros, mas não queria acreditar que todos aqueles heróis que tinham enfrentado Los e feito parte da história haviam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não teve coragem de completar o pensamento, muito menos de expressá-lo. Melhor era ficar quieto. E deixar Bea continuar a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Avançamos pela floresta sempre viva, observando as barracas do exército de TayFor se aproximarem. Fomos vistos pelos vigias nas torres e o ar se encheu com os sons altos, graves e fanhos dos didgeridoos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Quando, enfim, saímos da floresta, todo o exército inimigo estava perfilado, deixando caminho para que passássemos. Trestede segurava o estandarte com a bandeira de paz bem alto, e notei que sua mão tremia com o estresse. O corredor nos levou até Pito, que estava em pé, próximo à barraca principal. Ele nos saldou e retribuímos. Percebemos que ele estava escolhendo suas palavras:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;- O... [pigarro]... O rei... - e nos olhou de soslaio, mas diante de nosso silêncio, continuou. - O rei deixou seu... - nova pausa, novo olhar desconfiado - ...seu castelo à disposição da comitiva... Caso vocês queiram passar por Éden a caminho do Sul.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Éden, a cidade onde nascemos. E o castelo que o metagorfo se referia era o castelo de meus pais. Mas mantivemos nosso silêncio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;- Já sabem que caminho farão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;- Prefirimos seguir por outras vias. - disse, com uma voz de trovão, Prosfrus. - E precisamos ir, pois temos um planeta a atravessar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Foi quando me dei conta do fato: estávamos no extremo norte do planeta, próximos a Borboreal. Crevatolf ficava quase no pólo sul. Seria uma viagem longa.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-5122712510473837106?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/5122712510473837106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=5122712510473837106' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/5122712510473837106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/5122712510473837106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/09/crevatolf-cap-11.html' title='Crevatolf - Cap. 11'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-9044187267272348352</id><published>2008-09-11T02:04:00.006-03:00</published><updated>2008-09-13T00:06:38.475-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crevatolf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Crevatolf - Cap. 10</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;O silêncio imperou duro por alguns momentos. Claro: a Morte até então era um conceito metafísico. Tínhamos nossas diferentes religiões e, de certa forma, a maioria de nós acreditávamos que 'a entrada da casa da morte' era uma metáfora. Eu mesma nunca havia pensado que ela teria uma casa, no sentido concreto da palavra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Ninguém sabia como reagir. Grande parte de nossos aliados pensou que TayFor havia enlouquecido. Outra parte da população da cidade temeu que fosse uma armadilha. Uma história para minar nossas convicções.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Para mim e para Gabel, não mudava os fatos: queríamos e precisávamos ir ao portão. Mas o pensamento de enfrentar os mortos não era agradável, principalmente para Gabel, que havia morado na Terra, onde as lendas sobre mortos-vivos eram comuns.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Ou era uma farsa muito bem feita, ou TayFor e Amereida estavam realmente assustados, pois, quando exigimos que ela ficasse como refém, ela aceitou imediatamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;O primeiro vizir relutou, mas acabou concordando. Ele confiava em nós mais do que nós nele. Os termos eram simples: ela seria solta quando estivéssemos de novo dentro dos portões. Ela seria bem tratada e nós teríamos salvo conduto até dentro dos muros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Mas ninguém do lado de TayFor nos ajudaria. Nem que ele ordenasse. Ninguém de seu exército aceitaria voltar para o sul até que o portão estivesse fechado.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-9044187267272348352?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/9044187267272348352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=9044187267272348352' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/9044187267272348352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/9044187267272348352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/09/crevatolf-cap-10.html' title='Crevatolf - Cap. 10'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-2141329673680507259</id><published>2008-09-07T23:28:00.004-03:00</published><updated>2008-09-07T23:57:04.719-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crevatolf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Crevatolf - Cap. 9</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Os portões da cidade foram abertos e a pequena comitiva entrou. A maioria dos nossos aliados ficou boquiaberta ao ver o primeiro vizir, ali. Bumarunos foi o primeiro a dirigir a palavra a ele:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;- Muito corajoso de sua parte vir aqui, posto que ainda não aceitamos sua trégua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;TayFor encarou o crocofante sem medo, mas respeitosamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;- Há coisas mais importantes que nossa guerra, comandante. - ele disse - E a situação no sul é uma dessas, certamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Os três foram guiados até o túmulo de Viramundo, que o primeiro vizir observou com curiosidade. Não conhecera o herói, mas admirava seus feitos. Observou seu rosto infantil, através do vidro que cobria o túmulo, sob o pedestal. Disse uma palavra que quase ninguém ouviu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Mas o crocofante, que estava ao seu lado, escutou-a e surpreendeu-se. Mais tarde, Bumarunos nos contou: a palavra do primeiro vizir fora "obrigado".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;TayFor parecia realmente cansado. Perguntei-me se era da guerra ou do poder. As histórias que ouvíamos a seu respeito, de antes do golpe, mostravam-no como um homem justo e humilde. E, longe do palácio de Paraíso, era assim que ele se portava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;E, no entanto, isso não mudava o fato dele ter usurpado o trono e tentado matar minha mãe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Sentamo-nos, todos. No círculo central, TayFor e a esposa estavam frente a frente com Bumarunos, Fedoes, Prosfrustrede e Trestede. Logo atrás do casal, sentou-se Pito. Meu irmão e eu sentamos um pouco mais distantes, mantendo nossa identidade incógnita: éramos apenas mais dois humanos misturados à multidão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;As negociações começaram. Trestede expôs nossas condições e TayFor expôs as dele. Nessa hora, vi o brilho da cobiça voltar a seu olhar. Ele se recusou a falar sobre devolver o trono ou sobre o fim da guerra. Mas afirmou que não havia mais exércitos seus no sul que pudessem ser usados contra a cidade de metal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;- Não há mais nada lá. Muramos toda a região e temos alguns postos de vigia. Ainda há luta entre alguns poucos batalhões que permaneceram dentro dos muros... Mas nenhum deles vai ser fiel a mim, depois de levantarmos as paredes e prendê-los lá dentro... E duvido que algum deles ainda mantenha sua sanidade mental...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;- Afinal, o que está acontecendo lá? - perguntou Prosfrus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;- Tem a ver com o portão... - disse Amereida, numa voz doce que contrastava com a firmeza da voz do marido. - O portão da casa da morte...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;- Não sabemos ao certo... - disse o primeiro vizir. - Mas a nossa conclusão foi que...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Ele refletiu, algum tempo, ponderando sobre o que ia dizer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;- Os mortos escaparam do reino da morte pelo portão aberto...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-2141329673680507259?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/2141329673680507259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=2141329673680507259' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/2141329673680507259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/2141329673680507259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/09/crevatolf-cap-9.html' title='Crevatolf - Cap. 9'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-6437730510994332265</id><published>2008-09-06T00:14:00.005-03:00</published><updated>2008-09-06T04:11:46.515-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crevatolf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Crevatolf - Cap. 8</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Reunidos na praça em frente ao túmulo de Viramundo, os moradores da cidade de metal cochichavam entre si, enquanto uma imensa expectativa enchia o ar. Prosfrus e Trestede ficaram conosco, tentando fazer o papel de 'advogado do diabo' frente à nossa certeza do que deveria ser feito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;- A questão não é simplesmente ir até lá. Precisamos pensar no depois. - afirmou Trestede. - Se o primeiro vizir puder deslocar todo seu exército para cá, será que temos chance?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;- Eu entendo o que você diz... - meu irmão ponderou. - E, no entanto, até quando ficaremos nesse impasse? A ida até Crevatolf não é simplesmente para fechar o portão. Algo mais deve acontecer. Vamos encontrar nosso pai...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;- As profecias não são exatas... - disse Prosfrus. - E se o primeiro vizir estiver manipulando as coisas em direção a outro fim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;- A alternativa - eu ponderei - é ficar aqui, sentado em cima do traseiro, esperando algo que não aconteceu nos últimos três anos e não vai acontecer, pois as condições não vão mudar. Mesmo que saiamos às escondidas, assim que o portão for fechado o primeiro vizir vai saber.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;- Então não feche o portão... - sugeriu Prosfrus. - Retorne com seu pai mas deixe a situação como está. A profecia não diz que é necessário fechar Crevatolf. Diz apenas que 'os portões vão estar de novo sob controle'.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;- E, no meio tempo, vamos exigir do primeiro vizir algo que ele ame, como garantia de que vocês não serão feitos prisioneiros ou coisa que o valha, até que retornem...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Assim, naquela noite, transmitimos nossas idéias ao povo reunido na praça,que foi aceita por unanimidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SMIs48KiEmI/AAAAAAAAAJY/I0RgURxN_hc/s1600-h/crev-cap8.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SMIs48KiEmI/AAAAAAAAAJY/I0RgURxN_hc/s320/crev-cap8.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242802272947278434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Três dias depois, a floresta abriu caminho para três pessoas: Pito, o metagorfo, vinha acompanhado do primeiro vizir e de sua esposa, Amereida. Os cabelos da humana eram tão longos que se arrastariam no chão, se não fossem protegidos pelo longo véu que trazia preso à cabeça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Ela era cega, mas o primeiro vizir a conduzia como se fosse uma dança de salão: a mão direita dela por sobre a esquerda dele, os braços levemente estendidos à frente, passos sincronizados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;O primeiro vizir - TayFor era seu nome - cuidava para que nenhuma pedra atrapalhasse o caminho da amada, manipulando um grande cajado com a mão direita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;Era uma imagem bonita, os dois caminhando juntos. Transmitiu-me amor, se posso dizer. Não pude deixar de ter menos ódio de TayFor. E, ao olhar para Prosfrus, já sabia quem ele exigiria que ficasse conosco, como refém.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-6437730510994332265?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/6437730510994332265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=6437730510994332265' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6437730510994332265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6437730510994332265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/09/crevatolf-cap-8.html' title='Crevatolf - Cap. 8'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SMIs48KiEmI/AAAAAAAAAJY/I0RgURxN_hc/s72-c/crev-cap8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-612390220803422170</id><published>2008-09-03T23:15:00.003-03:00</published><updated>2008-09-03T23:40:45.042-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crevatolf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Crevatolf - Cap. 7</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;As coisas começaram a mudar quando soltamos o bugrerão. Percebemos que ele não tinha condições de lutar e que era seriamente perturbado. Gritava ao ficar no escuro e se recusava a tocar qualquer coisa suja. A maior parte do tempo, chorava, suplicando por paz. Mas temia a morte acima de qualquer coisa e ao ouvir a palavra, choramingava "eu não quero voltar, eu não quero voltar!". Nos poucos momentos de lucidez que teve enquanto era nosso prisioneiro, pediu para ir para casa, morar com a filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso coração falou mais alto e acabamos deixando-o partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mês depois, um pequeno metagorfo foi trazido à cidade, com o selo dos mensageiros estampado no corpo. Ele queria saber se era verdade que os príncipes haviam voltado para Paraíso e, caso fosse, o primeiro vizir desejava uma trégua para falar com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade se reuniu. Bumarunos, um crocofante pesado e velho, que comandara diversas esquadras nas batalhas em Borboreal, foi o primeiro a falar. Seu couro já havia perdido o verde e se tornado cinza prata e, da imensa boca, os dentes irregulares mostravam-se gastos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Minha sugestão é que façamos ensopado de metagorfo... - disse, zombeteiro, fazendo os crocofantes gargalharem e o pequeno metagorfo, cujo nome era Pito, estremecer. Fedoes, um humano que parecia ser o porta-voz dos mágicos, acalmou Pito, mas indagou os motivos do primeiro vizir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O rei quer... - começou a responder Pito, e não conseguiu mais falar. Agora, o ódio era real e qualquer bom humor se transformou em vaias, gritos e ameaças. O primeiro vizir não era rei de Paraíso. Bumarunos exigiu que, a partir daquele momento, Pito se referisse a ele como 'o usurpador'. E Pito não teve escolha, senão acatar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O 'usurpador' - disse, temendo sua própria voz - quer negociar uma trégua para que os príncipes possam fechar Crevatolf...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso era tudo o que o mensageiro sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Volte em três dias - disse Fedoes (e era engraçado o conceito de dia, posto que naquela parte do fim do mundo, e sob influência de Borboreal, não tínhamos realmente uma noite...; mas sabíamos que Fedoes se referia a três períodos de vigília-descanso...) - e lhe daremos uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o metagorfo desaparecia na floresta, sempre parecendo apavorado, eu olhei para meu irmão e sabíamos o que defenderíamos: a trégua era necessária para que a profecia se concretizasse e o primeiro vizir também sabia disso. Era um jogo complicado, onde metade das cartas estava na mesa. E a outra metade escondida nas mangas...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-612390220803422170?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/612390220803422170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=612390220803422170' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/612390220803422170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/612390220803422170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/09/crevatolf-cap-7.html' title='Crevatolf - Cap. 7'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-8109980347973938739</id><published>2008-09-03T00:35:00.005-03:00</published><updated>2008-09-03T01:13:52.568-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crevatolf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Crevatolf - Cap. 6</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 255, 255);"&gt;A primeira pessoa que conhecemos, ao chegar em Paraíso, foi Prosfrustrede. Ele e Trestede nos mostraram toda a cidade, que é banhada pelas luzes de Borboreal. Com suas diversas partes de metal polido, a cidade reflete as multicores do portão fechado, transformando todos os lugares em vitrais coloridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem no centro da cidade, ao lado de um regimento de plurinogorfos e guardada por oito crocofantes, está o túmulo de Viramundo, no qual se escreveu "Esquecido pelas profecias, nunca pelos amigos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo dele, sabíamos que nossa mãe estava cristalizada no tempo, esperando por uma cura improvável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade era bastante militar: não havia comércio e os diferentes seres que ali habitavam eram remanescentes da batalha final contra Los. A floresta sempre-viva cercava toda a cidade, estendendo-se por um bom território (como conseguíamos ver de cima da muralha da cidade). Mas, com ajuda de olhos de jaguarade, era possível ver um exército ainda mais vasto acampado, impedindo a floresta de avançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magos lançavam imensas bolas de fogo nas árvores e apodreciam o solo para que nada nascesse ali. Os cornocorpóreos se embrenhavam na floresta, tentando fugir das esquadras de bugrerões e corcoromeis que os caçavam por entre os troncos. Um equilíbrio havia se imposto: nem o exército do primeiro vizir conseguia avançar, nem as árvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, relativamente a salvo, recomeçamos nosso treinamento, e foi dessa forma que passamos três anos. Ao mesmo tempo em que aprimorávamos nossas habilidades, buscávamos uma forma de sair cerco e seguir para o único destino que parecia certo: Crevatolf, o portão onde o desejo vira delírio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era raro termos notícias do que acontecia no Sul, sitiados como estávamos. Tudo o que sabíamos veio através de um bugrerão louco que foi capturado na floresta pelos cornocorpóreos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bugrerão viera a pouco tempo do sul. Sua bocarra vivia aberta, deixando exposta as diversas fileiras de dentes. O couro que revestia seu corpo, em geral brilhante nos seres da espécie, era opaco e úmido, como se suasse a frio todo o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conversa direito e seu olhar buscava repetidamente o chão, atrás de movimentos ocasionais de folhas levadas pelo vento. Ainda assim, soubemos que o primeiro vizir tinha &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;muitos&lt;/span&gt; problemas no Sul. Talvez por isso não atacasse a cidade com todas as forças. O bugrerão se referia à loucura podre que invadira a região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tinha pânico ao se lembrar da poeira desejante...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-8109980347973938739?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/8109980347973938739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=8109980347973938739' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/8109980347973938739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/8109980347973938739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/09/crevatolf-cap-6.html' title='Crevatolf - Cap. 6'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-1284711523238105299</id><published>2008-09-02T00:30:00.001-03:00</published><updated>2008-09-02T00:31:36.267-03:00</updated><title type='text'>Desculpem a nossa falha</title><content type='html'>Estou com labirintite, por isso não estou conseguindo atualizar a história. Volto em breve, assim que as coisas pararem de rodar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Augusto Galery&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-1284711523238105299?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/1284711523238105299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=1284711523238105299' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/1284711523238105299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/1284711523238105299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/09/desculpem-nossa-falha.html' title='Desculpem a nossa falha'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-9028934068390170530</id><published>2008-08-30T02:01:00.003-03:00</published><updated>2008-08-30T02:26:26.171-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crevatolf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Crevatolf - Cap. 5</title><content type='html'>O portão exercia uma força opressora sobre os quatro companheiros. Hopo e o crocofante nem olhavam em sua direção. Gabel só o olhava de soslaio e mesmo Bea se sentia nervosa ao fitá-lo diretamente. As grades, de um metal alvo e brilhante, lançavam fachos de luz que contrastavam com o branco da neve, ao redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidiram descansar, antes de seguir em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então vocês não foram criados em Paraíso? - perguntou Hopo, humildemente, buscando algum assunto que desviasse a atenção de Crevatolf.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não... - respondeu Bea - Mas eu me lembrava do interior do castelo e, vagamente, das cócegas que meu pai me fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acha que vão reencontrá-lo? - perguntou o metagorfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É o que diz a profecia... - sussurou Gabel, com o frio e o medo roubando-lhe a voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Profecias... - falou o crocofante, em seu estranho sotaque animalesco. Mas o tom de descrédito ficou claro, lembrando aos meninos de alguém que conheceram antes de encontrar o semi-paquiderme: Marxus, o pequeno mago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda não tivemos ânimo para uma boa conversa. - disse Hopo - Quem sabe se soubéssemos da história desde o começo, pudéssemos ajudar mais? Se é que há uma história a ser contada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, sim. Há uma história! - disse Gabel - e contá-la poderia nos fazer bem. Por que não a conta, Bea?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princesa sorriu. Um sorriso doce, fraco, cansado e, ao mesmo tempo, ansioso, surgiu em sua face magra. Contar a história poderia trazer frescor aos detalhes importantes e a tudo que aprenderam no caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não seria simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história era dolorida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, buscando fôlego, a menina a contou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-9028934068390170530?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/9028934068390170530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=9028934068390170530' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/9028934068390170530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/9028934068390170530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/08/crevatolf-cap-5.html' title='Crevatolf - Cap. 5'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-6195764001186753372</id><published>2008-08-29T02:34:00.003-03:00</published><updated>2008-08-29T03:10:00.135-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crevatolf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Crevatolf - Cap. 4</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Já dentro de casa, em torno da mesa do jantar, Trestede nos contou toda a história de Viramundo: de como ele, de enganado, passara a herói e fechara Borboreal. E do que aconteceu depois disso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Quando percebemos que Los havia voltado para seu próprio mundo, devido ao fechamento de Borboreal, a maioria de nós correu para ver o que acontecera à Rainha. Eu estava próximo a ela, na linha dos mágicos, mas não percebi a chegada do rouxibel. Prosfrus me contou, mais tarde, que mal pode percebê-lo se aproximar, tão pequeno e veloz, cortando o ar com asas que batiam a uma cadência invisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ferroou a rainha próximo ao pescoço e caiu, vazio. Todo seu sangue pestinolento foi injetado no corpo de Anácris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os magos e bruxos reunidos mal tiveram tempo de pensar em algum feitiço que pudesse salvá-la. Acabaram congelando-a em um cubo de tempo, que rapidamente cobrimos e enterramos. Ela ainda está no campo de batalha onde vencemos Los. Nosso medo era que o primeiro vizir a encontrasse para terminar o serviço nefasto que começara. Assim, em cima e ao redor de sua câmara soporífera, construímos uma cidade de ferro, cujos habitantes são seus guardiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prosfrus fez um esforço tremendo para salvar Viramundo. Em vão. O garoto despencou dos céus e atingiu o chão mais rápido do que as reações que tivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu corpo foi restaurado pelos mágicos e mumificado. Seu túmulo está exatamente acima da câmara de Anácris, na praça construída no centro da cidade guardiã, que recebeu o nome de Praça de Heróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade, no entanto, encontra-se sitiada pelo primeiro vizir. Felizmente, ela é quase totalmente auto-sustentável e o enorme exército que lutava contra Los está do nosso lado. Mas as forças do primeiro vizir crescem a cada dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes assembléias com a participação de todos foram realizadas, e concluímos que o primeiro passo era trazer de volta os príncipes de Paraíso, pois enfim a profecia poderia seguir seu rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Faz pelo menos 4 anos que saímos da Terra e voltamos para Paraíso. Por três anos nos preparamos para partir para o Sul. Já não sei mais a quanto tempo estamos viajando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-6195764001186753372?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/6195764001186753372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=6195764001186753372' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6195764001186753372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6195764001186753372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/08/crevatolf-cap-4.html' title='Crevatolf - Cap. 4'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-4106191041863410012</id><published>2008-08-27T23:40:00.005-03:00</published><updated>2008-08-27T23:58:31.727-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crevatolf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Crevatolf - Cap. 3</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;A chegada de Bea não deixou de ser um alívio. Vivendo nesse planeta racional e esquecido, às vezes eu acreditava ser louco. Se eu contasse para alguém que acreditava ser o príncipe de um planeta longínquo, cheio de seres estranhos e magias, certamente me convenceriam a tomar algum remédio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Não me lembrava dela e a olhei com timidez, quando seus olhos se levantaram e se encontram com os meus. Mas ela abriu um sorriso imenso e correu para me abraçar. Seu corpo era quente e firme, diferente do corpo dos plurinogorfos. A sensação me deu vontade de chorar. Eu sentia muita falta de contato humano. Os plurinogorfos são tão diferentes de nós...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por cima dos ombros de minha irmã, vi alguém que já conhecia, mas tinha visto poucas vezes nos últimos tempos. Seu nome era Trestede e ele era um dos guardiões que vieram comigo para a Terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;- Olá, Gabel... - ele disse, com um sorriso fraco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;- Olá, 'Seu' Josias! - eu disse, sorrindo ao me referir ao nome que ele usara nos últimos anos, no planeta. - Anda sumido!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;- Estive em Paraíso... - ele me surpreendeu com a resposta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Bea me soltou e olhou meu rosto. Examinou-o inteiro, cuidadosamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;- Nada... - disse, enfim. - Nada que me lembre o bebê que conheci tão rapidamente. Se eu te visse na rua, não saberia quem você é...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Sorri para ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;- Estamos na mesma situação, então... Mas eu diria: lá vai alguém com o nariz igual ao meu!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Ela soltou uma gargalhada aberta e gostosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;- De nosso pai! - E me abraçou novamente, com mais força, dessa vez.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-4106191041863410012?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/4106191041863410012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=4106191041863410012' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4106191041863410012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4106191041863410012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/08/crevatolf-cap-3.html' title='Crevatolf - Cap. 3'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-6202149089897118237</id><published>2008-08-27T00:30:00.003-03:00</published><updated>2008-08-27T01:01:43.703-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crevatolf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Crevatolf - Cap. 2</title><content type='html'>O portão não era tão grande quanto Borboreal. No meio do branco, parecia oprimido. Os quatro viajantes pararam à distância e os meninos e o metagorfo desceram do lombo do crocofante. O animal abriu a bocarra cheia de dentes para receber mais uma refeição. Mastigou o macapré devagar, apesar da sensação de avidez causada pela fome. Sabia que as rações ficariam escassas naquelas planícies onde tantas vezes penetrara, mas que, pela primeira vez, atravessava. Não queria ver Crevatolf, mas devia o esforço aos meninos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora seriam poucos metros e poderia voltar para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o casal de humanos não estava certo se voltaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembraram-se de tudo o que haviam passado, desde seu reencontro. Gabel não se lembrava da irmã - tinham se separado quando ele era recém-nascido - e se surpreendeu ao vê-la em seu portão, a universos de distância, na Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha oito anos quando a viu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Eu voltava para casa de meus treinos. Os plurinogorfos que me criaram fizeram questão que eu treinasse atletismo desde quase bebê. Diziam que eu voltaria para Paraíso e precisaria estar pronto para a batalha. Como nunca me interessei pela magia, preferi cuidar do corpo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Pranestrede me ensinava as lutas de Paraíso, e minha preferida era o suorca, luta corporal com espécies de adagas de duas pontas nos sapatos e luvas - oito pontas no total.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Quando cheguei em casa, uma garota de 16 anos estava sentada na porta, conversando com Pranestrede, que se mostrava humilde e, ao mesmo tempo, entusiasmado. A garota tinha cabelos loiros, olhos negros e um nariz exatamente igual ao meu. Vestia um macacão de material estranho e com diversos bolsos frouxos, que me pareciam pesados de tão cheios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Mas o que agarrou minha atenção foi o pingente em seu pescoço. Era um pequeno cubo negro pendurado por um dos vértices. Símbolo dos mágicos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Eu o reconheci imediatamente: era o colar que via todas as noites  antes de dormir, ao olhar para o retrato pintado de minha mãe pendurado na parede de meu quarto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Percebi, assim, que era hora de voltar para casa.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-6202149089897118237?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/6202149089897118237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=6202149089897118237' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6202149089897118237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6202149089897118237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/08/crevatolf-cap-2.html' title='Crevatolf - Cap. 2'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-1408391622525991858</id><published>2008-08-26T01:13:00.004-03:00</published><updated>2008-08-26T02:16:53.308-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crevatolf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Crevatolf - Cap. 1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SLORv_V1baI/AAAAAAAAAJQ/keSJCTO67QU/s1600-h/crevatolf1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SLORv_V1baI/AAAAAAAAAJQ/keSJCTO67QU/s320/crevatolf1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238691045204913570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hopo pousou na traseira do crocofante, tentando se equilibrar no escasso lugar deixado pelo casal de meninos. O frio o castigava e o vento enchia seus olhos de lágrimas, que se congelavam mal escorriam pela penugem da face. O pequeno metagorfo recolheu as asas e adaptou suas garras para melhor o fixarem no lombo nodoso e áspero do semi-paquiderme. Fechou os olhos, mas o reflexo branco das planícies cobertas de neve continuou visível, forçando-o a apertar bem as pálpebras para conseguir um pouco de escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bea e Gabel se espremiam um ao outro, tentando diminuir o frio. O crocofante acompanhava os vales das dunas de gelo, buscando não se cansar com as subidas e descidas. A estratégia, no entanto, colocava-os no caminho exato do vento constante e brutal que varria a planície gelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabel enfiava a cara entre os cabelos soltos da irmã, tentando proteger-se das baixas temperaturas. Ela agarrava-se à sela, que era revestida com pêlos de blufos e cujo cepilho alto protegia-a até o pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hopo aproximou-se, devagar, do menino, literalmente moldando seu corpo ao dele. Gabel o enlaçou com uma das mãos e o espremeu junto a si. Sentindo que isso era uma permissão, o metagorfo soltou suas penas, substituindo-as por pêlos grossos e abundantes, e assumiu a aparência de um grande linguado peludo, envolvendo quase todo o corpo do menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol não se punha naquela parte achatada do mundo. A luminosidade refletida no branco da neve doía nos olhos, mas não trazia o menor conforto em termos de calor. ‘É um lugar de morte, sem dúvida...’, pensou Hopo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, os contornos de um grande portão se delinearam no horizonte. Dois grandes pilares de pedra, que se engrandeciam à medida que o crocofante se aproximava, serviam de apoio para as duas grades que formavam o portal. Curvas no topo, as grades formavam um meio-círculo que recortava o céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia muros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas o portão, escancarado, cravado no meio do gelo, com a planície cercando-o por todos os lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo à distância, puderam ler seu nome nas barras retorcidas: Crevatolf. O portão dos encontros, onde o Desejo tornara-se Delírio, diziam as velhas lendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrada da casa da Morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-1408391622525991858?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/1408391622525991858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=1408391622525991858' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/1408391622525991858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/1408391622525991858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/08/crevatolf-cap-1.html' title='Crevatolf - Cap. 1'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SLORv_V1baI/AAAAAAAAAJQ/keSJCTO67QU/s72-c/crevatolf1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-9054652025254413531</id><published>2008-08-20T23:39:00.001-03:00</published><updated>2008-08-20T23:39:39.874-03:00</updated><title type='text'>Nova temporada da Saga dos Portões</title><content type='html'>A nova temporada começa em 5 dias...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-9054652025254413531?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/9054652025254413531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=9054652025254413531' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/9054652025254413531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/9054652025254413531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/08/nova-temporada-da-saga-dos-portes.html' title='Nova temporada da Saga dos Portões'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-9011400320238840299</id><published>2008-08-05T03:33:00.003-03:00</published><updated>2008-08-05T05:11:59.592-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 34 - Final</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SJgLMmB1OKI/AAAAAAAAAIo/96ShuljNDJw/s1600-h/borboreal.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 557px; height: 259px;" src="http://bp1.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SJgLMmB1OKI/AAAAAAAAAIo/96ShuljNDJw/s400/borboreal.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230943278185396386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Agora ficou fácil. Ajeito a armadura que me serve de asa, levanto o peito para diminuir a velocidade. A fechadura está tão perto que vejo o brilho de sua armação metálica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;Eu o vi se aproximando a toda velocidade da rainha. Ela mandara todos para o campo, quem a protegeria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Anácris! - gritei, em vão. E a vi despencar no chão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito, muito pouco, agora. Olhei para baixo e vi Los sair do transe como quem se colide com um poste. Ele tentou se equilibrar e olhar para cima, ao mesmo tempo, o que o fez cair sentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito, muito perto, agora. Eu estava perfeitamente alinhado ao buraco da fechadura. A chave parecia se atrair para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;O grupo de mágicos pareceu levar um baque, como se estivessem em um navio que se choca. A maioria parecia tonta, mas os mais perto da rainha correram para auxiliá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então senti o calor. A armadura térmica me protegeu das queimaduras, mas fui atirado para cima como um brinquedo. Los urrava. Aflito enquanto rodava pelo espaço, tentava fixar minha visão em Viramundo, sem conseguir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chave entrou. Fui jogado para a frente quando ela parou no fundo do mecanismo. Tive que me segurar com toda força que ainda tinha. Meus dedos enrijecidos pelo frio deslizaram por toda a superfície entalhada da lança. Parei com as mãos espremidas na fechadura e a gravidade me puxou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava agora pendurado na lança, enquanto via o imenso buraco negro no céu ir se tornando luz vibrante - azul,verde, laranja e amarela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, era como se anoitecesse abaixo de mim. Deixei minha cabeça pender para baixo mas, antes de constatar que Los se extinguia, fui atingido pelo calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;Enfim, consegui recuperar meu controle. Havia sido jogado para longe pelo calor. Estava agora atrás da linha dos mágicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz havia desaparecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viramundo fechara Borboreal! O portão da luz voltara a emanar suas cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para a rainha, deitada no solo queimado pelas tantas batalhas. Ela não parecia respirar. Tentei achar seu assassino, mas eles são muito rápidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a voar em sua direção, quando me dei conta: como é que Viramundo ia descer de lá? Ele saberia usar a torre de vento? Olhei para cima e o vi caindo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não sentia meu corpo, todo queimado pelo urro. Eu deveria ter pensado que poderia sobreviver... Devia ter combinado alguma coisa com Tula... Mas havia esquecido. Chamei-a, mas foi só um sopro sussurrado que saiu de meus lábios queimados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via a chave, que havia ficado na fechadura, se afastar muito veloz de mim. E o que importava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco tempo atrás, eu era um covarde insignificante que podia ser usado como isca para assassinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, eu era um herói em Paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Seu' Josias sentiria orgulho de mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;Voei em sua direção, com toda a força que tinha nas asas. Gritava a todos que salvassem Viramundo. Eu estava muito longe!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E meus pais? Provavelmente caçando 'Seu' Josias pro todo lado, a minha procura... Senti saudades de minha mãe. E isso me trouxe saudades da Rainha Anácris e de seus filhos, que eu nunca conheci. Eles agora poderiam voltar para casa, voltar para o amor de mãe da rainha, que eu só roçara durante nossas conversas. E cumprir a profecia da qual eu nunca participei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei ouvir meu nome ser chamado pela voz de Prosfrus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não conseguia ver a chave. longe no céu. Não quis olhar para baixo. Ver o chão se aproximar. Pensei que nem sentiria o impacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;FIM (da primeira temporada)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-9011400320238840299?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/9011400320238840299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=9011400320238840299' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/9011400320238840299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/9011400320238840299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/08/borboreal-cap-34-final.html' title='Borboreal - Cap. 34 - Final'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SJgLMmB1OKI/AAAAAAAAAIo/96ShuljNDJw/s72-c/borboreal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-4114963007548182860</id><published>2008-08-03T22:27:00.003-03:00</published><updated>2008-08-03T22:56:24.697-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 33</title><content type='html'>Busquei meu peito com a mão esquerda e achei as alças da armadura térmica, como vinha treinando nas noites. Puxei-as levemente e elas se abriram como uma asa-delta. Deslizei pelo espaço, sentindo o vento me empurrar para o portão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mão direita, apertava tão forte a lança que sentia meu coração pulsar nos dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá embaixo, uma linha de pessoas se formava há alguma distância de Los, enquanto os crocofantes e os plurinogorfos continuavam a atacá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Um arrepio me passou pelas costas quando percebi que a uruguia havia diminuído a velocidade e agora voava em direção oposta ao portão. Por um instante, pensei que Viramundo havia desistido, o que teria colocado todos nós em sérios apuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí percebi o pequeno ponto planando pelo céu, em direção ao portão. Mesmo com o olho de jaguarade, não consegui entender como o garoto conseguia flutuar daquele jeito, mas eu perguntaria mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era preciso nos preparar para ajudá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandei que todos os magos, bruxos e feiticeiros se alinhassem e começamos a conjurar o encantamento. Cada um dos mágicos tirou seu cubo e começou a misturar os ingredientes na ordem e quantidade que eu havia ensinado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;Eu comandava os ataques dos outros plurinogorfos. Os arqueiros voavam à minha frente seguindo minhas ordens para escapar das mãos do ser-estrela. Los deu um urro e, por um instante, ficou livro dos ataques. Então eu pus tudo a perder, pois a curiosidade me forçou a procurar o garoto acima de nós. A uruguia voltava, mas eu pude ver o menino usando a armadura térmica como uma falsa asa para planar no céu. E Los me observava, naquele instante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti o olhar de Los em mim. Olhei para baixo e ele me fitava, com olhos flamejantes. O ataque o distraíra momentaneamente, mas ele havia me percebido, agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estaria alto o suficiente para escapar de seu urro? Pensei, tarde demais, que deveria ter trazido duas armaduras para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O monstro parecia tomar fôlego. E eu pude perceber que ele abria a boca, com um leve sorriso. Certamente, devia ter percebido a chave em minhas mãos. E parecia se sentir seguro o suficiente para me dar a certeza de que eu morreria carbonizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Era a hora! Los havia percebido o plano. Mas todos os mágicos estavam prontos! Comecei a gritar palavras mágicas e todos me seguiram. Los abriu a boca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los abriu a boca. Fechei os olhos. Ouvi então um brevíssimo rugir e tudo ficou quieto. Uma lufada de ar quente me atingiu, fazendo com que eu subisse mais. Los não se movia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;Los não se movia! Ordenei aos arqueiros que parassem o ataque e olhei para cima. Viramundo subia no céu, levado pelo ar quente do início do urro de Los. Olhei para trás e para baixo e vi a linha de mágicos. Todos estavam concentrados, seus cubos abertos em direção ao monstro, suas faces retorcidas pelo esforço. Percebi que o encanto não duraria muito tempo: a luz que saia dos cubos em direção a Los ficava a cada instante mais fraca. Olhei para cima: seria o suficiente?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-4114963007548182860?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/4114963007548182860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=4114963007548182860' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4114963007548182860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4114963007548182860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/08/borboreal-cap-33.html' title='Borboreal - Cap. 33'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-6361522871911894266</id><published>2008-08-03T01:15:00.005-03:00</published><updated>2008-08-03T02:16:07.467-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 32</title><content type='html'>Fazia frio tão alto no céu. A armadura térmica me protegia, por enquanto. Era difícil respirar, também. Mas eu continuava agarrado à chave-lança, enquanto me equilibrava em Tula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá do alto, eu pude distinguir Los, embora não conseguisse olhá-lo diretamente. Era imenso: as grandes árvores da floresta sempre-viva deviam bater-lhe abaixo da cintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu estava bem mais alto. Só me questionava se seu urro chegaria tão alto, se poderia machucar Tula - eu deveria ter trazido uma armadura térmica para ela! Preocupava-me comigo, também, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi formigas começarem a se agrupar diante das tendas. Deviam ser os crocofantes. Perguntei-me se eles já sabiam de minha 'fuga'. Achei que sim, pois os crocofantes começaram a avançar - um número espantoso deles - a toda velocidade. E Los ainda estava próximo ao portão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que planejava a rainha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que falta faz um rádio de ondas curtas nas costas de Tula...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi à minha uruguia que parasse de voar em círculos e começasse a se aproximar do portão. O vento era forte e a ajudava. Também me ajudaria, na hora certa. Eu havia treinado durante tantas noites, escondido, jogando-me das árvores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei o olho de jaguarade no meu bolso. Os batalhões atravessavam os campos que separavam a tenda do portão e se aproximavam de Los. O ser-estrela já havia percebido alguma coisa. Pôs sua mão escaldante no chão, devia senti-lo vibrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, os cornocorpóreos começaram a sair da floresta e ir em direção ao portão. As árvores começaram a disparar projéteis que, ao atingirem Los, se desfaziam em fumaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi a Tula que se apressasse e ela bateu as asas com toda força. Mas eu senti seu medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A que distância estávamos? Seria perto o suficiente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Implorei a ela para continuar. Brava Tula, vencendo seu medo por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá embaixo, os cornocorpóreos enrolavam-se sobre o próprio corpo e jogavam-se embaixo dos pés de Los, num ataque suicida. O monstro gritava &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SJU-1OdvTHI/AAAAAAAAAIg/2GA0Eq9AzK8/s1600-h/batalha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 249px; height: 178px;" src="http://bp2.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SJU-1OdvTHI/AAAAAAAAAIg/2GA0Eq9AzK8/s400/batalha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230155626397518962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ao pisá-los, perdia o equilíbrio, mas logo se aprumava. Em seguida, o primeiro batalhão de crocofantes - estes, obviamente, vestiam armaduras térmicas - começaram a atacá-lo. Subiam-lhe pelas pernas e mordiam. Los espremia-os entre os dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser-estrela tomou fôlego e urrou. A força do calor jogou os crocofantes no chão. Nesse instante, os arqueiros de gelo já estavam posicionados: centenas de plurinogorfos espalhavam-se pelos céus e disparavam flechas congelantes, que deixavam marcas azuladas no monstro e aos poucos tornavam-se fumaça. Los urrou de novo, mas achei que, dessa vez, era de dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora já estava perto o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi a Tula que diminuísse a velocidade e voltasse para casa, em seguida. Abracei seu pescoço com força, beijei sua nuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pulei no céu azul.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-6361522871911894266?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/6361522871911894266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=6361522871911894266' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6361522871911894266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6361522871911894266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/08/borboreal-cap-32.html' title='Borboreal - Cap. 32'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SJU-1OdvTHI/AAAAAAAAAIg/2GA0Eq9AzK8/s72-c/batalha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-7595487885150327733</id><published>2008-08-01T22:25:00.006-03:00</published><updated>2008-08-03T01:28:49.143-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 31</title><content type='html'>Não consegui dormir, aquela noite. Era a excitação. Medo, também, confesso. Escrevi um bilhete com uma frase simples, endereçado aos amigos que havia feito: 'Seu' Josias, Prosfrus e a rainha Anácris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou príncipe, mas posso ser herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei uma armadura térmica e alguma carne, para Tula. Depois, fui até a tenda principal. O guarda no portão acordou assustado - era muito cedo, estavam todos dormindo - mas, ao me ver, sorriu e relaxou. Eu tinha conversado um bom tempo com a rainha na noite anterior e disse a ele que havia esquecido algo na tenda. Ele me deixou entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei a chave - era mais pesada que uma lança, e nem um pouco flexível - e a apertei com força. Senti juntar-se ao seu peso o da responsabilidade pelo que eu estava fazendo. Mas eu era outro: não mais o menino covarde do começo da história! A lança pareceu brilhar por um instante, num brilho negro e pulsante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enrolei-a no cobertor que havia trazido e passei-a por debaixo da lona lateral da tenda. Rapidamente, sai - o guarda nem acordou - dei a volta e a peguei na relva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E corri para fora do acampamento. Em direção à Tula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Acordei com os gritos de Prosfrus. Era bem cedo, mas os batalhões já se agrupavam e saiam para a batalha diária com Los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me mostrou o bilhete com a letra engarranchada do menino.'Não sou príncipe, mas posso ser herói'. Um calafrio me atravessou a espinha. Corremos para a sala principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chave havia sumido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guarda nos contou da visita de Viramundo à tenda, algumas horas antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prosfrus gritava - Traidor! - mas tentei manter a calma. Juntar as peças do quebra-cabeça. A uruguia... Era tarde demais para impedi-lo. Talvez pudéssemos ajudá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandei Trestede chamar todos os magos, feiticeiros e bruxos que estivessem no acampamento, e que Prosfrus apressasse os batalhões para marcharem em direção ao portão. Todos que estivessem em condição de combater deveria ir para a batalha. Desejei que Viramundo fosse inteligente o suficiente para esperar a luta começar, o que distrairia Los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corri até o campo em frente às tendas e busquei o céu com um olho de jaguarade. Depois de procurar alguns instantes, achei a uruguia - tão alta que mal pude distinguir o menino em cima dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A uruguia voava em círculos. Ele esperava!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os batalhões saíram apressados. Meu pequeno esquadrão de mágicos foi logo atrás, no lombo de crocofantes, carregando todo o tempo, luz e desejo que ainda tínhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu começa a clarear. Estávamos nos aproximando de Los.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-7595487885150327733?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/7595487885150327733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=7595487885150327733' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7595487885150327733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7595487885150327733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/08/borboreal-cap-31.html' title='Borboreal - Cap. 31'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-6628522233449872841</id><published>2008-07-26T23:42:00.002-03:00</published><updated>2008-07-27T02:16:28.698-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 30</title><content type='html'>Foi 'Seu' Josias que a viu, quando nos encontramos para almoçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bicho agourento... - exclamou, ao olhar para o céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei na mesma direção e comecei a pular de alegria. Prosfrus, que já se servira e carregava o prato, veio correndo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que foi? O que foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É ela! É a Tula!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem? Aonde? - ainda não tínhamos contado nada a 'Seu' Josias e ele me olhava, assombrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Carne! Precisamos de carne!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos à cozinha! - disse Prosfrus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos os três correndo. 'Seu' Josias ainda gritando "o que houve? O que houve?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois, trazíamos todos os restos das carnes do almoço que os cozinheiros não haviam usado: vísceras, couro, ossos. Carregávamos em uma manta, que segurávamos pelas pontas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos até ao campo em frente às tendas e estendemos lá a manta com as carnes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tula nos sobrevoava, mas não parecia querer pousar. Pedi aos dois plurinogorfos que me deixassem a só. Achei que Tula os temia, e estava certo. Pouco depois que eles se afastaram, Tula começou a voar mais e mais baixo. Eu me coloquei a alguns passos da manta e me sentei. E cantei a mesma canção que havia cantado antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos minutos depois, ela comia a carne na manta. Cheguei perto e a toquei. Acho que havia ganhado uma amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei vários dias domesticando a uruguia. Enfim, ela se sentiu confiante o bastante para deixar Profrus e 'Seu' Josias chegarem perto. Comecei a treiná-la. Depois de algumas semanas, eu fazia diversos passeios em suas costas. Ela entendia o que eu queria quando voávamos e parecia agradecida pela comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era covarde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-6628522233449872841?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/6628522233449872841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=6628522233449872841' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6628522233449872841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6628522233449872841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/07/borboreal-cap-30.html' title='Borboreal - Cap. 30'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-3641537243023906196</id><published>2008-07-25T23:34:00.002-03:00</published><updated>2008-07-25T23:57:16.947-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 29</title><content type='html'>A uruguia não parecia entender o que eu dizia, mas parecia ter inteligência. E medo, ainda. Passou direto por Prosfrus, sobrevoou por cima das árvores da floresta sempre-viva e pousou no topo de uma delas, ficando muito quieta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a acariciar sua cabeça. Queria me mostrar seu amigo. Usava com ela técnicas que vi meu pai usar com uma cadelinha que tivéramos alguns anos atrás. Mas eu tinha a impressão que assim que eu saísse de cima dela, ela sumiria para sempre. Eu não podia distingui-la das outras uruguias. Percebi que ela era menor, mas não acho que isso seria suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu queria mesmo era levá-la para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos algumas horas por ali, até que ela adormeceu. Abria e fechava o bico e eu pensei que estivesse sonhando com comida. Será que eu poderia conquistá-la, assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desci de suas costas devagar, passando a um galho próximo. Ouvi, ao longe, Prosfrus gritando meu nome. Tudo o que pude pensar foi em descer da árvore, caçar algum animal pequeno e oferecê-lo à Tula (pois, a essa altura, já tinha dado nome à uruguia, o mesmo da cadela de minha infância).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a descer pelos galhos até o mais baixo. Mas havia uma grande parte do tronco que não tinha galhos. Mais uma vez, toquei as alças da armadura térmica. Daria certo? Havia árvores demais para tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agarrei-me ao tronco tentando abraçá-lo. A árvore sentiu cócegas e se mexeu. Tula acordou e voou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu a perdi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cocei de novo o tronco, tentando engolir minha decepção, e a árvore se dobrou até me deixar no chão. Quando pulei de seu galho, ela se desdobrou violentamente, balançando até parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda ouvia os gritos de Prosfrus e os respondi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ouvir minha voz, ele se pôs a bradar com entusiasmo. 'Domador de pássaros', ele exclamava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ao nos encontrarmos, minha expressão não era feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela foi embora... - eu disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me abraçou e me atirou para o alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já sabemos o que fazer. Precisamos só pensar melhor sobre o assunto. - sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos da floresta em direção às tendas. Eu me sentia orgulhoso e frustrado ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos metros acima de nossas cabeças, Tula nos seguia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-3641537243023906196?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/3641537243023906196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=3641537243023906196' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/3641537243023906196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/3641537243023906196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/07/borboreal-cap-29.html' title='Borboreal - Cap. 29'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-8780077596333479625</id><published>2008-07-24T21:49:00.004-03:00</published><updated>2008-07-24T22:38:54.468-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 28</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 204, 255);"&gt;Era uma guerra, aquilo! Tanta carne espalhada, carbonizada, imprestável. Tínhamos que lutar por um pedaço decente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era pequena. Assustava-me os bicos ferozes de minhas primas ao lutar pela carne fresca e sanguinolenta dos plurinogorfos caídos. Batiam-se como em batalha. E tudo só pelo prazer de lutar. Não conseguíamos acabar com toda a carne no chão, mas as maiores nos forçavam a brigar por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui escorraçado mais uma vez. Estava faminta. Era pequena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vaguei pelo campo, aos pulos, desajeitada no chão. Nas alturas, eu era soberba! Mas no chão me sentia atrapalhada, fora do ambiente... As carnes eram vigiadas, não havia como evitar a luta. Mas eu estava machucada, me sentia mal e faminta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acreditei quando vi o plurinogorfo na beira da floresta. Ele estava ali, antes? Como é que ninguém o tinha visto? Fingi não vê-lo, também. Andei para um lado e para o outro, como se procurasse alguma coisa, mas sempre me aproximando das árvores. Cada vez mais perto da carne estraçalhada no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a fome me ganhou. Esqueci a precaução, certa de que conseguiria apanhar alguns bocados de carne antes que uma de minhas primas grandes chegasse para lutar por elas. Voei até lá, descuidada, inocente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Meu corpo doía de ficar nos galhos. Eu vasculhava o campo com o olhar e as horas passavam até que uma uruguia começou a se aproximar. Rápida como um raio. O bico aberto em direção a Prosfrus. Quis avisá-lo, mas alertaria a uruguia. Ele tinha que estar pronto para o papel dele. Se eu não estivesse, ele me daria uma bronca. Então ele precisava estar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 255);"&gt;Faltava pouco! Muito pouco! Abri meu bico salivando ao pensar no suco vermelho e no músculo fibroso! Então a coisa se mexeu! Tentou me agarrar! Estava viva! Era uma armadilha! Bati as asas com força, me afastando rapidamente do chão e daquele plurinogorfo que aos poucos assumia suas feições normais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela subia! Olhando para baixo, o pássaro subia em grande velocidade! Em minha direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acelerei meu tempo e a vi diminuir a velocidade. Três metros. Dois.  Passei os dedos pelas alças da armadura térmica. A uruguia me parecia enorme. Eu não tinha como errar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 255);"&gt;Então eu o senti. Caiu em minhas costas vindo do nada. Era leve e macio, mas se agarrou em mim com força e determinação. Girei a cabeça e encarei-o.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ave girou a cabeça e me encarou. Olhei para ela, assustado e, acho que por pura falta de graça, sorri. Vi o medo nos olhos dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 255);"&gt;No princípio, achei o humano simpático. Mas então ele arreganhou os dentes para mim. Um arrepio gelado atravessou minhas penas. Voei mais alto, me joguei para os lados, mas ele continuava lá. Em pânico, resolvi pedir ajuda. Comecei a voar em direção ao campo onde minhas primas se encontravam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, no meio do barulho do vento e do palpitar do meu coração, eu ouvi uma música. O humano cantava.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não sei da onde tirei a idéia. A uruguia parecia apavorada e eu quis acalmá-la. Eu confesso que tinha muito medo. Estávamos muito acima das árvores. E ela voltava para o meio do campo. Não estou certo de que eu não pareceria apetitoso para as outras uruguias. Eu precisava acalmá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 255);"&gt;Olhei para o humano, novamente. Ele parecia tão assustado quanto eu. Senti pena. As outras uruguias o matariam, facilmente. E eu seria ridicularizada. Nunca mais conseguiria comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já era uma pária. Considerada covarde. E a voz do menino era doce, amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;E não é que o garoto caiu em cima da uruguia? Foi com um aperto no coração que eu a vi desaparecer nas alturas com ele nas costas. Não tive nem tempo de correr atrás e tentar alcançá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles era um ponto escuro no céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca mais veria o menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde é que eu estava com a cabeça?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei-me, tentando acompanhar os dois no espaço. Meus olhos se esforçavam para vê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora eles pareciam crescer. Estavam voltando! Pela rainha, o menino havia domado a uruguia!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-8780077596333479625?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/8780077596333479625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=8780077596333479625' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/8780077596333479625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/8780077596333479625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/07/borboreal-cap-28.html' title='Borboreal - Cap. 28'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-436818819151309549</id><published>2008-07-22T14:05:00.003-03:00</published><updated>2008-07-23T21:15:15.528-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 27</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SIfJLDXesMI/AAAAAAAAAIY/zha_I6EyveI/s1600-h/uruguia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 149px; height: 111px;" src="http://bp3.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SIfJLDXesMI/AAAAAAAAAIY/zha_I6EyveI/s320/uruguia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226367084306280642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Pára... - eu sussurei. E, em seguida, mais alto: - Pára!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prosfrus parou de correr e sentiu, no meu olhar, que devia me por no chão. Foi um enterro rápido, o da minha criança. Eu simplesmente a deixei ir, rio abaixo, numa pequena canoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, em pé, havia apenas Viramundo. Nem príncipe, nem herói. Alguém que não fora citado nas profecias e que, por isso mesmo, não precisava respeitá-las. E foi que se eu renascesse em Paraíso. Senti-me, como nunca, ligado àquela terra. E quis, intensamente, capturar uma uruguia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas pernas, é claro, não se recuperaram tão rápidas. Ainda estavam bambas pelo excesso de adrenalina. Andamos devagar, tentando montar uma estratégia para ir atrás dos grandes pássaros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu notei porque elas conseguem subir tão depressa... - eu comentei - elas não voam para a frente, ao subir. Vão quase que na vertical...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É verdade. - respondeu Prosfrus - E elas olham para baixo, ao vigiar o perigo. O que as deixa a mercê de um ataque por cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É possível subir em uma das grandes árvores da floresta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É. Até fácil. Mas só poderíamos nos esconder na copa. Se ficássemos no tronco elas nos veriam. E seria loucura tentar pular sobre elas daquela altura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A não ser que o tempo estivesse mais lento. Será que a própria queda seria mais devagar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estive refletindo. Você parece achar que torna o tempo dos outros mais lento, mas não é isso que realmente acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Na verdade, você acelera o seu tempo. Se você diminuísse o tempo do resto do mundo, as conseqüências seriam desastrosas... Você percebeu que já cresceu uns bons dedos desde que chegou aqui? É o seu tempo se acelerando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a uma das árvores no fim da floresta. As uruguias já haviam voltado ao seu banquete, e eu me esforcei para olhá-las se deliciarem com a carne dos combatentes mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Elas parecem preferir os plurinogorfos... - comentei, e encarei Prosfrus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, contei a ele meu plano. Foi difícil convencê-lo. Mas eu deixei claro que ele era responsável apenas por minha educação, e não por minha vida. É claro que a excitação o envolvia e isso facilitava as coisas. Por fim, ele cedeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos a coçar o tronco de uma das árvores, de uma forma que Prosfrus me mostrava, e ela se curvou até a copa ficar a centímetros do chão. Prosfrus continuou coçando a árvore e eu subi em um de seus galhos, não sem antes vestir uma das armaduras térmicas. Prosfrus foi ralentando as cócegas até que a árvore se pôs de novo em pé (ele me explicou que se parássemos de repente, a árvore levantaria de uma vez - era como eles faziam para usá-las como catapulta). A altura era estonteante e achei que talvez eu devesse ter aceitado a corda que Prosfrus queria me dar. Não para amarrar a uruguia, como ele sugeriu, mas para me amarrar aos galhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu preferi tentar, a todo custo, não machucar a uruguia. Havia assistido um documentário sobre o encantador de cavalos e achava que o melhor era tentar me tornar amigo dela. Até porque em Paraíso os animais pareciam mais inteligentes que na Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para baixo e vi o plurinogorfo se deitar no solo, numa posição estranha. Usando sua capacidade de mutação, ele pareceu amolecer e ficou semelhante a um dos plurinogorfos que estavam caídos pelo campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, era esperar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-436818819151309549?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/436818819151309549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=436818819151309549' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/436818819151309549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/436818819151309549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/07/borboreal-cap-27.html' title='Borboreal - Cap. 27'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SIfJLDXesMI/AAAAAAAAAIY/zha_I6EyveI/s72-c/uruguia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-4999181049704313176</id><published>2008-07-20T04:26:00.003-03:00</published><updated>2008-07-20T05:01:55.709-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 26</title><content type='html'>Prosfrus era um guerreiro. Imagino também que raramente tenha lidado com crianças e acho que ele nunca realmente se deu conta de que eu tinha 12 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou ele certamente não teria me levado a um campo de batalha. Especialmente num dia sanguinolento como aquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele me levou. E qualquer parte de mim na qual ainda havia pureza morreu quando eu saí da floresta e pude ver o final da batalha contra Los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cheiro de carne queimada e carvão em brasas enchia o ar. As imensas árvores da floresta sempre-viva que beirava o campo ainda ardiam com um fogo lento e eu estou certo de poder tê-las ouvido gemer. Então vi dezenas de cornocorpóreos estirados. Seus corpos semi-destruídos pelo fogo exalando cheiro de pêlos queimados. Os chifres retorcidos. Alguns com os olhos ainda abertos, vítreos. Outros com buracos crispados ao invés de olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais à frente, centenas de crocofantes estavam carbonizados.  Plurinogorfos retorcidos pela queda pareciam bonecos de massinha jogados de cima da mesa. Abatidos como insetos voadores, sua visão ainda era pior que a dos crocofantes. Esses eram apenas montes de carvão, enquanto que os plurinogorfos, protegidos do calor pelas armaduras térmicas, eram uma massa disforme avermelhada e cheias de pequenas pontas ósseas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segurei a mão de Prosfrus, lembrando-me, subitamente, de minha própria idade. Tive uma confulsão de choro e vomitei até cair de joelhos no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prosfrus me pegou no colo e me levou de volta para a floresta, desculpando-se insistentemente. Achei que também chorava. Confessou-me ter se descoberto insensível aos corpos depois de tantas batalhas, mas minha reação despertara sua indignação de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amaldiçoou Los e gritou alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o seu grito, vi voarem as uruguias. Eram negras e plumosas, grandes como um leão. A maioria levantou vôo do campo e ouvi suas asas batendo, mas algumas sairam de dentro da floresta. Rapidamente alcançaram o céu e eu fiquei as observando, do colo de Prosfrus, que corria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-4999181049704313176?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/4999181049704313176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=4999181049704313176' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4999181049704313176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4999181049704313176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/07/borboreal-cap-26.html' title='Borboreal - Cap. 26'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-2824194865452057413</id><published>2008-07-19T00:05:00.002-03:00</published><updated>2008-07-20T04:58:46.642-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 25</title><content type='html'>Acordei naquele dia ouvindo o urro de Los. Foi raivoso, diferente. Algumas horas depois, quando eu já tinha tomado café e já treinava com Prosfrus, os batalhões voltaram e contaram a novidade: haviam conseguido desarmar parte das armadilhas do ser-estrela. A fúria de Los foi intensa e muitos morreram. Mas os que voltaram se mostravam felizes. Era uma vitória: ganhavam tempo e impediam Los de se afastar mais do portão e se aproximar das tendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve uma comemoração, mas os seres ficaram de especial bom humor, naquela manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, propus a Prosfrus um exercício diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que não saímos das tendas? Gostaria de treinar minhas habilidades com os seres da floresta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prosfrus gostou da idéia. Armamos uma pequena mochila de provimentos e entramos na floresta sempre-viva. As grandes árvores pareciam murmurar enquanto passavamos. Os cornocorpóreos nos olhavam sem maior interesse, preocupados em fazer buracos para as sementes, em se proteger na floresta e se acasalar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei a Prosfrus quais os animais mais difíceis de se capturar, na floresta. Ele enumerou alguns seres que, por mais que descrevesse, eu não conseguia imaginar exatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E as uruguias? - perguntei, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dificílimas! - ele respondeu, sério. - Pouquíssimas foram capturadas até hoje...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não seria genial se conseguíssemos pegar uma? - eu propus. O plurinogorfo coçou os ombros, cruzando os braços no peito, como eu já havia visto ele fazer antes, quando pensava. Era o sinal de que ele cogitava aceitar o desafio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seria genial... Mas muito perigoso... E seria uma visão horrível...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Elas se alimentam de restos... - contou Prosfrus. - Portanto, ultimamente se reunem nos campos, após as batalhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como você faria para pegar uma? - continuei colocando lenha na fogueira das vaidades de Prosfrus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Elas voam ao menor sinal de perigo. Se avisam umas às outras. Podem ver a maioria dos objetos invisíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas são imunes a magias de tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorriu. Ainda assim, seria difícil. Elas ganhavam altitude muito rapidamente. As penas de suas asas eram escorregadias. Quase impossíveis de se amarrar. Além de terem bicos poderosos, capazes de quebrar ossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto conversávamos, percebi que mudávamos a direção que tomáramos. Íamos para os campos de batalha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-2824194865452057413?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/2824194865452057413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=2824194865452057413' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/2824194865452057413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/2824194865452057413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/07/borboreal-cap-25.html' title='Borboreal - Cap. 25'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-678532869427220998</id><published>2008-07-18T22:02:00.002-03:00</published><updated>2008-07-18T22:05:19.539-03:00</updated><title type='text'>Problemas Técnicos</title><content type='html'>Estou com alguns problemas no computador de casa, após uma atualização de hardware. Assim que os problemas forem resolvidos, retomaremos a história Borboreal, no Hiscas.blogspot.com.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, não desistam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Augusto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-678532869427220998?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/678532869427220998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=678532869427220998' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/678532869427220998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/678532869427220998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/07/problemas-tcnicos.html' title='Problemas Técnicos'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-709952223906451769</id><published>2008-07-13T15:14:00.004-03:00</published><updated>2008-07-13T18:35:09.662-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 24</title><content type='html'>Os dias começaram a se suceder. Eu treinava o dia todo, principalmente a luta com lanças, arma que eu sentia fazer parte de mim, desde que atravessara o corcoromel com a barra de ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, Prosfrus e eu ficávamos horas meditando. Ele me ensinava técnicas de controle do corpo e eu - para meu grande orgulho - comecei a ensinar a ele como eu controlava o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já havia dez dias que eu estava lá, vendo todas as manhãs os exércitos partirem para batalhar com Los e voltar, reduzido e ferido. Vi poucas vezes a rainha, nesses dias, mas em pelo menos duas vezes sentamo-nos longamente para conversar. Eu contava para ela sobre a minha terra e ela me contava sobre Paraíso. Eu via sua aflição querendo ter notícias dos filhos, a saudade estampada em sua face, mesmo quando tentava sorrir. Senti pena dela e quis ser seu filho, mas não era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me contou sobre a chave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Meu marido estava bem intencionado quando resolveu abrir os portões. Mas sou a primeira a admitir que ele foi precipitado. Eu também, já que incentivei em suas pesquisas e o auxiliei a construir o cetro que serviria de chave-mestra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;As chaves dos portais desapareceram junto com seu criador, há um tempo incalculável atrás. Os guardiões o vigiam, mas não podem abri-lo ou fechá-lo. São guardiões de seu poder, mas não o controlam. Usufruem dele para seus próprios objetivos, apenas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Estudamos muito até entender o funcionamento das fechaduras e, por fim, montamos uma chave mestra, em formato de cetro. Ele pode ser usado para abrir ou fechar os três portões e foi encontrado caído ao lado de Crevatolf.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 153);"&gt;Los tenta chegar até as tendas para se apoderar do cetro. Se cair nas mãos dele, a batalha estará perdida. Ele ficara livre para sair de perto do portão e, se alcançar uma fonte de tempo próxima a um rio de desejos, terá acesso ilimitado a magias...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei o cetro, que estava em uma campânula onde parecia flutuar acima da almofada vermelha que forrava o fundo. Devia ter cerca de 60 centímetros de comprimento e seu corpo era negro e cheio de detalhes em relevo. Sua ponta, no entanto, não lembrava as bolas que ilustram os cetros nas figuras dos livros. Ela se afinava como uma lança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-709952223906451769?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/709952223906451769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=709952223906451769' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/709952223906451769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/709952223906451769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/07/borboreal-cap-24.html' title='Borboreal - Cap. 24'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-6494551636150884062</id><published>2008-07-11T19:11:00.011-03:00</published><updated>2008-07-12T02:16:03.422-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 23</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SHg8e4hq0-I/AAAAAAAAAIA/vaIsAuaXZ5g/s1600-h/fechadura3.JPG"&gt;&lt;img style="float: right; cursor: pointer; width: 122px; height: 121px;" src="http://bp3.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SHg8e4hq0-I/AAAAAAAAAIA/vaIsAuaXZ5g/s320/fechadura3.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Não só fiquei, como ganhei um novo amigo em Prosfrus. Ele era encarregado da segurança da rainha e se tornou meu treinador. Começou contando-me o que acontecia nas batalhas diárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;Los nunca vai muito longe do portão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;Ele passa a maior parte do dia criando e montando armadilhas mágicas no caminho até a torre de vento, mas ainda não se sente seguro de abandonar o portão. A sua existência nesse mundo está condicionada ao portão ficar aberto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;A torre de vento fica bem embaixo da fechadura, que fica no centro do portão. Para fechá-lo, é necessário ir com a chave até a torre de vento, montada pelo rei para levar alguém até a fechadura, muito, muito alto no meio do céu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;Los também sabe que se nosso exército ficar muito poderoso, podemos derrotá-lo. Por isso, todo dia, nos ataca furiosamente. Conseguimos evitar que ele chegue às tendas, mas acho que nunca o machucamos, realmente. Dessa forma, ele destrói alguns de nossos batalhões e garante que não nos agruparemos o suficiente para ter força para derrotá-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;Ele também dizima nossa floresta sempre-viva. As árvores funcionam como catapultas, além de dificultar seu andar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;Sofremos muitas perdas, diariamente. Para nossa sorte, chegam voluntários com imensa freqüência de todas as partes do reino. Mas uma hora dessas ou ele vai conseguir assegurar o portal, com suas armadilhas, ou ninguém mais vai chegar e ele vai estraçalhar os exércitos da linha de frente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;Aí, o reino será dele. Paraíso é um lugar disputado, pois poucos lugares em qualquer um dos universos tem fontes naturais de tempo manipulável. Percebemos rapidamente que ele não precisa de seres vivos em Paraíso. Tudo o que ele quer é o tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passeávamos pelo acampamento, acompanhados por 'Seu' Josias, que havia voltado à sua forma natural que me lembrava um boneco de testes de acidente de carro. Eles me explicaram sobre as armaduras térmicas: as couves que se abriam em asas e envolviam o corpo dos combatentes, para que eles não se carbonizassem com o urro de Los ou ao chegar perto dele. Vimos a floresta sempre-viva se renovando após o ataque de horas atrás e, com o auxílio de um olho de jaguarade - um objeto mágico de vidro que permitia ver à distância - pude ver todo o portão e a devastação que Los vinha fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não pude ver Los com o olho de jaguarade. Seu brilho ampliado pelo objeto me deixaria cego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que é necessário ir até a torre de vento? Não é mais fácil voar até a fechadura? - perguntei aos plurinogorfos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alto demais. - respondeu Prosfrus - Ninguém consegue voar tão alto em Paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só uma uruguia... - comentou 'Seu' Josias - Mas é quase impossível pegar uma... E ela provavelmente não nos obedeceria. Não são treináveis e são estúpidas como portas... Não poderíamos controlá-la para chegar perto o suficiente da fechadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E qual é o plano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por enquanto, o plano é nos defendermos e bolarmos um plano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era uma situação agradável, eu concluí.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-6494551636150884062?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/6494551636150884062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=6494551636150884062' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6494551636150884062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6494551636150884062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/07/borboreal-cap-23.html' title='Borboreal - Cap. 23'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SHg8e4hq0-I/AAAAAAAAAIA/vaIsAuaXZ5g/s72-c/fechadura3.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-9147417180562468077</id><published>2008-07-10T16:55:00.003-03:00</published><updated>2008-07-10T18:58:11.064-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 22</title><content type='html'>- Bem, Viramundo, não posso permitir que você fique, porque estamos em guerra... - disse a rainha, recomeçando a discussão. Eu rebatia cada argumento dela, mas ela rebatia cada um dos meus argumentos. Até que ouvimos uma terceira voz entrar no debate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu o vi matar um corcoromel...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz era de 'Seu' Josias e, para minha surpresa, estava a meu favor. A rainha olhou para o plurinogorfo e depois para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu devo dizer que foi impressionante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorri, esperançoso. A rainha quedou-se, pensativa. Enfim, chamou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Prosfrustrede!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um plurinogorfo largo e alto entrou. Seu corpo era listrado das mais diversas cores. Sua cabeça não tinha olhos ou nariz, como eu já tinha visto no cadáver de Ostrede, mas uma faixa preta que parecia girar quando ele se movia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu faço um desafio: - propôs a rainha. - se você conseguir tocar o rosto de Prosfrustrede antes dele te imobilizar, você vai para nosso treinamento de combate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitei imediatamente com a cabeça, mas 'Seu' Josias mais uma vez intercedeu a meu favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Prosfrus devia pelo menos assumir as formas de um menino! Assim é injusto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rainha concedeu e o plurinogorfo, em instantes, era do meu tamanho. Fiquei confiante, mas 'Seu' Josias continuou resmungando. Não devia ser desafio fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino que se tornou o plurinogorfo era gordo como um mini-lutador de sumô. Comecei a me concentrar e olhei meu oponente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No minuto seguinte, eu estava no chão. Não sei dizer o que aconteceu. Não tive tempo nem de vê-lo se aproximar de mim, mas agora estava deitado sobre ele. Seus braços enrolaram-se em meus braços e soube que era inútil resistir por ali. Concentrei-me em minhas pernas, ainda livres. Dei forte impulso e fiz um rolamento para trás. Acho que o peguei desprevinido. Seu corpo pesado não conseguiu me acompanhar e ele acabou, no desequilíbrio, soltando meu braço esquerdo. Ele ficou deitado e sua mão buscou minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foi a minha vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo ficou lento e eu pude ver perfeitamente os movimentos de Prosfrus. Evitei seu golpe e girei sobre o braço direito, ainda preso. Ficamos frente a frente. Pus minhas pernas sobre as cochas deles, joelhos por fora, pés por dentro, imoblizando-o. O braço direito preso tornou-se vantagem, pois também anulava o braço dele. Levei meu braço esquerdo em direção ao seu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi a vez dele, novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me puxou pelo braço direito de uma forma que eu não previra e eu me desequilibrei. Num segundo, eu estava com a barriga no chão e ele em cima de mim. Soltei o braço direito e abracei com ele meu próprio pescoço um instante antes dele se jogar em cima das minhas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava imobilizado. Não conseguia mexer nenhuma parte do corpo. As pernas dele travavam as minhas, o meu braço esquerdo dominado pelo dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas minha mão direita estava firme em sua bochecha. Ele se jogará em cima dela ao descer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plurinogorfo soltou uma exclamação de surpresa. 'Seu' Josias também. A rainha sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu fiquei em Paraíso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-9147417180562468077?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/9147417180562468077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=9147417180562468077' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/9147417180562468077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/9147417180562468077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/07/borboreal-cap-22.html' title='Borboreal - Cap. 22'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-6438839496711431709</id><published>2008-07-09T11:39:00.004-03:00</published><updated>2008-07-09T12:29:28.893-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 21</title><content type='html'>Enquanto os exércitos marchavam para a luz, alguns em silêncio funéreo, outros cantando cantigas alegres, nós íamos na direção oposta, cercados pelas criaturas que tinham longas antenas como de louva-deuses. Por fim, entramos numa tenda imensa e cheia de aglomerações. A sensação de atravessar a parede de bolha da tenda foi refrescante, como tomar um banho de mangueira no jardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da bolha, passamos por diversas cabanas e barracas, indo para o centro. Os 'antena de louva-deus' iam trocando informações roçando suas antenas nas antenas de outros pelo caminho e as passagens e portas foram sendo abertas, sem que uma palavra audível fosse trocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, entramos numa imensa cabana, de um material que me lembrou as colméias acinzentadas dos marimbondos. No centro, havia um círculo de cadeiras e, numa delas, sentava-se uma linda mulher, de cabelos que variavam entre o negro e o vermelho intenso, dependendo da posição de sua cabeça. Vestia uma bata multi-colorida e calças brancas. De uma tiara com um brilho azulado, em sua cabeça, descia um longo véu que passava por trás do encosto da cadeira e se derramava no chão, como uma cachoeira que derramava suas águas num tranqüilo lago. Seu nome era Anácris e ela era rainha do Paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me postei na frente dela e me ajoelhei, cometendo minha primeira gafe. Todos me olharam como se eu fosse de outro planeta... 'Seu' Josias me socorreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está passando mal? - perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei-me sem graça e me recompus. Então o plurinogorfo contou uma rápida versão da história à rainha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você foi enganado por um menino de doze anos? - ela sorria e olhava para mim. - Mas você precisa voltar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei encará-la firmemente e minha voz, ao dizer 'não', saiu com a decisão que eu queria. Mas meus olhos se encheram de lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é seu nome? - ela perguntou, com suavidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho problema do nome. Odeio meu nome. Não quero dizê-lo. Quero outro nome. E por que não? Outro mundo, outro nome. Pensei em meus heróis, nas histórias que a babá contava à noite, para que eu dormisse e, por fim, fiz minha escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Viramundo. - exclamei. E diante do olhar de surpresa de 'Seu' Josias: - Aqui, meu nome é Viramundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-6438839496711431709?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/6438839496711431709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=6438839496711431709' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6438839496711431709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6438839496711431709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/07/borboreal-cap-21.html' title='Borboreal - Cap. 21'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-8633965753750104154</id><published>2008-07-08T14:17:00.003-03:00</published><updated>2008-07-08T14:39:33.837-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 20</title><content type='html'>Eu sorri, irônico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não está reconhecendo a própria casa, 'Seu' Josias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plurinogorfo me soltou e olhou em volta. As sementes que as árvores haviam lançado no chão já eram pequenos arbustos. O sol brilhou mais forte. 'Seu' Josias me agarrou pelo braço e correu em direção às tendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada bom! - ele repetia para si mesmo. Escondeu-se atrás de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rack&lt;/span&gt; com diversos objetos parecidos com grandes couves de couro. Vi um gigantesco hominídeo com ombros muito pontudos pegar um dos objetos, que se abriu como uma pequena asa triangular, de onde duas alças se soltavam. Ele prendeu as alças em cruz, no peito, e as puxou. A asa se fechou sobre ele, envolvendo seu corpo, moldando-se a ele, cobrindo os braços e as pernas e até a cabeça. Então, o imenso sujeito correu em direção a um batalhão próximo, que se organizava em forma de uma estrela. Duas pequenas criaturas correram e, com um grande pulo, instalaram-se nos ombros do gigante, enquanto ele se colocava em sua posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, o batalhão inteiro começou a marchar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Seu' Josias ainda me olhava assustado. Eu estiquei a mão para tocar em uma das couves, mas ele me puxou de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não acredito que você nos trouxe a Paraíso! - ele exclamou. - Vamos voltar agora para a Terra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vá sozinho! - retorqui com firmeza. Ele viu a determinação em meus olhos. No momento seguinte, estávamos cercados por diversas criaturas com expressões desagradáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem são?! - uma das criaturas gritou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sou Trestede. Espião da rainha em missão especial na Terra. Mas tive um pequeno contratempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As criaturas se entreolharam e um zumbido encheu o ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estão se comunicando com o líder... - disse 'Seu' Josias, mas agora eu conhecia seu verdadeiro nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei de novo para o nascente. O brilho era cada vez mais forte, enchendo os campos de luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O sol já vai nascer... - eu disse, pensando que seria meu primeiro amanhecer em Paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é Sol nem estrela nenhuma... - corrigiu-me Trestede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As criaturas também olharam em direção à luz. Uma delas me olhou nos olhos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aquele brilho é Los.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-8633965753750104154?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/8633965753750104154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=8633965753750104154' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/8633965753750104154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/8633965753750104154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/07/borboreal-cap-20.html' title='Borboreal - Cap. 20'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-173729969618635446</id><published>2008-07-07T11:26:00.002-03:00</published><updated>2008-07-07T11:54:17.068-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 19</title><content type='html'>Tive que tomar fôlego para absorver o que vi. Sob a luz de um sol que nascia atrás de mim (não sei dizer se era o leste, agora que estávamos em outro planeta; pensando bem, nem deve se chamar sol a estrela que ilumina essa terra), vi correndo centenas de animais imensos, com o corpo grande e patas arredondadas, as costas e o lombo cinzentos e as patas esverdeadas. Suas caudas eram grandes e chatas e balançavam tensamente enquanto corriam. Já suas cabeças eram imensas e com fileiras de calombos na linha dos olhos saltados. As bocarras gigantescas tinham dentes que se encaixavam. Era um dos batalhões de crocofantes, eu soube mais tarde, e eles corriam em direção ao nascer da estrela nascente. Eles passavam à minha esquerda, a não mais do que 20 passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas dezenas de hominídeos com asas voavam acima dos crocofantes. Eu reconheci suas formas: eram plurinogorfos, parecidos com o que vi morrer em frente ao Colégio Arnaldo, num planeta que ficava cada vez mais distante em minha cabeça. Tinham asas de couro, sem penas, mas não pareciam asas de morcego. Eram multicoloridas, assim como seus corpos. Gritavam palavras de ordem para os crocofantes e trocavam idéias entre si. Eu não tinha certeza se entendia o que falavam, apesar dos sons parecerem conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À minha direita, bem mais à distância, encontrava-se uma floresta de árvores altas, com folhas azuladas e prateadas. Por baixo do estampido do correr dos crocofantes, a floresta parecia emitir um som baixo e ritmado, como o revolver de terra. Entre as árvores, via-se grandes quadrúpedes com vários chifres por todo o corpo, a ponto de lembrarem imensos porcos-espinho. Soube que se chamavam Cornocorpóreos. Num movimento sincronizado, vários deles saíram à frente das árvores e rolaram no chão, deixando milhares de buracos no solo. As árvores inclinaram-se para trás e, enquanto os animais voltavam para dentro, dobraram-se com força para frente, catapultando milhares - talvez milhões - de pequenas frutas que cobriram o solo revolvido pelos cornocorpóreos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem à minha frente, haviam as tendas. Eram como grandes bolhas de sabão opacas, algumas solitárias, outras aglomeradas. Seres dos mais diversos entravam e saiam, atravessando as paredes que grudavam-se por instantes aos seus corpos e, ao finalmente se soltarem, voltarem com um leve balançar à posição inicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A movimentação era intensa: algo importante acontecia. Além dos crocofantes que continuavam a avançar em direção ao nascente, milhares de outros seres reuniam-se nos mais diversos agrupamentos, e eu pressentia que se preparavam para uma batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi a primeira volta que dei em torno do corpo em Paraíso, antes de 'Seu' Josias me agarrar pelos ombros, assustado, e perguntar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas para onde é que você nos trouxe???&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-173729969618635446?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/173729969618635446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=173729969618635446' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/173729969618635446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/173729969618635446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/07/borboreal-cap-19.html' title='Borboreal - Cap. 19'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-3885623572794553214</id><published>2008-07-05T19:34:00.003-03:00</published><updated>2008-07-05T20:16:25.806-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 18</title><content type='html'>Quando o grito cessou, nós dois olhávamos para o chão. A atenção de 'Seu' Josias fixava-se no corpo do corcoromel, vazando gosma. O meu olhar simplesmente estava caído. Não se fixava em ponto algum. Buscava ver, no espaço entre mim e o chão, o tamanho de minha desilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso foi... Incrível... - disse o homem do saco, e realmente parecia não crer em seus olhos. Cutucou com os pés o pequeno monstro inerte e voltou seu olhar para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua voz transmitia agradecimento. Ele sabia que eu salvara sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E você devia ser meu guarda-costas... - eu disse, com um sorriso apagado. Ele sorriu de volta e me abraçou. No calor e aconchego, deixei minha desilusão fluir e ela ensopou a camisa de 'Seu' Josias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há alguma coisa que eu possa fazer por você? Quer dizer, eu imagino que você nem queira mais ser meu amigo. Eu te usei e pus sua vida em risco... Como eu posso compensar? Mesmo que minimamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz dele era cheia de arrependimento. Senti que ele gostava de mim. Éramos mesmo amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para ser sincero, eu acho que acreditei que não seríamos descobertos, aqui. Eu não achei que fosse um risco real... - ele continuou. E pediu desculpas várias e várias vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que você acha que ele atacou você e não eu? Acha que ele já sabia que eu não era o príncipe? - eu perguntei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Certamente ele sabia. Deve ter te seguido depois de matar Ostrede e ouviu nossa conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você acha que o príncipe está bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Preciso saber...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhei 'Seu' Josias até o telefone público mais próximo. Ele ligou para alguém, mas eu não escutei a conversa. Em seguida, ele me disse que o príncipe estava bem e que iam mudá-lo de planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você vai embora, então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou... - ele disse, com voz triste. - Mas ainda devo ficar um ou dois dias, até decidirem para onde vamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hong Kong...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não... Hong Kong ainda é na Terra. Acho que eles vão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu queria conhecer Hong Kong.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para o plurinogorfo o mais inocente que pude. Ele cairia nesse golpe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu queria participar da mágica só uma vez. Ter essa sensação. Podemos ir para Hong Kong? Voltamos amanhã. Ou hoje a noite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ficou tão animado! Era como se visse a oportunidade de redenção por ter me enganado. Eu cheguei a me sentir envergonhado e quase desisti da idéia, mas foi mais forte que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para viajar, basta aproveitar um pouco de luz, que tem grande velocidade. Um pingo de tempo é mais que o suficiente para irmos a qualquer lugar. Estaremos em Hong Kong em um piscar de olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o desejo? - perguntei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, parece que você tem desejo suficiente aí! - ele sorriu, vendo meu rosto se alegrar - Coloco um pouco de desejo manipulável e só é necessário que você o molde através do seu próprio desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele abriu o saco e pegou um cubo, parecido com o que tinha me dado meses atrás e que continha fadas. Em seguida, pegou uma lâmpada parecida com aquelas velhas lâmpadas que contém gênios. - Luz! - ele exclamou, virando a lâmpada dentro do cubo, do qual ele havia aberto uma das faces. Uma pequena chama escorreu da lâmpada e ficou no centro do cubo, flutuando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, pegou uma ampulheta, agitou sua areia e deixou que três grãos caíssem na chama, por uma pequena torneira na base do objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tempo! - Ele disse. Por fim, pegou um objeto estranho, que parecia mudar de forma todo o tempo. Ele deixou que eu segurasse o objeto e sua consistência era estranha. Parecia carne crua. Achei aflitivo e devolvi para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele coçou o objeto com a unha e um pequeno orifício se abriu. Senti cheiro de enxofre enquanto ele enfiava uma agulha dentro do estranho saco, que saiu molhada de um líquido parecido com geléia de morango.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele colocou a agulha no centro da chama e fez diversos movimentos, alinhando os grãos de tempo e moldando a chama com a agulha cheia de desejo. Por fim, fechou a caixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora, eu seguro em você e você deseja ir para Hong Kong. E, quando estiver pronto, eu te passo a caixa, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava pronto. Peguei a caixa da mão dele e o mundo desapareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi rápido. Não foi imediato, como eu pensei que seria. Tudo ficou escuro e eu posso jurar que vi passar o final de nosso universo. Acho que se a distância fosse menor, seria instantâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas viajamos para outro universo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-3885623572794553214?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/3885623572794553214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=3885623572794553214' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/3885623572794553214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/3885623572794553214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/07/borboreal-cap-18.html' title='Borboreal - Cap. 18'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-7529893730400080698</id><published>2008-07-04T16:21:00.003-03:00</published><updated>2008-07-04T16:43:36.459-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 17</title><content type='html'>- Terceiro encontro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim... - disse 'Seu' Josias olhando para os lados, procurando sinais do corcoromel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porque só agora você me contou tudo isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plurinogorfo olhou-me sem entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Talvez fosse menos perigoso... - eu sugeri - ...que eu não soubesse que era o príncipe, não acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele continuou me olhando, mas agora parecia chateado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Talvez o melhor mesmo seria fazer outra pessoa pensar que era o príncipe, assim poderia despistar melhor no caso de um corcoromel aparecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele abriu a boca e achei que ele fosse negar tudo, mas ele desistiu no meio do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi o mundo através de uma lente amplificadora, mas borrada, formada por lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E eu sou a distração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Seu' Josias olhava o chão, agora. Também chorava. Balbuciou desculpas desconexas. Um estranho sentimento começou a brotar, dentro de mim. Uma alegria triste de ter sido envolvido naquele mundo, mesmo dessa maneira enganosa. Eu me sentia outra pessoa. Um príncipe havia nascido dentro de mim, onde antes havia um vagabundo humilhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, mais uma vez, as coisas aconteceram rápido demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas dessa vez eu estava preparado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi um som de trás de um monte de escombros da casa. Um roçar que lembrava as unhas de gatos cavando a areia. Então, desacelerei o mundo, como vinha fazendo em minhas aulas de caratê. O corcoromel não era grande. Devia ter uns 40 ou 50 centímetros de altura. Correu pelo chão em direção ao plurinogorfo, pulou de lado, suas garras entrando facilmente no reboco dos restos de uma parede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Seu' Josias, abriu a boca ao ver o pequeno monstro, mas o grito pareceu demorar um século para chegar aos meus ouvidos. Quando chegou, o corcoromel já estava morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu o atravessei com uma barra de ferro que estava no chão um segundo antes. A barra penetrou por seu único olho e saiu pela barriga, espalhando um líquido branco e viscoso como o que sai das barrigas das baratas esmagadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele esticou três vezes as patas, estribuchando, e ficou quieto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então o grito de 'Seu' Josias chegou e encheu o ar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-7529893730400080698?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/7529893730400080698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=7529893730400080698' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7529893730400080698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7529893730400080698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/07/borboreal-cap-17.html' title='Borboreal - Cap. 17'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-5234661073958976467</id><published>2008-07-03T01:52:00.004-03:00</published><updated>2008-07-03T03:22:47.172-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 16</title><content type='html'>Não quis ficar perto daquele corpo. Não pensei, no momento, que minha vida estava em jogo. Ao ver aquele boneco sem vida e sem faces, duvidei de tudo. Da magia, de reinos distantes, de mim mesmo. Uma dor estranha fechou minha garganta e eu corri para longe. Algumas pessoas aproximavam-se do corpo. Imaginei policiais me perguntando sobre o que sabia a respeito do mendigo morto. A dor crescia e tentava explodir em meu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessei a Afonso Pena sem olhar para os lados, subi a Pernambuco e em instantes estava em frente à casa dos Passos. Entrei pelo portão semi-solto, como sempre fazíamos juntos, eu e 'Seu' Josias. Corri para o meio dos escombros por trás da fachada quase intacta, chutei pedras e pedaços de madeira, atirei tijolos partidos nas paredes e, por fim, me sentei no lugar onde sempre nos sentávamos quando ele ia me contar a história de meu reino e chorei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não teve escola hoje? - disse 'Seu' Josias, levantando-se de onde sempre dormia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para ela assombrado. Ele percebeu que eu chorava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que houve? Falhei em minha tarefa de protegê-lo, majestade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me dei conta de que ele não me chamava de majestade há algum tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi tudo encenação? - perguntei, confuso - Foi dolorido, não faça isso de novo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Do que você está falando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem paciência, contei a ele sobre a sua 'morte', certo de que ele me pregava uma peça. Mas quanto mais eu contava, mais suas feições refletiam medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parque Municipal? Ostrede! Ele está morto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei sobre os buracos no peito. Ostrede era um nome? Percebi que assumi que meu guarda-costas se chamava 'Seu' Josias, mas ele devia ter outro nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando enfim comecei a me acalmar, ele contou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Somos cinco no planeta. A rainha mandou o resto de nós para distrair possíveis assassinos enviados pelo usurpador. Cada um ficou com uma criança, quando chegou à Terra. Quatro buracos no peito significa que deve ser um corcoromel. São seres quadrúpedes, com patas que terminam em pontas afiadas. São rápidos como gotas de chuva.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SGxwHxpQnQI/AAAAAAAAAHI/zSwUISkJkWk/s1600-h/corcoromel.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SGxwHxpQnQI/AAAAAAAAAHI/zSwUISkJkWk/s200/corcoromel.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218669347103350018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Nós, plurinogorfos, não temo capacidade ilimitada de mutação. Assim, achamos mais prático assumirmos as mesmas feições. Até porque assim nos reconhecemos mais facilmente. Nós nos encontramos uma vez a cada dois anos para mudarmos de feição e trocarmos notícias. Mais do que isso seria perigoso. O terceiro encontro será daqui há dois meses.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que 'Seu' Josias estava apavorado com a possibilidade de um corcoromel. E o medo faz com que a gente cometa erros...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-5234661073958976467?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/5234661073958976467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=5234661073958976467' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/5234661073958976467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/5234661073958976467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/07/borboreal-cap-16.html' title='Borboreal - Cap. 16'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SGxwHxpQnQI/AAAAAAAAAHI/zSwUISkJkWk/s72-c/corcoromel.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-5016236179550539123</id><published>2008-07-02T09:56:00.002-03:00</published><updated>2008-07-02T12:52:08.830-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 15</title><content type='html'>Houve essa excursão do colégio ao Parque Municipal. Eu me sentia distante dos outros meninos e isso acabou me rendendo a fama de esquisito, nos últimos tempos. Sentei-me para apreciar os raios de sol que passavam entre as árvores e imaginei que talvez um desses raios pudesse ser manipulável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi 'Seu' Josias na entrada do parque e acenei para ele. Era estranho saber que eu tinha essa espécie de guarda-costas mutante e não pude deixar de me sentir um pouco como John Connor nos filmes do Exterminador do Futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Seu' Josias não me respondeu. Ao invés disso, afastou-se apressado, como se meu aceno fosse um alerta de perigo. Então senti o balão de água explodir em minhas costas, me encharcando inteiro. Virei para trás e dois de meus colegas gargalhavam, apontando para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ó o filho do homem do saco!! - gritou o primeiro, e gargalharam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ó o amante de negro! - gritou o outro, o que realmente me tirou do sério. Enfiei meu punho na boca do imbecil, sentindo-o esparramar no chão como um monte de muco esverdeado. A professora começou a gritar, correndo em nossa direção. Eu imaginei o que viria daí e tomei uma decisão: corri atrás de 'Seu' Josias. Por que ele havia fugido de mim? Ele não deveria me proteger?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corri para a saída do parque e alcancei a Av. dos Andradas a tempo de vê-lo virar na Alameda Álvaro Celso. Eu o persegui até a Bernardo Monteiro, me aproximando aos poucos. Ele já estava à distância de um grito quando virou na frente do Colégio Arnaldo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi tudo tão rápido. Ele sumiu por trás de uma árvore e eu coloquei toda minha força nas pernas para alcançá-lo. Quando contornei a árvore, ele estava no chão. As pernas abertas, os olhos esbugalhados. Da boca, uma gosma azulada saia. Mais uma vez, ele pareceu sair de foco, mas dessa vez não assumiu outra feição. Seus traços humanos sumiram, como se ele fosse um desses bonecos de simulação de acidente de carro. Havia quatro furos no seu peito, um bem perto da garganta, os outros formando os vértices de um quadrado, nos dois lados do peito e no estômago. E eu entendi: ele estava morto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-5016236179550539123?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/5016236179550539123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=5016236179550539123' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/5016236179550539123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/5016236179550539123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/07/borboreal-cap-15.html' title='Borboreal - Cap. 15'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-544447011357374734</id><published>2008-07-01T00:34:00.006-03:00</published><updated>2008-07-01T06:35:53.518-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 14</title><content type='html'>- Sabe o que eu não entendo? - perguntei, dois ou três dias depois - Se os exilados do nosso planeta colonizaram a Terra, como é que ninguém aqui sabe do nosso reino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eles sabem... - respondeu 'Seu' Josias - mas pensam que são mitos... A história, pelo que consta, foi que os primeiros humanos que vieram parar aqui rapidamente descobriram que era impossível manipular o tempo ou a luz dessa dimensão. O que era ruim, mas ao mesmo tempo tornava o ambiente menos atrativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;O primeiro humano que veio para cá, por exemplo. Tenho certeza de que você já ouviu seu nome. Chamava-se Adão. Ele formou uma pequena colônia e baseou as suas regras e leis na única coisa moldável, nesse planeta: o desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito rápido, um de seus seguidores tomou o poder na pequena tribo. Ele confiscava o tempo e a luz que os recém-chegados traziam e, por fim, ninguém mais veio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve, não havia mais elementos manipuláveis e as gerações foram nos esquecendo aos poucos. Mas a história marcou as lendas...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por exemplo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por exemplo, você se lembra como se chama nosso reino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não... - admiti, envergonhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chama-se Paraíso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para casa pensando em magias e milagres. É possível manipular desejos, nesse mundo. Fazia muito sentido, para mim. Um mundo movido a desejo, onde luz e tempo parecem sempre escassos. Não é assim, esse planetinha? Fui para minha aula de caratê com isso na cabeça. Não seria o tempo nem um pouquinho manipulável, nesse planeta? Algumas pessoas afirmavam que conseguiam fazer o tempo passar mais rápido ou mais devagar, mas eu me perguntava se não era apenas impressões que vinham do desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi testar na aula de caratê. Afinal, se fosse possível manipular um pouco o tempo, minhas reações pareceriam ser as mais rápidas da turma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloquei todo o meu desejo nisso. E era um desejo imenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de uma semana (eu treinava todos os dias), alguma coisa me parecia acontecer. Meus oponentes pareciam lentos. Eu podia ver suas mãos, vindo em minha direção. Era como se eles lutassem dentro da água. O rio do tempo os envolvia e, agora, eu sabia nadar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu mestre elogiou minha concentração, durante a semana. Será que os sensei sabem que manipulam o tempo? Minimamente, tudo o que é possível nesse planetinha. Contei a ele que o tempo diminuia a velocidade quando eu me concentrava. Ele apenas sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mês depois, eu era faixa laranja.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-544447011357374734?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/544447011357374734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=544447011357374734' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/544447011357374734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/544447011357374734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/07/borboreal-cap-14.html' title='Borboreal - Cap. 14'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-2052044909188744600</id><published>2008-06-30T01:15:00.004-03:00</published><updated>2008-06-30T01:38:18.307-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 13</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Há uma mágica que permite ver um determinado futuro. É claro que o futuro é feito de infinitas possibilidades, mas há uma espécie de 'curso provável' se determinadas condições forem mantidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que soube que o primeiro vizir havia tomado o trono, a rainha lançou esse mágica para tentar ver se o futuro dos filhos e o do reino se entrelaçavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ela viu, nas imagens, foi seus dois filhos triunfando sobre os mortos e os portões de novo sob controle. Você dois irão penetrar em terreno eterno e resgatarão de lá o rei, que se tornará herói. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Um dos dois irá descobrir o terceiro portão e o reino voltara à normalidade. O outro reinará, com amor e compaixão, até seus últimos dias e junto ao rei-herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há condições para que isso aconteça. A primeira delas é que vocês dois, príncipe e princesa, permaneçam vivos. Foi por isso que a rainha optou pelo exílio, pois sabia que entre duas guerras - contra Los e contra o primeiro vizir - o número de atentados contra a vida de vocês seria imenso, até porque o primeiro vizir deve ter lançado mão de mágica parecida para montar uma profecia a seu favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A magia anda escassa no reino, pois Los controla toda a luz. A rainha levara todo o estoque de luz, tempo e desejo que havia no castelo à guerra, para usá-la contra Los. Foi um golpe de sorte, já que deixou o primeiro vizir com quase nada. Mas soube-se que ele mandou buscar em todo o reino, invadindo casas, ameaçando e prendendo pessoas, para haver o máximo de luz e tempo manipuláveis que pudesse. Por alguma razão, ele não buscou desejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia outra condição: que vocês dois só retornassem ao reino quando Borboreal, o portão da luz, fosse fechado.&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-2052044909188744600?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/2052044909188744600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=2052044909188744600' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/2052044909188744600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/2052044909188744600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/06/borboreal-cap-13.html' title='Borboreal - Cap. 13'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-4885925415987961306</id><published>2008-06-29T06:14:00.003-03:00</published><updated>2008-06-29T06:37:20.057-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 12</title><content type='html'>- E minha mãe? - perguntei a ele, no dia seguinte. Eu me esforçava para atuar normalmente nesse mundo, pois não queria estragar meu próprio disfarce, mas era difícil. Sentia cada vez menos amor pelos terráqueos e saudades de um mundo que eu não conheci, mas que me acompanhava em algum canto fechado de meu inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que tem sua mãe? - retorquiu 'Seu' Josias, obtuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que aconteceu com ela depois que me mandou para cá, oras! - respondi, um pouco impaciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A rainha... Não sei... Eu vim para cá com você, não tive mais notícias. Seria perigoso entrar em contato, não acha? Eu só faria isso se você estivesse em perigo. No entanto, acho que alguém entraria em contato se fosse necessário ou se algo realmente ruim tivesse acontecido. A última notícia que tive dela era que ela comandava os exércitos contra Los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha uma espécie de sentimento de culpa por estar distante enquanto meu reino era atacado e usurpado. Passei a fazer exercícios, pedi para aprender caratê aos meus pais adotivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é que eu sou tão parecido com os habitantes desse planeta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu já expliquei: esse planeta foi colonizado pelos exilados de nosso reino...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meus pais adotivos sabem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que você não é filho deles? Não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não quer ouvir essa história... - respondeu o plurinogorfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu queria. Então ele me contou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Quando chegamos aqui, você era um bebê recém-nascido. Você precisava de uma família que, no entanto, não desconfiasse de nada. Ela devia acreditar que você era seu verdadeiro filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu fui a uma maternidade e esperei que uma mulher entrasse na sala do parto. Sua mãe adotiva foi a escolhida, pois percebi que a criança que ela trazia no ventre era do seu tamanho. É claro, você já tinha algumas semanas de vida, mas nasceu relativamente pequeno e aquela mulher esperava um bebê de mais de quatro quilos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu assumi o lugar de um dos enfermeiros e entrei na sala, deixando você escondido em uma barriga falsa. Agora, existe essa magia muito perigosa e que dura pouco tempo, mas que é capaz de parar o tempo por um instante rápido. Ela não exatamente pára o tempo como um todo, já que no resto do mundo os fatos continuam a se suceder, mas, dentro daquela sala, eu pude congelar o tempo daquela equipe, rezando para ninguém tentar entrar naquele exato instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que o filho de sua mãe adotiva nasceu - o verdadeiro - eu parei o tempo e fiz a troca. E você se tornou 'filho legítimo' de seus pais...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Uou... - eu disse, sem saber se achava o ato heróico ou monstruoso. - E o que aconteceu com o bebê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu o engoli... - contou, inseguro, 'Seu' Josias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arregalei os olhos. Em minha cabeça, a babá falando sobre o 'homem do saco' voltou, com força de uma revelação. Eu me levantei, instintivamente. 'Seu' Josias sorriu tentando ganhar de volta minha confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Talvez te interesse mais saber sobre a profecia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu corpo estava tenso, mas minha cabeça registrou as palavras. Por fim, sentei-me, novamente. Ele realmente atiçou minha curiosidade...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-4885925415987961306?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/4885925415987961306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=4885925415987961306' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4885925415987961306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4885925415987961306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/06/borboreal-cap-12.html' title='Borboreal - Cap. 12'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-6764526050461071267</id><published>2008-06-28T04:39:00.002-03:00</published><updated>2008-06-28T04:53:30.738-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 11</title><content type='html'>- Você quer dizer que eu tenho uma irmã? - eu perguntei, assombrado, a 'Seu' Josias. Uma parte de mim não queria acreditar na história, mas era uma parte pequena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte de mim desejava ardentemente que ela fosse verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando você foi mandado para cá - disse o homem do saco - era pouco mais que um recém-nascido, por isso não se lembra dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há doze anos... - eu disse, sonhador. - Mas por que aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Terra é um planeta de exilados. Quem veio para cá o fez porque queria ser esquecido. Com o passar dos séculos, o lugar tornou-se o que é hoje: uma terra sem lei. Ninguém ia imaginar que a rainha o mandaria para cá. É como se, para proteger alguém, você o mandasse para uma de suas cadeias. Não deixa de ser um esconderijo perfeito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas ela mandou você para me proteger, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, onde você estava antes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem pouco tempo que eu vejo você nas ruas, por perto. Você não deveria estar me protegendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estava. O tempo todo. Sou um plurinogorfo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, ao dizer isso, vi suas feições mudarem. A cor de sua pele se modificou. Por um instante, ele pareceu fora de foco - era difícil olhar para ele -, então quando voltou ao foco, eu reconheci seu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o ex-namorado da babá. Tinha ido algumas vezes lá em casa, e até brincado comigo. Sempre perguntando milhares de coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me assustei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não me diga que a babá!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não... - 'Seu' Josias respondeu - Ela é só uma 'inocente útil'...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo me reconfortou. Eu não queria que ela fosse uma de nós...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-6764526050461071267?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/6764526050461071267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=6764526050461071267' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6764526050461071267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6764526050461071267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/06/borboreal-cap-11.html' title='Borboreal - Cap. 11'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-501288438731406057</id><published>2008-06-27T01:33:00.004-03:00</published><updated>2008-06-27T01:56:12.197-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 10</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Os portões têm guardiões. Se são chamados de guardiões, essa não é uma palavra que deixa claro o papel desses seres. Cada um tem sua função junto ao portão: a de garantir sua manutenção e, através do poder desses seres, permitir que a relação entre os mundos e os portões permaneça balanceada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não significa que esses guardiões não tenham ambições e a de Los ficou muito clara, assim que observou o rei se afastar, embevecido de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los é o guardião de Borboreal. Um antigo deus-estrela, ganancioso e desprovido de compaixão, que viu a chance de conquistar um novo mundo ao ver seu portão escancarado e não perdeu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que só soubemos de sua passagem pela primeira conseqüência: o gelo do nosso pólo norte começou a derreter. Isso fez com que o volume de nossos mares aumentasse, fazendo desaparecer sob as águas uma parte de nossos continentes. Também matou muitos dos animais aquáticos e terrestres da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a rainha percebeu que havia algo errado, usou uma de suas magias para vasculhar a parte norte do planeta e o que ela encontrou foi um imenso buraco sobre o pólo - na verdade o portão - que parecia sugar toda a luz da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro ataque de Los aconteceu logo depois. É um ser imenso, formado de pura luz, cujo urro pode derreter o metal. Forte como um grande exército, ele começou a avançar pelo pólo, atacando animais por se recusarem a obedecê-lo, fazendo com que desaparecessem numa explosão de luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rainha deixou o primeiro vizir tomando conta do reino e partiu para o norte, arregimentando hordas para defendê-lo. E aí começou a segunda parte do nosso problema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomado pelo desejo de poder, o primeiro vizir usurpou seu trono.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-501288438731406057?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/501288438731406057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=501288438731406057' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/501288438731406057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/501288438731406057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/06/borboreal-cap-10.html' title='Borboreal - Cap. 10'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-4842510322636785394</id><published>2008-06-26T00:10:00.004-03:00</published><updated>2008-06-26T00:30:54.507-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 9</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Foram meses caminhando para o Norte, com as temperaturas esfriando a cada passo. Como na Terra, a região norte de nosso planeta é gelada e, em seu céu, pairam luzes. Luzes que parecem encortinar parte do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rei descobriu em suas pesquisas que as luzes eram mais do que simples fenômenos magnéticos ocasionados pelos pólos. Aquela cortina de luz era, na verdade, um portão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os antigos chamavam esse portão de Borboreal. E quem o atravessasse teria controle sobre toda a luz que necessitasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando uma mágica simples, conhecida como O Toque, o rei escancarou o portão, observando como a cortina de luzes parecia se retrair ao dar espaço para um imenso nada, tão negro que parecia engolir toda a luz em volta dele. Ninguém sabe bem com o que o rei se parecia quando saiu de lá, pois ele mandou apenas palavras, e não imagens. Sua excitação era palpável em sua voz, mesmo à distância. Ele urrava de contentamento enquanto explicava como podia fazer escorrer luz de seus dedos e cada um dos presentes desejou intensamente ver o rei e ser capaz de manipular toda aquela luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rei nos informava que podia banhar de luzes diferentes qualquer matéria, fazendo-as mudar de cor ao seu bel-prazer! A neve, dizia ele, tinha milhões de cores que deslizavam ao sabor do vento. Antes de se despedir, o rei gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em direção a Crevatolf!&lt;br /&gt;Aquela foi a última vez que a rainha ouviu a voz de seu rei. Sabe-se, através de emissários do Sul, que ele atravessou Crevatolf, mas se desconhece o que aconteceu a partir daí. E não houve tempo de descobrir, pois o que o rei não sabia era que, depois de atravessar Borboreal - depois de atravessar qualquer dos portões - era necessário fechá-lo, novamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-4842510322636785394?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/4842510322636785394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=4842510322636785394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4842510322636785394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4842510322636785394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/06/bo.html' title='Borboreal - Cap. 9'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-7311120764286267290</id><published>2008-06-25T01:39:00.005-03:00</published><updated>2008-06-26T00:12:53.141-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 8</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Era uma vez, num reino distante, um rei que queria que a mágica fosse abundante, para que ele a pudesse distribuir livremente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram poucos os habitantes do reino que conseguiam manipular os elementos que constituem as mágicas. Sabia-se que eram apenas três, esses elementos: a luz, o tempo e o desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses poucos habitantes tinham a magia a dispor de seu caráter e, com isso, muitos não-magicistas eram oprimidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso é que havia pouca luz, pouco tempo e pouco desejo no reino que fossem facilmente manipuláveis e a rainha, uma grande magicista, tinha dificuldade de conseguir armazenar mais do que alguns punhados por ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o rei soube que havia um modo de inundar seu reino de luz, tempo e desejo - o que faria dele o mais generoso dos reis. E ele se dispôs a enfrentar as barreiras para ter total controle sobre a quantidade de elementos mágicos que poderia oferecer a quem quisesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SGHWYItzuUI/AAAAAAAAAHA/JQLn0QzY2pQ/s1600-h/homsac3.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215685553616566594" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SGHWYItzuUI/AAAAAAAAAHA/JQLn0QzY2pQ/s200/homsac3.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O rei, com auxílio da rainha, descobriu que quem atravessasse os três portões elementais seria capaz de manipular a luz, o tempo e o desejo como quem tira água e sal do mar: com abundância e facilidade, à disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o rei estudou e estudou e descobriu a localização dos três portões e, depois de alguns anos, partiu, mas não em comitiva. Saiu só, no começo da manhã (antes mesmo do sol se mostrar) em busca do primeiro portão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se despediu de sua filha Bea, que tinha dois anos nessa época e amou a rainha, deixando em seu ventre a semente que, algum tempo depois, se tornaria você, Majestade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-7311120764286267290?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/7311120764286267290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=7311120764286267290' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7311120764286267290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7311120764286267290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/06/era-uma-vez-num-reino-distante-um-rei.html' title='Borboreal - Cap. 8'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SGHWYItzuUI/AAAAAAAAAHA/JQLn0QzY2pQ/s72-c/homsac3.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-238231604182768062</id><published>2008-06-23T23:59:00.004-03:00</published><updated>2008-06-25T01:38:39.960-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 7</title><content type='html'>- Por que majestade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei, alguns dias depois. Passei a voltar todos os dias pela Bernardo Guimarães, conversando longamente com 'Seu' Josias, por vezes chegando em casa depois da hora do jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 'homem do saco' pareceu ficar sem jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo é majestade! - exclamou, depois de algum tempo e, virando-se para uma planta: - Olá, majestade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu nunca te vi chamando nada nem ninguém de majestade. A babá, por exemplo, que te dá comida de vez em quando, você chama pelo nome. E eu acho que ganhar comida é importante o suficiente para transformar alguém em majestade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É que eu não sei o seu nome... - ele tentou de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você sabe tudo da minha vida! Sabe até sobre as fadas! Vai tentar me convencer que não sabe meu nome?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho sentou-se embaixo de uma árvore, em frente à velha casa dos Passos, agora abandonada, que ele fazia de lar. A casa, tombada pelo patrimônio histórico de Minas Gerais, estava destruída por dentro (coisa de uma construtura que comprara a casa e queria demoli-la para fazer um prédio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Borboreal... - Ele disse, mas eu não compreendi. - O nome não te lembra nada, majestade? É claro que não... Borboreal é um lugar longe daqui. Mas não é longe em termos de distância, ou de tempo, que são as lonjuras que você conhece. Borboreal é longe daqui em termos de dimensões e universos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então ele, sem nem se dar conta do jargão, começou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Era uma vez...&lt;/span&gt;"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-238231604182768062?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/238231604182768062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=238231604182768062' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/238231604182768062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/238231604182768062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/06/borboreal-cap-7.html' title='Borboreal - Cap. 7'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-6602761545281003404</id><published>2008-06-22T03:06:00.002-03:00</published><updated>2008-06-22T22:46:52.354-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 6</title><content type='html'>'Seu' Josias me ajudou a catar meus livros espalhados e riu muito quando eu disse "acho que esqueci de fechar a mochila de novo...". Ele me acompanhou até em casa e conversamos sobre a minha vida. No entanto, o que me assustou um pouco, 'Seu' Josias foi quem mais falou. Ele me contou como eu era quando bebê e das agruras que eu passava com a minha babá. Sabia como eu ia na escola e quais meus amigos preferidos. Riu-se das criancices e gafes que eu cometi no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, me perguntou: - Você ainda acredita em mágica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era pequeno, eu acreditava em fadas porque me lembrava de algumas delas voando sobre o meu berço. Eu tentava alcançá-las com a mão - fadas verdes listradas de amarelo ou vermelhas com rabos azuis - mas elas rodopiavam acima do meu alcance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, a babá me provou que era um móbile de bichinhos. Foi uma decepção grande (tão grande quanto a mentira do Papai Noel). Tornei-me mais cético, a partir de então. Não acreditava em nada, só na ciência, que para mim se restringia às duas enciclopédias - Delta Júnior e Life - que tínhamos em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse a verdade a 'Seu' Josias: eu não acreditava mais em mágica. Mas tinha medo dela. Talvez eu simplesmente não quisesse mais acreditar, como alguém que resolve não acreditar mais em Deus, ou na matemática, o que não fazia tais coisas desaparecerem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Seu' Josias gostou da resposta e, como agrado, tirou de seu saco uma pequena caixa. Era prateada e entalhada e muito fria ao toque. Ele disse que a guardasse no bolso e abrisse apenas na hora de dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos ao portão de casa. A babá me esperava na porta e fez um escândalo ao me ver acompanhado pelo 'homem do saco'. Disse que diria a meus pais que eu estava conversando com estranhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estranha é você! - eu respondi, atrevido, o que resultou em um banho rápido e ir pra cama às 6h00 da tarde, sem jantar, sem ver meus pais que chegavam à noite do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Remoendo a raiva, na cama, esqueci da caixa até que ficou escuro. Percebi que não enxergava mais cores (como acontece quando ficamos de olhos abertos num quarto escuro) e lembrei-me do presente. Levantei, tropecei nas coisas no chão até onde minha calça estava jogada e enfiei a mão no bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para a cama sofrendo de antecipação: o que haveria na caixa? Minha imaginação começou a tentar se infiltrar em minha razão e eu tentei bravamente barrá-la. É um pequeno sapo! Minha parte racional disse. Ou é um velho ovo de passarinho, tão frágil que parece feito de uma matéria extraterrestre!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi minha imaginação que acertou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, deitado de novo na cama, abri a pequena caixa, de lá escorreram fachos de luz que puseram a nadar em pleno ar, rodando em círculos. Eram verde-amarelos e azuis-vermelhos. Aos poucos, minha visão focou-se nas duas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram as fadas de minha infância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-6602761545281003404?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/6602761545281003404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=6602761545281003404' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6602761545281003404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6602761545281003404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/06/borboreal-cap-6.html' title='Borboreal - Cap. 6'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-5331434908795160532</id><published>2008-06-20T20:04:00.003-03:00</published><updated>2008-06-20T20:25:15.975-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 5</title><content type='html'>Dois dias depois, 'Seu' Josias me salvou de novo do Trio Molequeza. E, dessa vez, definitivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de não temer mais passar pela Bernardo Guimarães, eu ao mesmo tempo me sentia tímido de encontrar o homem novamente. Como agir? Cumprimento? Faço uma reverência? Ou só o miro e mantenho minha distância?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi voltar pela Aimorés. No primeiro dia, virei na rua vindo da Rua Pernambuco e comecei a correr. O Trio Molequeza estava na praça e, ao me ver, começaram a gritar e a correr. Mas o tempo de reação deles foi longo e eu cheguei vivo em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, eles fizeram uma emboscada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto corria morro acima, passei por um portão recuado e percebi, com o canto dos olhos, o baixinho. Ele saiu do esconderijo quando me viu e gritou ("Burguesete fujão!"). Os dois mais velhos surgiram, imediatamente, à minha frente. O gordo de detrás de uma lixeira do outro lado da rua, o sardento, escondido em outro vão de muro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei cercado. Rodava como um pião, vendo os três se aproximarem. Eles andavam devagar e, de repente, faziam algum movimento brusco, me dizendo com os gestos: "Pro lado que você correr, a gente corre atrás".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encarei o magrelo, que era quem estava entre eu e minha casa. Eu conseguiria atropelá-lo na marra? Achei que não. E o gordo estava cada vez mais perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, de novo não! - disse o sardento, inconformado, olhando por cima do meu ombro. Mas antes que eu pudesse ver o que era, o gordo estava ao meu lado. Um empurrão fez com que meu corpo se chocasse com a parede e eu fui ao chão como um castelo de cartas, meus livros e cadernos se espalhando pelo chão, através da boca da mochila aberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, os dois gritaram. Gritaram alto, gritaram muito. E correram como loucos Aimorés acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para baixo e 'Seu' Josias estava lá. Onde antes o baixinho tinha me cercado, agora estava seu saco. Ele fazia caretas bravas e ameaçava com os punhos para o alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei tão agradecido que nem me perguntei para onde teria ido o menor dos integrantes do Trio Molequeza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-5331434908795160532?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/5331434908795160532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=5331434908795160532' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/5331434908795160532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/5331434908795160532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/06/borboreal-cap-5.html' title='Borboreal - Cap. 5'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-7835352559975692343</id><published>2008-06-20T00:10:00.004-03:00</published><updated>2008-06-20T02:42:09.116-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 4</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SFtDJM86W4I/AAAAAAAAAG4/CtVynBk4-20/s1600-h/homsac2.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 186px; height: 169px;" src="http://bp3.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SFtDJM86W4I/AAAAAAAAAG4/CtVynBk4-20/s200/homsac2.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213834818986072962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não que sorrisos sejam necessariamente incríveis. Um sorriso pode ser prenúncio de desgraça, como o sorriso do Trio Molequeza, momentos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o sorriso de 'Seu' Josias tinha algo de sobrenatural e bom. Cheguei a cogitar a hipótese de um Papai Noel realmente existir e se disfarçar de mendigo durante o ano, para vigiar as criancinhas. Mas o sorriso não parecia de alguém que está a espreita de garotos para descobrir-lhes pecadinhos. Havia uma pureza que tornava o sorriso encantador. Quase hipnótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado pela ajuda - balbuciei, e imaginei que ele pensaria que era pela mochila, mas era bem mais do que isso. Era por afastar os Molequeza. E era pelo sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por nada, majestade. - respondeu o homem, começando a voltar para a varanda de minha casa, atrás de seu saco que havia ficado no chão. Colocou-o nas costas, fez uma pequena mesura e saiu assobiando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei na varanda olhando-o sumir atrás do muro e nem ouvi a porta abrir atrás de mim. Era a babá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que você ainda está fazendo aí fora, garoto!? Não mandei você entrar? O homem do saco veio me perguntar se você era obediente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não tinha mais nenhum poder sobre mim. Simples assim, 'Seu' Josias me livrou de uma surra, me deu um sorriso mágico e me libertou do poder da babá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda fechou minha mochila! (como esquecer?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Majestade", pensei, ignorando a babá. Quem não sonhou que era adotado e seus pais eram, na verdade, reis em países distante e mágicos? Principalmente ao ter que passar a tarde com uma babá que queria nos dominar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a tarde dentro de minha cabeça, sendo majestade (para desespero da babá).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-7835352559975692343?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/7835352559975692343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=7835352559975692343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7835352559975692343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7835352559975692343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/06/borboreal-cap-4.html' title='Borboreal - Cap. 4'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SFtDJM86W4I/AAAAAAAAAG4/CtVynBk4-20/s72-c/homsac2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-4097096111173764373</id><published>2008-06-19T00:25:00.002-03:00</published><updated>2008-06-19T00:52:15.165-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 3</title><content type='html'>Virando-me, escondi atrás do muro, para sair do campo de visão do homem do saco. Meu coração batia na garganta. Olhei para a esquina. Os três meninos estavam parados, me olhando. Percebi que eles não tinham vindo atrás de mim mas, quando perceberam que eu temia alguma coisa, pude ver seus sorrisos malévolos se abrindo. O baixinho tentou sair correndo, mas foi impedido pelos maiores. Eles começaram a andar devagar em minha direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quis correr na direção oposta, mas percebi que meus pés estavam pregados no chão. Eu era o coelho na frente dos faróis do caminhão. Com muito esforço, dei um passo para longe do muro. E outro. Eles estavam bem mais perto, agora. Nossos olhares se fixavam, os deles, brilhando de prazer. Os meus, de medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles continuaram se aproximando, cada vez mais leves, enquanto eu arrastava pés cada vez mais pesados. Então eles pararam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cerca de dois metros de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o brilho em seus olhos havia sumido. O que estava lá, agora? Era desconfiança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente não era medo de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles começaram a correr no momento exato em que eu ouvi o portão de minha casa se abrir. Uma parte de mim, que era otimista e começou a morrer nesse dia, desejou que fosse meu pai. Senti um cheiro ocre, então. E alcoólico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mão pousou em minhas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sua mochila está aberta. - Eu ouvi a voz dizer. Continuei sem me mexer. Era como se a voz de 'Seu' Josias tivesse o poder do cabelo de cobras da medusa. Transformei-me num bloco de pedra e, no entanto, continuei de carne e osso. E medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi - estátuas desse tipo podem ouvir, ficou claro - o som do ziper se fechando, enquanto sentia o repuxar em minha mochila, lento. Desajeitado. Definitivamente, humano. Mantive os olhos abertos, para saber exatamente quando o mundo se apagaria dentro do terrível saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Seu' Josias deu um passo para o lado, satisfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Prooonto! - Ele disse. E então fez algo incrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorriu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-4097096111173764373?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/4097096111173764373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=4097096111173764373' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4097096111173764373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4097096111173764373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/06/borboreal-cap-3.html' title='Borboreal - Cap. 3'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-6405119236199468747</id><published>2008-06-17T16:27:00.005-03:00</published><updated>2008-06-17T16:52:57.940-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 2</title><content type='html'>'Seu' Josias era um homem de pele estranha, escura mas de um tom diferente. Parecia sempre bêbado, a boca semi-aberta, os olhos semi-cerrados, o andar cambaleante. Não era necessário que ele fosse o homem do saco para que eu sentisse medo dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao voltar para casa da escola, eu tinha sempre uma decisão difícil pela frente: seguir pela Rua Aimorés podendo topar com o Trio Molequeza (que é como chamávamos os três pivetes que estavam sempre pela praça da Igreja da Boa Viagem e que gostava de tirar sarro dos 'burguesetes', como eles nos chamavam), ou seguir pela Bernardo Guimarães, correndo o risco de encontrar 'Seu' Josias. A decisão variava com meu comportamento na escola: se eu não tivesse brigado e fizesse o para-casa, preferia a Bernardo Guimarães, confiante de que o saco não estaria mirando em mim. Mas se o dia fosse de traquinagem, eu preferia enfrentar os moleques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia, eu tinha colocado chiclete no cabelo de Michele. Coitada, foi alvo de uma dessas apostas 'você não tem coragem...', tão comuns aos doze anos. Voltando para casa, peguei a Aimorés e corri morro acima, deixando para trás a sombra do trio, que a princípio pareceu não se importar muito, mas depois ficou me vendo olhá-los enquanto corria, o que os deixou incomodados. Gritaram alguma coisa, mas eu não pude ouvir. Virei na Sergipe e tive certeza que estaria salvo ao ver o portão no muro em frente à minha casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao tocá-lo, no entanto, empalideci. Foi com muito esforço que não mijei pelas calças. Sentado no chão da varanda, a cara enviada num marmitex, o saco displicentemente ao seu lado - um pouco aberto mas não o suficiente para que eu visse seu conteúdo - estava 'Seu' Josias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha chegado a minha vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chiclete no cabelo tinha sido a gota d'água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei-me, pensando em correr para a Igreja e vi virar a esquina o Trio Molequeza. O sardento magrelo e o gordo de cabelo ensebado cutucavam o baixinho, que revidava com tapas nas mãos dos mais velhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles pararam quando me viram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virei de novo para o portão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Seu' Josias me olhava, com seus olhos nunca completamente abertos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-6405119236199468747?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/6405119236199468747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=6405119236199468747' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6405119236199468747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6405119236199468747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/06/borboreal-cap-2.html' title='Borboreal - Cap. 2'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-5138295031407275712</id><published>2008-06-15T21:16:00.006-03:00</published><updated>2008-06-20T02:42:43.944-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Borboreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasia'/><title type='text'>Borboreal - Cap. 1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SFtC9zWVusI/AAAAAAAAAGw/BRypiuHArWQ/s1600-h/homsac.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SFtC9zWVusI/AAAAAAAAAGw/BRypiuHArWQ/s200/homsac.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213834623134841538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;'Seu' Josias era nosso homem do saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se vocês sabem mas, pelo menos em Minas Gerais, toda vizinhança precisa de um homem do saco. É como as babás fazem para manter ordem na casa de crianças, como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começa com uma ameaça: se você não fizer o que eu estou mandando, o homem do saco vem te pegar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem? - perguntam as crianças como eu, para aprender que o homem do saco é uma espécie de Papai Noel às inversas, que arrasta seu saco pelas ruas durante o dia até encontrar um menino mau. Aí, quando a noite cai, ele entra sorrateiro pelo janela do quarto do menino e o coloca no saco, levando-o para nunca mais ser visto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira vez, impressiona. A gente pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o que acontece com o menino mau?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O homem do saco &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;os come&lt;/span&gt;! - responde a babá, satisfeita e certa que terá algum tempo de obediência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E por que ninguém prende esse maluco??? - eu perguntei, sem obter resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar dos dias ou anos, o encanto sobre o homem do saco se esmaece. E, quando a babá percebe que o seu poder está a apenas uma linha de costura branca  - ou ainda, a uma teia de aranha - de desaparecer, ela te leva para dar uma volta. Escolhendo caminhos conhecidos, ela te leva para onde sabe acampar o mendigo do bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao vê-lo, ela pega a mão do menino, como eu, e diz, aparentemente aterrorizada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lá está o homem do saco!!! - Voltando assim a ter completo poder sobre o menino. Ou, nesse caso: completo controle sobre mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E 'Seu' Josias era o meu homem do saco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-5138295031407275712?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/5138295031407275712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=5138295031407275712' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/5138295031407275712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/5138295031407275712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/06/borboreal.html' title='Borboreal - Cap. 1'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_3tSFZE7mL8E/SFtC9zWVusI/AAAAAAAAAGw/BRypiuHArWQ/s72-c/homsac.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-7281897854755683439</id><published>2008-06-13T01:21:00.004-03:00</published><updated>2008-06-13T01:42:24.067-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 25</title><content type='html'>Ricardo não pensou duas vezes antes de encharcar meu cadáver com querosene. O delegado e a sobrinha apenas olharam, sem reação. Gavião aproximou-se, agachou-se ao lado de minha cabeça e quase foi atropelado por Ricardo ao tentar afagar meus cabelos. Muito tarde para arrependimentos, Sebastian!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu fogo ardeu no momento seguinte, o isqueiro de Ricardo dando a ignição. Sebastian levantou-se e tentou andar para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Ricardo não sabia que queimar meu corpo não era o suficiente. Ele não era meu único vínculo com a cidade. Eu não poderia me libertar só com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, preparei-me para um último beijo: coloquei-me atrás de Sebastian e o esperei virar. Ele então viu meu rosto coberto de água, a boca escancarada cheia de dentes podres, os cabelos dessarrumados e flutuando no espaço sem atmosfera em que eu vivia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avancei para ele, minhas mãos geladas e esquálidas buscando seu rosto,  minha língua grossa e maligna indo de encontro aos seus lábios. Eu o envolvi e o beijei quando ele abriu a boca para gritar. Tentou fugir de meu espírito e acabou jogando-se em cima do meu corpo, que ardia em chamas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui atrás dele, e as labaredas vermelhas tornaram-se verdes e brancas. O fogo subiu ao consumir os dois amantes que mataram tantas e tantas pessoas na perdida cidade de Mata Verde. Ricardo, Maria Fé e o delegado simplesmente nos olharam queimar, incapazes de reagir. Foi quando Ricardo se deu conta de que havia colocado fogo no meio da floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fogo começou a cercar os três, obrigando-os a fugir. Não sei o que aconteceu com eles. Não pude segui-los: meu laço havia se rompido. Eu estava livre, enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a história de Mata Verde. Mas eu não posso terminá-la sem deixar clara a sua lição de moral para todas as crianças, como havia prometido desde o começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crianças: se vocês estiverem se sentindo solitários e injustiçados, se o mundo parecer podre e sua destruição parecer a única coisa correta, não saiam por aí comprando armas e matando seus coleguinhas na escola. Nem tentem se juntar a exércitos terroristas. Pensem na minha história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me chamem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estarei por perto, quando vocês estiverem sozinhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;FIM&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-7281897854755683439?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/7281897854755683439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=7281897854755683439' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7281897854755683439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7281897854755683439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/06/mata-verde-cap-25.html' title='Mata Verde - Cap. 25'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-3494595324713611002</id><published>2008-06-12T03:42:00.002-03:00</published><updated>2008-06-12T04:12:12.875-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 24</title><content type='html'>Se Sebastian se divertiu por alguns instantes, o ódio no olhar de Ricardo acabou com seu regozijo. Para deixar clara nossa posição de que havia terminado o jogo, eu sussurrei nos ouvidos de Gavião um 'chega' lento e sibiloso. Eu também queria liberdade, depois de três décadas. Queria ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sebastian já não se assustava comigo. Mas ainda sentia calafrios, por isso não olhou para o lado, buscando não ver minha face. E eu que esperava mais de um amante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, nós cinco andávamos em direção à floresta. Em direção a mim. Sebastian se lembrava bem do caminho, não precisei guiá-lo. Antes de sair, no entanto, o jovem Araucária conseguiu um galão de querosene na antiga fábrica de adubo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz espumava de ódio e lágrimas gordas saiam de seus olhos. Seus pensamentos estavam cheios de imagens de Fernanda, estou certa. Mas dessa vez não fiquei com ciúmes. Sentia que o garoto ia me dar algo que eu sabia querer há muito. A ironia de manipular sua raiva para me beneficiar era doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele perdeu o encanto, caindo num golpe tão simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quinteto (eu inclusa) fez algo que a ninguém era permitido: saiu dos limites da cidade. Se a maldição vingativa de Sebastian me impelia a matá-los, eu racionalizava pensando que o próprio Gavião anulava aquela parte da tarefa. Eles que seguissem, comigo ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caminhada foi longa e silenciosa. Sebastian o tempo todo de olhos grudados no chão, tentando evitar-me. Maria Fé segurava o braço do tio, seus olhos cheios de incerteza. O próprio Delegado Ameixeiras dava passos incertos e retorcia o bigode grosso. Uma das mãos pressionava o peito, como se ali houvesse algum talismã capaz de protegê-lo. A outra mão estava no cabo de sua arma. Como era cheio de superstições, o velho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só Ricardo andava com passo firme. Atiçava Sebastian a andar mais rápido, enquanto o dia terminava por trás da copas das árvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi no lusco-fusco do pôr-de-sol que os pés de Ricardo roçaram o primeiro animal morto que rodeava meu santuário. Maria Fé levou a mão ao nariz, como se houvesse algum cheiro, mas não havia nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitada na relva, na posição que meu amante me deixara há tantos anos atrás, nós pudemos ver meu corpo transbordando água, que escorria livremente por meu nariz, minha boca e meu sexo. Não era água pura: era água das almas que absorvi todos esses anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na relva da floresta amazônica, deitada em berço esplêndido, cheia de cicatrizes, estava minha prisão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-3494595324713611002?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/3494595324713611002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=3494595324713611002' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/3494595324713611002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/3494595324713611002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/06/mata-verde-cap-24.html' title='Mata Verde - Cap. 24'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-8356695832559514926</id><published>2008-06-11T05:07:00.004-03:00</published><updated>2008-06-11T05:33:12.378-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 23</title><content type='html'>Passo a palavra a meu querido amante, Sebastian Gavião:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Minha mãe me tirou da escola quando eu tinha 14 anos. Eu chegava em casa espancado todo santo dia. Crianças são bastante cruéis quando encarnam os preconceitos dos adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 18, eu vivia isolado do mundo. Tudo porque minha mãe me teve solteira. Eu não preciso contar ao delegado, ele estava lá. Os filhos dele me surraram diversas vezes. Eu odiava minha mãe por me fazer passar por isso. Parecia que eu e ela éramos as únicas pessoas que estavam todo o tempo sozinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu saí andando pela mata, um dia. Vaguei por horas, pensando em me perder pela floresta e nunca mais voltar. Então encontrei algo estranho: uma pilha de animais mortos. Tão ressecados que, a princípio, pensei que fossem cascas de árvore. Eram dezenas, pequenos e grandes, de cachorros do mato a insetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No centro, encontrei uma mulher. Ela me parecia morta, mas seu corpo ainda conservava frescor. Era como se ela suasse, seu corpo coberto por uma umidade estranha, viscosa. Concluí que ela dormia e a possuí. E enquanto eu me aproveitava de seu corpo, desejava vingança de cada desgraçado morador de Mata Verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha cabeça, a vingança perfeita seria que apenas eu pudesse possuir solidão na cidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o resto estaria condenado à eterna companhia ou à morte. E eu gozei naquele corpo desejando intensamente, gritando que eu merecia ser vingado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta para a cidade, notei que era seguido. Ao me virar, eu a vi. Era a morta, mas em seu verdadeiro estado: decomposta, aterrorizante, definitivamente morta! Corri o quanto pude mas, ao chegar em casa, eu a vi debruçada sobre minha mãe, sugando sua alma, como se chupa uma laranja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sorriu para mim, a coisa, e me deixou só. Naquela noite, morreram tantas pessoas... O delegado se lembra, com certeza. Foi quando a cidade a conheceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém se lembrou de vir nos checar. Acho que ninguém se importava com a pecadora e seu filho bastardo. Achei que eu morreria sem ver ninguém vir aqui. Sem que ninguém ligasse os pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é tão bom vocês estarem aqui, agora..." Disse meu amante, com um sorriso levemente malvado. "A vingança só é realmente boa quando quem a sofre sabe. Agora vocês podem espalhar para todos que os Gaviões se vingaram dessa maldita cidade!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-8356695832559514926?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/8356695832559514926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=8356695832559514926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/8356695832559514926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/8356695832559514926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/06/mata-verde-cap-21_11.html' title='Mata Verde - Cap. 23'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-4689838376399913363</id><published>2008-06-09T21:20:00.003-03:00</published><updated>2008-06-11T05:32:58.668-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 22</title><content type='html'>Passaram-se vários minutos até alguém atender a porta da casa dos Gaviões. Quando ela enfim se abriu, não mais do que uma brecha, revelou um homem com cabelos brancos e rugas, que aparentava ser muito mais velho do que os 48 anos que tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele olhou o grupo com cuidado. Certamente se lembrava do delegado, mas não conhecia os dois jovens. Olhou para trás e por um instante, pareceu que ia gritar para dentro, mas desistiu. Procurou-me, com os olhos, mas eu já estava dentro da casa, bem escondida para ouvir a conversa sem ser vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Enfim, descobriu, não é? Posso parar com a farsa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O delegado não entendeu completamente o que acontecia, mas concordou com a cabeça. Pediu que Sebastian os deixasse entrar. O homem escancarou a porta e deu passagem àquela comitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde está sua mãe, Sebastian?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pareceu se surpreender. Seu olhar dizia: então vocês não sabem de nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela morreu, senhor delegado. - Ele respondeu. Parecia cansado de mentir. - Ela foi a primeira vítima...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok, Senhor Gavião, - intrometeu-se Ricardo - por que você não nos conta tudo, desde o início?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentaram-se, na sala, e eu fiquei no quarto, junto com o cadáver ressequido de Helena Gavião que jazia na cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso tentar, - Disse a voz cansada. - mas é tudo tão antigo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-4689838376399913363?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/4689838376399913363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=4689838376399913363' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4689838376399913363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4689838376399913363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/06/mata-verde-cap-21_09.html' title='Mata Verde - Cap. 22'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-1477317809275743517</id><published>2008-06-08T03:05:00.002-03:00</published><updated>2008-06-08T03:22:19.361-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 21</title><content type='html'>- Gavião não é um pássaro... - disse o delegado, assim que Ricardo contou a ele o que havia no bilhete. - É uma família...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Achei que todas as famílias aqui tivessem sobrenome de árvore...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é uma família daqui... Helena Gavião chegou em Mata Verde há uns 50 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E foi quando as mortes começaram! - Ricardo exclamou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não!... - retorquiu Ameixeiras. - As mortes começaram anos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo balançou a cabeça. Mas os três decidiram visitar os Gaviões. Enquanto caminhávamos - eu tão perto deles que eles podiam sentir meu odor - o delegado Ameixeiras contou a história de Helena Gavião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela chegou à cidade da forma mais discreta possível. Foi morar numa pensão e procurou trabalho pela cidade toda. A maioria de nós tinha a impressão que ela fugia de alguma coisa e, ao se passarem alguns meses, a cidade entendeu do que.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O delegado coçou o bigode branco e continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu devia ter uns 12 anos quando ela chegou e assim que aquela barriga apareceu, todo mundo da cidade começou a evitá-la. Lembro-me de minha mãe me proibindo de olhar para ela e de fazer perguntas a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela acabou ficando na cidade - continuou Ameixeiras - empregada da antiga fábrica de adubo, onde passou a morar, num casebre nos fundos do terreno. Dizem que o dono da fábrica abusou dela de todas as formas, o que só aumentou o preconceito da cidade contra ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eram outros tempos... - tentou se desculpar o delegado, vendo a desaprovação na expressão de Ricardo - e éramos uma cidadezinha tradicional, tentando crescer... A pobre mulher ficou isolada com o filho bastardo, mesmo quando a fábrica fechou, após a morte do dono, uma das primeiras atribuídas a Carapanã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odeio essa denominação... Ao longe, crescia a imagem escura e aos escombros da fábrica de adubo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-1477317809275743517?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/1477317809275743517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=1477317809275743517' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/1477317809275743517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/1477317809275743517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/06/mata-verde-cap-21.html' title='Mata Verde - Cap. 21'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-3534888925409149602</id><published>2008-06-03T00:34:00.003-03:00</published><updated>2008-06-03T00:58:31.897-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 20</title><content type='html'>Ricardo tirou o papel do bolso e olhou a letra conhecida de Fernanda. Gavião. Ele não entendeu de primeira. Acontece quando estamos chateados, eu entendo. A cabeça pára de funcionar porque a tristeza é como uma névoa baixa nos caminhos do cérebro, fazendo com que os pensamentos se percam em curvas e voltem sempre ao mesmo ponto. O cérebro triste é kafkaniano, fazendo todo o esforço para sair do lugar sem perceber que todo o esforço é para ficar parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gavião. Ele disse a palavra em voz alta, atraindo a atenção de Maria Fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gavião? - ela repetiu, sem entender. Ele explicou que no bilhete de Fernanda só havia uma palavra: gavião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Fé não sabia muito dos pássaros da região. É claro que haviam gaviões na floresta, mas não se via um na cidade - não se via pássaro de espécie alguma na cidade - a um bocado de tempo. Culpa minha, eu sei. Pássaros não são grandes fãs de almas amaldiçoadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gavião. Por mais que Ricardo pensasse, não entendia minha mensagem. Era preciso que ele conhecesse melhor Mata Verde para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um tempo que passei frustrada, esperando que algo acontecesse. Amaldiçoei-me - o que não deixa de ser irônico, por ser a segunda vez - por não ter sido mais clara. Eu podia ter deixado duas palavras, não? Uma frase, até! Mas não: quis manter o charme e paguei o preço, tendo que esperar o paspalho e a desmiolada se darem conta do Gavião...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A irritação não ajudava em nada. Mas era tudo o que eu podia fazer. A casa dos Araucárias percebeu e tremeu de medo. As janelas tilintavam como dentes. As luzes piscavam como olhos. E, num espasmo nervoso, a casa cuspiu seus dois moradores para a rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles correram para a delegacia, assustados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado, Casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-3534888925409149602?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/3534888925409149602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=3534888925409149602' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/3534888925409149602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/3534888925409149602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/06/mata-verde-cap-20.html' title='Mata Verde - Cap. 20'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-4813306969717991369</id><published>2008-06-01T02:31:00.003-03:00</published><updated>2008-06-11T05:33:30.389-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 19</title><content type='html'>O amor tem um ótimo sexto sentido. Fernanda sabia bem que Ricardo não amava aquela menininha. Sabia disso porque o amor dizia a ela que o tremor nos ombros dele enquanto se afastava era um chorar escondido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, ela parou o carro depois da curva, de modo a não ser mais vista, esperou a noite cair e voltou, para descobrir por que estavam prendendo Ricardo naquela cidadezinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era pouco mais de meia noite quando ela entrou nos limites da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor tem um ótimo sexto sentido, mas nenhum senso de auto-preservação, nós sabemos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi interessante notar que eu ainda conseguia falar, depois de minha vida tão selvagem. Achei que ela não me ouviria, mas ela me ouviu. E, mesmo apavorada, fez tudo o que eu queria, antes de morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, como se eu não fosse matar minha sede só porque ela me fez um favor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo da garota foi encontrado pela manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O delegado entrou na casa de Ricardo e Maria Fé tentando parecer tranqüilo. E, o mais rápido que pode, algemou os dois. Tenho que reconhecer sua inteligência: se Ricardo estivesse solto, correria para mim pensando estar correndo para sua amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Fé teve que ficar ajoelhada ao seu lado enquanto ele se agarrava ao corpo ressequido de Fernanda. Foi ela que tirou o bilhete do bolso da morta. Mas respeitou o suficiente Ricardo para entregar-lhe o pedaço de papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em caneta azul (sim, eu preferiria sangue: é uma coisa que acontece ao morrermos: ficamos mais mórbidos), na letra arredondada da garota, havia apenas uma palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Gavião".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-4813306969717991369?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/4813306969717991369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=4813306969717991369' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4813306969717991369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4813306969717991369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/06/mata-verde-cap-19.html' title='Mata Verde - Cap. 19'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-906684817653468814</id><published>2008-05-30T23:21:00.003-03:00</published><updated>2008-05-30T23:37:18.883-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 18</title><content type='html'>Deus meu! Enquanto eu falo como uma maritaca, a vida vai rodando e eu a perco! Eu tive que parar de pensar em minha própria vida, pois o vigia tocou alarme e, meia hora depois, o delegado e um policial vieram pegar Ricardo e Maria Fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo tinha visitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foi levado ao limite da cidade, de onde pode ver seu carro, a porta escancarada e a lataria suja e com pegadas. Mas nem prestou atenção ao ver Fernanda sob a mira do revólver do vigia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ricardo! - Ela gritou e fez menção de começar a correr, mas o vigia gritou mais alto e ela parou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo não teve palavras. As emoções de Mata Verde o fizeram esquecer de Fernanda e ela lhe parecia uma foto em preto e branco de um passado distante. Mas, ao vê-la, a foto se encheu de cores. Confesso que senti uma pitada de ciúmes ao perceber que ele a amava. Certamente Maria Fé também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi provavelmente por isso que ela o enlaçou tão rapidamente, juntando seu corpo no dele. Sussurrou em seu ouvido que ele não podia deixá-la entrar, condená-la a viver para sempre com medo de mim. Ele a abraçou de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai embora, Fernanda. - Ele disse e virou as costas, indo embora. O efeito dramático foi forte em Fernanda, mas a intenção de Ricardo foi simplesmente não deixá-la ver que ele chorava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi naquele exato momento que Ricardo decidiu que descobriria como terminar com a maldição que dominava Mata Verde. Percebi que ele estava determinado a livrar a cidade de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se eu quisesse ficar naquela maldita cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro, eu iria ajudá-lo, a se livrar de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-906684817653468814?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/906684817653468814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=906684817653468814' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/906684817653468814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/906684817653468814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/05/mata-verde-cap-18.html' title='Mata Verde - Cap. 18'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-7128492521561357166</id><published>2008-05-29T22:42:00.002-03:00</published><updated>2008-05-29T22:58:39.470-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 17</title><content type='html'>Foi de tanto vagar por anos a fio que terminei nas terras que hoje são chamadas de Mato Grosso, na medula da mata amazônica. Fui deixando de ser gente, virando a cada instante bicho.  Sentia que me surgiam pêlos nas faces e, ao beber água no rio, percebi que, enfim, tinha me tornado uma cadela do mato. Mas ainda levemente humana, com meu cabelo escorrido de branco arrastando-se no chão, que agora ficava próximo, pois eu andava de quatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometi que nunca mais chegaria perto d'água, com medo de descobrir que nada humano havia sobrado. No fim de 4 dias, eu me sentia fraca e tomei a decisão de morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me pareceu tão simples e conveniente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que não foi assim... A sede, enfim, me deixou prostrada. Meus membros já não suportavam meu peso e meu pescoço era tão bambo quanto o de um recém-nascido. Na desidratação, eu já não tinha lágrimas, mas chorei a seco de dor e solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ele apareceu. Quando eu estava mais morta do que viva, quando não restava mais do que um suspiro, apareceu meu velho conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo cachorro do mato que havia comido parte de mim quando eu nasci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheci suas manchas e o olhar faminto e raivoso. Abri a boca para gritar e afugentá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas morri antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se aproximou de meu corpo, que eu sentia menos meu e mais distante, como se o mundo todo se expandisse à minha volta. Só um fio de luz ainda me mantinha minimamente presa àquela casca de carne que o cachorro contornava, aproximando-se aos poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele abocanhou de leve a batata de minha perna e aumentou aos poucos a força da mandíbula, ao mesmo tempo em que fazia força para puxar-me. Não houve dor. Nem resistência. Ele soube que eu estava morta e ia terminar o banquete que começara um tempo incontável atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo meu ódio virou sede. O fio de luz que saía de mim e entrava no umbigo do meu corpo brilhou com intensidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu matei minha sede naquele cachorro desgraçado, ouvindo o mesmo ganido que marcara meu ouvido quando havia acabado de nascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a última vez que ouvi aquele ganido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-7128492521561357166?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/7128492521561357166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=7128492521561357166' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7128492521561357166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7128492521561357166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/05/mata-verde-cap-17.html' title='Mata Verde - Cap. 17'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-5026401240128953450</id><published>2008-05-26T22:59:00.003-03:00</published><updated>2008-05-26T23:17:35.147-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 16</title><content type='html'>Não chegou a ser feliz minha curta estada em Quilombo do Sapé. Mas foi tranqüila. O problema é que viver em sociedade me incomodava. Eu me sentia observada e mal-quista por todos, mesmo quando faziam esforços genuínos para me aceitar. Terminei por abandonar a cidade numa noite escura. Fui seguir vagalumes e deixei a gorda velha, de quem não consigo me lembrar o nome, para nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no entanto, eu me sentia solitária. Não queria todos nem nenhum, queria um. Mas só o conheci depois de morta. Eu sabia sobreviver das matas e tentei me embrenhar por elas e evitar todo agrupamento de gente. Ficava na beirada dos rios esperando meninos irem se banhar sozinhos. Tentava amá-los atraindo-os para o meio das águas, o que me valeu o título de Uiara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns morreram por minha causa, tentando fugir em pânico de minha presença. Mas nunca consegui afeto. Continuei me embrenhando, envelhecendo, me consumindo de vazio de alma e, aos poucos, fui ficando vingativa. Não contra alguém em particular, mas contra o fato do mundo ser tão sozinho. Nem era amor que eu exigia, mais. Acho que perdi minha alma, nessa época. Ficou apenas o rancor e a carne desejosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que foi isso que me atraiu para ele. Mas o fato é que só depois de morta meu corpo foi desejado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-5026401240128953450?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/5026401240128953450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=5026401240128953450' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/5026401240128953450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/5026401240128953450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/05/mata-verde-cap-16.html' title='Mata Verde - Cap. 16'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-883138859845671230</id><published>2008-05-25T13:26:00.003-03:00</published><updated>2008-06-11T05:33:44.146-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 15</title><content type='html'>Nunca achei interessante, mas já que estamos aqui, me dêem um minuto de paciência para contar minha história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasci em Minas Gerais, numa velha cidade chamada Moeda. Nasci meio branca, meio negra, numa época em que os escravos ainda andavam em grilhões. Sei que minha mãe era escrava, mas não sei se fui abandonada por ordem do patrão ou por compaixão: talvez minha mãe me preferisse morta a me ver nas correntes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando meu padrinho me achou, eu estava coberta de formigas, deitada em folhas de bananeira arrumadas às pressas. Acho que fui parida ali, naquelas folhas, sobre aquelas formigas que tão prontamente me acolheram em seus ferrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando meu padrinho me achou, teve que afugentar o cachorro do mato que mastigava o que devia ter sido a minha placenta. A besta rosnou enquanto andava de costas e me puxava pelo cordão umbilical ainda ligado à bolsa que levava em sua boca. Foi uma pedrada certeira que fez o cachorro me soltar e - eu sei, parece loucura, mas guardei até a morte o ganido do cão em meu umbigo, como uma cicatriz sonora de raiva e medo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu padrinho me pegou no colo e voltou a correr, o metal, ainda atarrachado a seus pés, cortando a carne enquanto ele se embrenhava para o meio do mato, subindo morro, buscando liberdade. Buscando quilombo, que nunca achou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso vivi minha vida toda no meio do mato, nos morros de Minas. Fugindo sempre. Sem saber o que era outra gente que não meu padrinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram muitos anos que se passaram e eu já tinha peito e cabelo nas partes íntimas quando, enfim, encontrei um quilombo. Era Sapé, que me acolheu. Meu padrinho já tinha morrido, picado de cobra. Sem saber o que fazer com o corpo e sem querer largá-los para os cachorros do mato, deixei-o descer o Rio Paraopeba, e vaguei até a cidade só de negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu padrinho havia me ensinado a falar, então pude contar minha história quando uma negra muito velha e muito gorda, anciã em Sapé, me contou que não era preciso fugir mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escravidão havia terminado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-883138859845671230?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/883138859845671230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=883138859845671230' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/883138859845671230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/883138859845671230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/05/mata-verde-cap-15.html' title='Mata Verde - Cap. 15'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-3252489283963627805</id><published>2008-05-21T02:58:00.003-03:00</published><updated>2008-05-25T13:26:12.961-03:00</updated><title type='text'>Perdoem a nossa falha</title><content type='html'>Este autor está fora do ar por alguns dias, devido a falhas técnicas. A programação do Hiscas voltará ao normal assim que tudo se normalizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecemos a compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Adendo em 25/5/2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Voltamos à nossa programação normal (assim espero...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-3252489283963627805?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/3252489283963627805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=3252489283963627805' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/3252489283963627805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/3252489283963627805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/05/perdoem-nossa-falha.html' title='Perdoem a nossa falha'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-7408826585492074295</id><published>2008-05-18T23:23:00.003-03:00</published><updated>2008-05-18T23:59:32.041-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 14</title><content type='html'>O tempo começou a passar lento. Ricardo entrou num estado de estranhamento com o mundo. Eu o via deitado ao lado de Maria Fé, com os olhos esbugalhados, dormindo de forma picada, tentando encostar a mão na garota para ter certeza de não estar sozinho. Nos dias que se seguiram, pediu encarecidamente ao delegado que não retirasse as algemas que prendiam o casal. Precisava de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passar lento do tempo me enchia de tédio. A essa altura, morta a tanto tempo, eu deveria já ter me acostumado à sensação de fome constante, mas não era bem assim. Eu tinha ódio do fato de ser mantida presa naquela cidade. Numa cidade grande, é inevitável que alguém fique sozinho. Não há como impedir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas numa cidade pequena e perdida como Mata Verde, estava sendo possível. Os descuidos eram tão raros! (Antes do pequeno Pinheiro, eu não me alimentava há mais de 3 anos!). Houve um tempo, no começo de tudo, em que eu me chafurdava em almas. Ah, que lembrança boa! A cidade ainda não me conhecia. Demorou alguns meses para eles entenderem que não podiam ficar sozinhos. E mais alguns meses para todos se convencerem. E ainda outros para eles descobrirem que não podiam deixar a cidade. Lembro-me bem quando eles tentaram sair em grandes grupos, pensando que era assim, simples, me evitar! Que festa eu fiz! Quinze, vinte pessoas de uma vez! Todas com os olhares saltados ao me ver, soltando fogo pelas ventas ao respirar, minhas mãos de dedos compridos indo atrás de gargantas horrorizadas. Ganhei o apelido de Carapanã, depois disso, o que não achei muito lisongeiro, mas melhor do que Chupa-cabra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante muito tempo, a cidade ficou catatônica, como o pequeno Victor. Mas aos poucos começou a se adaptar. Tenho que admirar isso nos seres humanos: são capazes de se adaptar a tudo! Depois de alguns anos, seu dia-a-dia foi se modificando, os modos de trabalho, as rotinas, até leis eles criaram e modificaram para conviver comigo. Depois de cinco ou seis anos, eles até voltaram a ter filhos! Fico impressionada... Mas eu me lembro como é estar viva e posso afirmar que eu também me adaptava muito bem ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não consegui me adaptar tão bem à minha morte...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-7408826585492074295?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/7408826585492074295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=7408826585492074295' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7408826585492074295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7408826585492074295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/05/mata-verde-cap-14.html' title='Mata Verde - Cap. 14'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-6633148267830166294</id><published>2008-05-18T02:30:00.003-03:00</published><updated>2008-05-18T02:49:26.547-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 13</title><content type='html'>Tenho a impressão que foi o irmão e a cunhada de Marconi que conseguiram encontrar o delegado e trazê-lo, correndo. Ele entrou no quarto das crianças Pinheiro e não penso que se lembrasse da existência de Ricardo Araucária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Maria Fé lembrava. Puxava-o pelo braço, querendo que ele entendesse o que estava acontecendo ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele entendeu. Viu o desespero da mãe, jogada de joelhos aos pés do delegado. Viu o pai brandindo o cinto e gritando o nome de Victor que, Ricardo provavelmente intuiu, era a criança sentada no chão, encolhida, que parecia catatônica. Viu que eram necessárias três pessoas para segurar a fúria do pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviu a mãe implorar para que o delegado não prendesse o filho e, estou certa - rapaz inteligente como ele é - que entendeu, pelas súplicas da mãe, que Victor poderia ser acusado de assassinato por ter deixado o bebê sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, enquanto todo mundo tentava resolver alguma crise, Maria Fé puxou Ricardo até o berço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele entendeu que não devia ficar sozinho em Mata Verde. Ficamos tão próximos, eu, de um lado do berço, arrotando a podridão em que havia transformado a alma do recém-perecido, e ele e Maria Fé, do outro lado, sentindo o cheiro de meus gases, retorcendo o nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ainda restava alguma dúvida para Ricardo, ela fez as malas quando ele tocou o pequeno cadáver e percebeu que o corpo ainda estava quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No canto, um dos homens que tentava segurar o pai sangrava em decorrência de um soco que Marconi havia acertado ao tentar se livrar. Ele agora se acalmava e os três conseguiram fazê-lo sentar no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O delegado levantara Rafaela e a abraçava, enquanto ela chorava copiosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Victor continuava catatônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso entrava na mente arguta do jovem Araucária e, mais uma vez, eu percebi que poderia me apaixonar por aquele homem belo e inteligente, se a situação fosse diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não era. Por isso eu teria que me contentar em esperar um descuido... E beber sua alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-6633148267830166294?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/6633148267830166294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=6633148267830166294' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6633148267830166294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/6633148267830166294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/05/mata-verde-cap-13.html' title='Mata Verde - Cap. 13'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-5561375041197716128</id><published>2008-05-15T00:40:00.003-03:00</published><updated>2008-05-15T00:53:04.796-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 12</title><content type='html'>Na tristeza da solidão: é só quando eles conseguem me ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é um momento doce. Sinto o aroma da adrenalina misturando-se, freqüentemente, ao da urina que escorre pelas pernas do vivente. O terror se espalhando pela alma é como uma preliminar. É o beijo que antecede o coito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse caso, o bebê Pinheiro foi um tanto frustrante. Aliás, foi duplamente frustrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, porque em sua inocência de primeiros dias, enxergando apenas manchas e luzes, ele não me distinguiu da própria mãe, certamente. O que é irônico, mas não tão gostoso quanto olhos horrorizados. Em segundo lugar, porque naquele corpo havia tão pouca alma. Foi como beber vinho no copo de cachaça: deixa um gosto de quero-mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, foi prazeroso enfiar minhas garras imateriais em sua pele tenra e rosada, estraçalhando células e liberando todo o líquido guardado no corpinho. Abocanhar seu rosto com minha boca porca e imunda, minha língua penetrando nas mínimas narinas e sugando, sugando... Eu tinha fome! Há tanto tempo as pessoas dessa cidade maldita não se descuidavam! Eu tinha tanta fome!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os movimentos dos bracinhos e perninhas foram ralentando até se congelarem numa carcaça oca e seca, cortiça de carne humana. Quando Rafaela e Marconi entraram no quarto, eu já arrotava a alma de seu filho recém-perecido. Tinha gosto de gozo feminino. Gosto de amêndoas e ferrugem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo os pequenos descuidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-5561375041197716128?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/5561375041197716128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=5561375041197716128' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/5561375041197716128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/5561375041197716128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/05/mata-verde-cap-12.html' title='Mata Verde - Cap. 12'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-2116033055579638478</id><published>2008-05-14T12:10:00.006-03:00</published><updated>2008-05-14T12:46:12.049-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 11</title><content type='html'>Maria Fé reportou todo o caso para seu tio, o delegado. Os dois sentaram-se e tentaram - a princípio calmamente, mas cada vez mais exasperados - fazer com que Ricardo focasse no que era realmente importante: como aquele homem havia morrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés de se deixar convencer, o rapaz se tornava cada vez mais resistente. Quanto maior o esforço de Ameixeiras e de sua sobrinha de fazê-lo entender a situação, mais Ricardo tentava argumentar que eles estavam cegos pela superstição. O delegado havia algemado novamente Ricardo a Maria Fé e a discussão teria levado dias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;timming&lt;/span&gt; do destino muitas vezes ajuda o herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, nesse ponto, tenho que deixar a história de Ricardo por um instante e me concentrar numa casa há alguns quarteirões dali. Na casa onde Rafaela Pinheiro terminava de dar banho em seu bebê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filho mais velho de Rafaela, Victor, lia revistinhas do alto de seus 4 anos, a um canto do quarto. Ele não exatamente lia, é claro. Sua vista passava de desenho para outro, irritado com o choro da criança e com o ninar murmurado da mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filha do meio, Clara, observava a mãe de perto, interessada no irmãozinho recém-nascido como se fosse um exótico animal marinho. Morreu de rir ao vê-lo fazer cocô na toalha, borrando a fralda próxima e encharcando de fezes líquidas a mão de Rafaela. Foi um suspiro cheio de impaciência que ela soltou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então a campainha tocou. Era Marconi Pinheiro que chegava do trabalho. Vinha, como sempre, acompanhado de Marta e João (irmão e cunhada que trabalhavam na mesma loja, se é que esses detalhes importam) e os dois provavelmente estavam com pressa, como sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suja de fezes, Rafaela não tinha como pegar o bebê. Clara era pequena demais para carregá-lo. Optou pelo mais simples: ordenou que Victor ficasse no quarto e saiu apressada para abrir a porta, tentando puxar uma Clara enojada, que queria acompanhá-la o mais longe possível daquelas mãos pegajosas e amarronzadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse psicanalista, diria que foi o inconsciente de Victor, enciumado e de saco cheio com os choros, que o fez não entender o que sua mãe dissera. Com os olhos fixos nos quadrinho, saiu atrás dela (depois, diria que a mãe o havia chamado para acompanhá-la).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, o bebê ficou sozinho por alguns instantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não muitos, é verdade. Rafaela abriu a porta, cumprimentou Marta e João, que cumprimentaram de volta, aos três que estavam junto à porta. Ao ouvir o 'oi, Victor', o coração de Rafaela parou por um instante. Ela gritou, agarrou o braço do marido e correu para o quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu tivesse um relógio, diria que o recém-nascido não ficou sozinho mais do que meio minuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu sou rápida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-2116033055579638478?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/2116033055579638478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=2116033055579638478' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/2116033055579638478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/2116033055579638478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/05/mata-verde-cap-11.html' title='Mata Verde - Cap. 11'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-7404072472097414507</id><published>2008-05-11T00:52:00.002-03:00</published><updated>2008-05-11T01:07:33.270-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 10</title><content type='html'>O raiar do sol pegou Ricardo e Maria Fé de volta à casa. Ela ainda tremia de pensar no cadáver que haviam encontrado. Era apenas atuação, sinto informar-lhes, e Ricardo - um rapaz inteligente - perceberia em breve. Mas, por enquanto, ele ainda acreditava nela. Um pouco pelo fato de também estar assustado. Aquilo que encontraram havia sido um homem. Por alguns momentos, ele quis acreditar que era uma escultura funesta ou um retorcido e apodrecido tronco, mas algo na forma com que as mãos da coisa pressionavam a face e aqueles olhos tão brancos diziam a ele: foi um cadáver que encontramos. Foi um cadáver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esvair calmo do tempo na cidade aos poucos colocou seus nervos no lugar. Era mesmo um homem morto que haviam encontrado, mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe... - disse Maria Fé. - Eu fiquei tão nervosa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele a encarou em dúvida, e depois incrédulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você conhece muito bem a região...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um silêncio constrangedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E não é como se aquele homem estivesse lá a pouco tempo... Havia poeira, teia de aranhas, lodo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Fé reergueu a coluna e relaxou os ombros, até então encolhidos. Percebeu que a farsa terminara. Ninguém podia culpá-la: ela fizera sua parte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você deliberadamente me levou para ver aquele homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi para o seu bem, Ricardo. Queríamos que você entendesse o perigo que corre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que perigo eu corro? De ser atacado pela imaginação fértil de todos vocês?! Me diga: vai entrar aqui o boitatá ou o curupira e chupar o meu sangue??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez, quis entrar na conversa contra Ricardo. Ele acusava a todos de mentirosos? Cheguei a ficar levemente ofendida. Mas Maria Fé deu a resposta perfeita. Ela perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe qual é o problema de vocês, os céticos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual o nosso problema? - Ricardo disse em tom irônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês são os primeiros a morrer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-7404072472097414507?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/7404072472097414507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=7404072472097414507' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7404072472097414507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7404072472097414507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/05/mata-verde-cap-10.html' title='Mata Verde - Cap. 10'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-1980635028174894512</id><published>2008-05-10T07:21:00.003-03:00</published><updated>2008-05-10T07:59:51.683-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 9</title><content type='html'>- Já é seguro acender a lanterna? - perguntou Maria Fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo olhou para trás. As três lamparinas acesas em postes, única iluminação pública da pequena cidade, ficavam cada vez mais distantes. O potente facho da lanterna iluminou a frente, batendo, ao longe, nas paredes laterais de uma casa afastada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está deserta - explicou a garota. - O dono sumiu há muitos anos e não se sabe de parentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que se aproximavam da casa, tomaram a direita. Maria Fé explicou que os limites da cidade estavam próximos, pouco depois da casa, que era a última. Ela guiava Ricardo que ia à sua frente, cuidadoso, com a lanterna baixa para não chamar atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fazerem um pequeno desvio à direita, a luz da lanterna incidiu sobre algo. Esse algo já havia sido um homem. Eu o conheci. Seu nome era Terêncio Cajuzeiro. A lanterna potente iluminou quase todo o seu corpo, sentado e encolhido, na grama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um calafrio percorreu Ricardo ao perceber a pele acinzentada colada aos ossos do cadáver. Os joelhos recolhidos junto ao peito, os braços dobrados, as mãos, muito fechadas, comprimindo os ossos das maçãs do rosto, a boca aberta, a bochecha seca - uma fina película revestindo, côncava, o buraco da boca - e, como detalhe grotesco, uma empoeirada teia de aranha formara-se em seus lábios. Os cabelos, ainda abundantes, prendiam-se sujos e cobertos de lodo à fina pele do crânio, às têmporas e à testa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que realmente prendia a atenção eram os olhos. Em pálpebras ressequidas, os glóbulos, ainda muito brancos, congelaram-se soltos. As íris e as pupilas dilatadas pareciam fixar a luz da lanterna. Eram olhos assustados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião pessoal - e parte dos moradores da cidade concordariam comigo, mas não todos - o que aconteceu a Terêncio Cajueiro foi que sugaram sua alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por séculos e séculos a alma foi procurada dentro de órgãos como o cérebro ou o coração. Mas alma é umidez. Ela espalha-se por todo o corpo, em seus líquidos. Não apenas no sangue, ou na saliva ou urina. Dentro das células, a alma circula fluida. Os cientistas dizem que o corpo humano é 70% água. Eu digo que o corpo humano é 70% alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-1980635028174894512?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/1980635028174894512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=1980635028174894512' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/1980635028174894512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/1980635028174894512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/05/mata-verde-cap-9.html' title='Mata Verde - Cap. 9'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-3295658262565467539</id><published>2008-05-07T01:47:00.004-03:00</published><updated>2008-05-07T02:09:16.426-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 8</title><content type='html'>No entanto, aos poucos, Ricardo foi ganhando a confiança de Maria Fé. E, ao meu parecer, seu coração. Era possível ver os dois gargalhando na sala, com os casos e piadas que Ricardo tirava das mangas, como um mágico algemado à sua platéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ouvia com atenção o que ele dizia, mesmo quando ele cochichava insubordinações e rebeldias em seu ouvido, o que ficava patente pela forma com que ele parecia cheio de raiva e ela cheia de medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela o ouvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele era bom: depressa, ganhou a confiança dos outros. Aos poucos - para que ninguém duvidasse de uma mudança assim, repentina - ele se deixou levar pelos casos e avisos dos mais velhos. Quisera eu ter sua audácia e sua inteligência. E sua sedução, por que não dizer? Em menos de dois meses, o velho Ameixeiras concordou que os dois poderiam ficar sem as algemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a vida é cheia de surpresas: na segunda noite sem algemas, o rapaz acordou Maria Fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É hoje! - Ele sussurou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É muito cedo! - Ela respondeu - Eles vão desconfiar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você vem ou não? Não há ninguém: os sentinelas das esquinas já foram dormir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok... - Disse Maria Fé - Pra onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De volta ao meu carro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você acha que ele ainda vai estar lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ninguém sai da cidade. Quem poderia mexer no carro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Fé concordou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Melhor não irmos pelas ruas principais. - Ela disse - Eu conheço bem o terreno. Podemos ir pelo caminho mais curto até o limite da cidade e depois contorná-la. Ninguém vai nos seguir depois que sairmos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silenciosos como as cobras, os dois jovens ganharam a noite quente e escura, em direção à mata.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-3295658262565467539?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/3295658262565467539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=3295658262565467539' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/3295658262565467539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/3295658262565467539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/05/mata-verde-cap-8.html' title='Mata Verde - Cap. 8'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-7060717131481713110</id><published>2008-05-06T00:22:00.002-03:00</published><updated>2008-05-06T00:39:23.462-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 7</title><content type='html'>O Delegado Ameixeiras levou os dois à casa de Maltauban. De longe, Ricardo pôde ver enquanto dois homens tiravam - arrancavam seria mais exato - as portas da frente da casa. De lá de dentro, saiam duplas atrás de duplas de pessoas carregando outras portas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notei que Ricardo também percebeu que em cada esquina da cidade, havia uma dupla de 'sentinelas' observando quem ia ou vinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando finalmente foram deixados sozinhos, já de noite, os dois jovens algemados deitaram-se na cama da casa sem portas. Ricardo já tinha passado pelo vexame de não conseguir mijar na frente de Maria Fé ("Ainda mais com um nome desses!", reclamou) mas o delegado garantiu a ele que o costume superaria essas vergonhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Fé, por outro lado, parecia bem à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É o treino. Eu vivo aqui. Nunca fiquei sozinha um dia de minha vida. É engraçado como a gente pode se acostumar a qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, ninguém nunca fica sozinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nunca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Fé deu de ombros. Quem sabe? Velhas lendas e superstições. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Modus vivendi&lt;/span&gt;. Era como o frango com macarrão de domingo. Como as religiões. A gente não acredita completamente, mas por via das dúvidas, segue. E aquilo acaba fazendo parte da gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o que explicou a garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você nunca pensou em confrontar as tradições?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Várias vezes... Mas daí eu cresci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo sentiu-se ligeiramente ofendido. Virou-se de lado, tendo que ficar com a mão esquerda às costas, por causa da algema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fujo na primeira oportunidade! - prometeu, em voz baixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hum-hum - concordou Maria Fé, com certo descaso. - Posso assistir um pouco de TV?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-7060717131481713110?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/7060717131481713110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=7060717131481713110' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7060717131481713110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7060717131481713110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/05/mata-verde-cap-7.html' title='Mata Verde - Cap. 7'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-8741703482609617435</id><published>2008-05-05T03:31:00.004-03:00</published><updated>2008-05-05T03:49:36.502-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 6</title><content type='html'>Eu continuava no meu canto, mas quando o prefeito disse aquilo, quis sair em defesa do rapaz. No entanto, percebi que ele não tinha entendido a frase de Carvalho como uma ameaça. Olhava confuso para o homem gordo e calvo que sentava à sua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em nossa cidade, temos duas regras que precisam ser seguidas. Elas são para o seu próprio bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, - disse Ricardo - eu só quero ir embora. Fica com as casas, eu não me importo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, esse tempo já passou... - respondeu o delegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós vamos levá-lo até sua casa. Vai ser sua, agora. É onde morreu o velho Maltauban.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz inquietou-se. Gritou e esperneou e foi controlado pelo delegado que, apesar de bem mais velho e com aparência frágil - a não ser pelo bigode viril - sabia imobilizar alguém. Ao mesmo tempo, o prefeito usava o telefone, chamando alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo passou algum tempo se debatendo contra a algema que o prendia a um pesado banco de ferro fundido colocado na lateral do saguão da prefeitura, até que viu entrar um trio: um casal e uma jovem que aparentava ter menos de 20 anos. Os cabelos dela eram amarelos descoloridos e ela usava maquiagem escura ao redor dos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trio conversou com o Prefeito Carvalho por vários minutos, a menina olhando de soslaio para o rapaz. Por fim, Ricardo a viu balançar a cabeça positivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casal - Ricardo pensou que fossem os pais da garota, pelas semelhanças físicas - deixou a prefeitura e ela foi trazida até ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ricardo Araucária - disse o delegado, soltando o lado da algema que o prendia ao banco e fazendo-o ficar de pé. - Conheça Maria Fé Ameixeiras, minha sobrinha. Cuidado, pois é a única que eu tenho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, ao fim da frase, algemou o pulso de Maria Fé, atando-a a Ricardo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-8741703482609617435?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/8741703482609617435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=8741703482609617435' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/8741703482609617435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/8741703482609617435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/05/mata-verde-cap-5_05.html' title='Mata Verde - Cap. 6'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-911457632016605971</id><published>2008-05-02T02:19:00.004-03:00</published><updated>2008-05-02T02:53:57.701-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 5</title><content type='html'>- Ok, rapaz, você está preso! - agiu rapidamente o delegado. Girou o jovem com facilidade e, auxiliado pelo prefeito, algemou-o. Então começamos todos a voltar para a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu carro! - O jovem protestou. Eu imagino que seus instintos o avisavam que havia se metido numa encrenca e o carro parecia sua única chance de escapulir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mando alguém pegar daqui a pouco... - Mentiu o delegado - Não é como se alguém fosse roubá-lo, nesse fim de mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que é que eu estou sendo preso??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não está realmente preso, - Disse o prefeito - mas precisamos conversar. Temos muito o que conversar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo resto do caminho reinou um silêncio assustado. Os prédios baixos e casas da cidade foram aparecendo. O grupo foi se dispersando aos pares ou trios e no final, éramos só nós quatro: o Prefeito Carvalho, o Delegado Ameixeiras, Ricardo Araucária e eu. Eu percebia o olhar de Ricardo, vasculhando o cenário. Fixando a atenção na mãe com os filhos amarrados à cintura, nos adolescentes algemados saindo em animados gritos da sorveteria, na dupla de velhinhas na janela, tão próximas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessaram a praça e entraram numa casa esverdeada, que funcionava como delegacia e prefeitura. Percebeu que não havia escritórios ou saguões. Era apenas um grande vão, com linhas no chão demarcando espaços, mas sem nenhuma parede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O delegado puxou uma cadeira e levou Ricardo a se sentar nela. Sentou-se ao seu lado, enquanto o prefeito se acomodava atrás da grande mesa que dominava o ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem-vindo a Mata Verde... - Sorriu com tristeza o prefeito - Sinto lhe informar que você vai morrer aqui...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-911457632016605971?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/911457632016605971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=911457632016605971' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/911457632016605971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/911457632016605971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/05/mata-verde-cap-5.html' title='Mata Verde - Cap. 5'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-377881135249823847</id><published>2008-05-01T01:20:00.003-03:00</published><updated>2008-05-01T01:35:47.819-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 4</title><content type='html'>Ah, eu nem vou tentar fazer o suspense barato: Ricardo entrou na cidade. É claro, ou a história acabava aqui. Ele entrou. Mas não foi sem esforços que as pessoas o deixaram entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das regras de uma cidade como Mata Verde é: ninguém sai. É por isso que é tão importante não deixar ninguém entrar. E os mataverdenses bem que tentaram. Gesticularam para um Ricardo confuso que se aproximava devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estava a três passos da linha que limitava a cidade - linha essa desenhada no chão, bem visível - o delegado sacou seu revólver e apontou para a perna do rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu disse nem mais um passo - repetiu o delegado e Ricardo parou. Estava assustado, mas não tanto quanto os olhares que se fixavam nele. Houve um instante de tempo suspenso e então Ricardo sentiu uma movimentação aos seus pés. Uma cobra-verde de pouco mais de meio metro saia do meio dos troncos usados na barricada. Ora, qualquer um ali sabe que a cobra-verde chega a ser inofensiva, mas Ricardo era um rapaz da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento seguinte, ele estava entre nós, agarrado ao prefeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo suspirou, vencido. A cidade ganhava mais um morador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-377881135249823847?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/377881135249823847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=377881135249823847' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/377881135249823847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/377881135249823847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/05/mata-verde-cap-4.html' title='Mata Verde - Cap. 4'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-404207967765178367</id><published>2008-04-30T03:10:00.004-03:00</published><updated>2008-04-30T03:31:18.320-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap. 3</title><content type='html'>O carro de Ricardo  virou a curva na estrada de terra e ficou visível para nós. Os homens de Mata Verde haviam jogado todo tipo de entulho - toras de madeira, pedras e até uma carcaça de preá encontrada no caminho - para bloquear a estrada. Ricardo teve que parar o carro. Era um rapaz bonito, forte e moreno. Se eu não estivesse na idade e nas condições atuais, poderia até vir a me apaixonar por ele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele andou pela terra macilenta e parou em frente à barricada improvisada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nem mais um passo! - Disse o delegado Ameixeiras para o rapaz. Todos do grande grupo que seguiram da cidade até aquele ponto da estrada se paralisaram, os ombros se juntando uns aos outros, para formar uma nova barricada mais macia ao tato, mas muito mais dura na intenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo tirou da pasta de couro que trazia consigo diversos papéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu tenho o direito! Eu tenho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Prefeito Carvalho adiantou-se, interrompendo o rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu filho, - disse, em tom condescendente - eu sei que você acha que estamos querendo impedi-lo de entrar por ganância ou alguma coisa assim. Mas não é verdade. Estamos pensando em você, tanto quanto pensamos em nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho difícil de acreditar... - Disse o rapaz, começando a passar por cima da barricada para se aproximar do prefeito. Mas ele parou, frente aos protestos do grupo, e eu pude ver claramente a confusão em seu olhar:  os protestos não eram raivosos. Pareciam preocupados. Como alguém que diz "não suba no muro, menino, ou você pode cair e quebrar a cabeça".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-404207967765178367?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/404207967765178367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=404207967765178367' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/404207967765178367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/404207967765178367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/04/mata-verde-cap-3.html' title='Mata Verde - Cap. 3'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-4540602755524615019</id><published>2008-04-27T14:22:00.005-03:00</published><updated>2008-04-29T00:48:21.817-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - cap. 2</title><content type='html'>Como toda história, o que me interessa contar vem de uma mudança. Que começa com uma morte, a de Maltauban Araucária. E uma herança, recebida por Ricardo Araucária, seu primo em terceiro grau.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Entendam: Maltauban era um dos habitantes com mais posses em Mata Verde. Tinha três casas na cidade, um pequeno prédio comercial e uma fazenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo, que nunca havia pisado em nossa cidade - bom, eu não sou exatamente daqui, mas já moro há mais de 30 anos, posso me considerar Mataverdense, não posso? -, soube da morte e das propriedades. Obviamente, não quis abrir mão de suas posses. O prefeito Carvalho bem que lhe ofereceu ficar com a fazenda e esquecer os imóveis dentro da área urbana. Ricardo não acreditou quando o prefeito disse que elas não tinham o menor valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estive presente à reunião em que se tomou conhecimento da chegada próxima de Ricardo à cidade. Havia uma certa raiva no ar, fervida no medo da mudança. Mata Verde custou muito a chegar numa homeostase e o equilíbrio era sútil. Por isso, saiu-se em comitiva para receber o intruso nos limites da cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-4540602755524615019?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/4540602755524615019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=4540602755524615019' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4540602755524615019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4540602755524615019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/04/mata-verde-cap-2.html' title='Mata Verde - cap. 2'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-4042684611275975576</id><published>2008-04-27T14:06:00.005-03:00</published><updated>2008-04-27T14:34:01.993-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Verde'/><title type='text'>Mata Verde - Cap 1</title><content type='html'>Não sei porque resolvi contar essa história. Talvez seja o fato de ela trazer uma importante lição de moral para as crianças, mas duvido. O mais provável é que seja só tédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a história de Mata Verde, uma cidade perdida no meio da floresta equatorial, no estado do Mato Grosso. As roupas das pessoas estão constantemente encharcadas de suor ou chuva. O ar é denso, deixa as coisas mais lentas, como se os habitantes da cidade se movessem numa gelatina incolor e sem sabor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mata Verde é uma cidade incomum. Já foi uma das cidades mais prósperas do estado, aglutinando o comércio da região. Mas isso mudou. Nos últimos anos, Mata Verde fechou sua porta e suspendeu as boas-vindas. A cidade se esforça para sumir do mapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, ninguém mais vem à cidade. Hoje, ninguém sai daqui. É uma cidade congelada no espaço e no tempo. A população diminui sensivelmente: cada ano, há menos moradores. Muitos morrem, poucos tem coragem de nascer aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o principal de tudo: em Mata Verde, ninguém &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nunca &lt;/span&gt;está sozinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-4042684611275975576?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/4042684611275975576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=4042684611275975576' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4042684611275975576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4042684611275975576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/04/mata-verde.html' title='Mata Verde - Cap 1'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-982365718582289291</id><published>2008-03-29T08:42:00.004-03:00</published><updated>2008-03-29T09:02:38.029-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Duplo Homicídio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Policial'/><title type='text'>Duplo Homicídio - Cap. 12 (final)</title><content type='html'>- Seu filho também é muito fiel, Lord...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vidente afastou o corpo da mesa, devagar. Suas mãos continuavam escondidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele confessou a morte de Vargas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lord Morfetus sorriu um sorriso leve. Orgulhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu sei que não foi ele... - continuou J. K. - porque Vargas não tem barba branca... Você teve a capacidade de matá-lo com a mesma navalha com que se barbeia, não é? Eu imagino que teve que improvisar, na pressa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é que você me encontrou? - perguntou o vidente, rompendo, enfim, seu silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qualquer outra pessoa não acreditaria em mim... Mas acho que você vai. Quem me trouxe aqui foi nosso amigo comum, que está agora na sua bola de cristal. Sorte minha que eu não tenho que contar essa parte da história no seu julgamento! - J. K. soltou uma gargalhada rápida. - Eu quero a navalha que você usou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vidente lançou-lhe um olhar sarcástico. Depois, refletiu e entendeu que fazia pouca diferença. Levantou-se, as mãos vazias apoiaram-se na mesa e J. K. sentiu um rápido alívio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram juntos até o banheiro do pequeno apartamento na periferia da cidade. A navalha estava na pia. Aberta. O vidente a pegou e virou-se, devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebeu o impacto da bala no peito, que o jogou contra o espelho, estilhaçando-o. Enquanto escorregava para o chão - a navalha deslizando pelos dedos sem força - encarou a arma do perito, ainda fumegando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J. K. esperou por alguns segundos, enquanto controlava o ódio para não atirar mais vezes no corpo, esvaziando o pente de sua pistola. Ou não conseguiria vender a história de que o vidente tentou atacá-lo e que teve que se defender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligou para o chefe, deu depoimentos e, de noite, a sós, num matagal longe da delegacia, queimou as fitas de vídeo do motel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu saudades do amigo. Para o resto da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-982365718582289291?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/982365718582289291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=982365718582289291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/982365718582289291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/982365718582289291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/03/duplo-homicdio-cap-12-final.html' title='Duplo Homicídio - Cap. 12 (final)'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-7202785826860822389</id><published>2008-03-28T16:40:00.004-03:00</published><updated>2008-03-29T09:03:05.074-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Duplo Homicídio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Policial'/><title type='text'>Duplo Homicídio - Cap. 11</title><content type='html'>J. K. se recostou na cadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, - disse - vamos fazer diferente: ao invés de me contar o que eu não sei, eu vou te contar o que eu já sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vidente lançou-lhe um olhar curioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu já sei - o perito continuou - como Adriano fez com que a esposa e o sócio se matassem. Sei disso porque encontramos pêlos sintéticos no lugar onde um investigador da polícia foi morto. Conversei com o dono do circo para descobrir que o único empregado que usava fantasia com pêlos era um novato. Alguém que o pai pediu ao dono que contratasse. Ele se vestia de gorila, para o show de Monga, a mulher que se transforma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Eu sei mais, já que encontramos Adriano e ele está preso. Ele contou que forjou a própria morte com ajuda do pai. Como ele não é casado legalmente, o pai foi chamado para identificá-lo. Eles só precisaram colocar alguém - um mendigo - no carro de Adriano e explodi-lo num acidente qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Ele confessou - percebeu que a gente já sabia de tudo e tinha como provar, examinando o espelho e o abajur da sala - que, um dia depois do acidente, voltou para casa e encontrou a esposa com o sócio na cama. Eles não o viram. Mas ele telefonou para cada um dos dois, marcando um duelo no dia seguinte. No mesmo horário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Usando o mesmo truque de espelhos que é usado pra transformar Monga em gorila, ele projetou sua imagem na janela. Era madrugada, não havia luz, então o efeito foi perfeito. Tanto a esposa quanto o sócio viram um Adriano de frente para eles, puxando uma arma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Ele deu um pouco de sorte: os dois acertaram perfeitamente o tiro. Se não desse tanta sorte, ele estava lá, armado, pra terminar o serviço. Tenho que admitir, foi um plano e tanto...'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vidente continuava parado, olhando para J. K. Suas mãos estavam escondidas embaixo da mesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-7202785826860822389?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/7202785826860822389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=7202785826860822389' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7202785826860822389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7202785826860822389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/03/duplo-homicdio-cap-11.html' title='Duplo Homicídio - Cap. 11'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-5875417029011529550</id><published>2008-03-26T07:19:00.002-03:00</published><updated>2008-03-29T09:03:05.075-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Duplo Homicídio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Policial'/><title type='text'>Duplo Homicídio - Cap. 10</title><content type='html'>- Se você é mesmo vidente, o que eu vim fazer aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amor... E trabalho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é o que todo mundo quer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, mas no seu caso, as duas coisas estão andando juntas, não é? E tem algo muito proibido sobre esse amor, que põe em risco muito mais do que o trabalho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É. Tem razão... Há quanto tempo você é vidente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que desde que nasci. Eu tenho esse dom de aprisionar espíritos em vidro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha... Sabe que eu acho que tenho o mesmo dom?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pra dizer a verdade, sei sim. Agora, dentro da bola de cristal, há um espírito que me diz que você já o conhece... Já conversaram... Através de um copo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora você conseguiu me surpreender de verdade... Vim aqui por causa do copo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É um bom espírito. Quer muito te ajudar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que ele quer mesmo me ajudar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-5875417029011529550?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/5875417029011529550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=5875417029011529550' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/5875417029011529550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/5875417029011529550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/03/duplo-homicdio-cap-10.html' title='Duplo Homicídio - Cap. 10'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-4974431568288600011</id><published>2008-03-25T03:16:00.002-03:00</published><updated>2008-03-29T09:03:05.076-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Duplo Homicídio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Policial'/><title type='text'>Duplo Homicídio - Cap. 9</title><content type='html'>J. K. estava sentado na sala de comunicações há quase quatro horas. Não conseguia se mover. Não foi mandado para o local do crime porque seu chefe viu como ficou abatido. Todos sabiam da grande amizade entre os dois. Eram compadres, jogavam buraco com as esposas pelo menos uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J. K. nunca soube como é que o investigador ficou sabendo. Soube que havia algo estranho quando enfim saiu da sala. Era o sorriso sarcástico na cara de alguém que se desfez ao vê-lo. Uma cara de espanto mal disfarçada de outro. Até chegar ao centro da sala de investigações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O investigador, um sujeito novo, recém-concursado, gabava-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por isso, acho que foi crime passional! Não tem nada a ver com o que ele tava investigando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um silêncio escuro apossou-se da sala quando perceberam a presença de J. K. O perito sentiu um arrepio no final da coluna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Do que é que você está falando? - perguntou, aborrecido e surpreso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpa, J. K. Eu sei que o cara era seu chapa, mas o caixa d'um motel reconheceu o Vargas... Ele entrou lá, hoje, com um cara...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O queixo de J. K. atingiu o peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois é, cara. A gente nunca conhece completamente as pessoas! - arrematou o detetive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J. K. correu para a sala do delegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não pode divulgar isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O delegado já o esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E não vou, J. K. O cara era meu amigo, também. Minha esposa e a esposa dele são amigas... O problema é que, se foi mesmo crime passional, eu não tenho como evitar... Não podemos descartar essa linha de investigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J. K. se sentiu enredado. Não era só a família de Vargas que estava em jogo. Quase se arrependeu das duas horas que passou com o amigo no motel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me promete que você não vai deixar ninguém falar sobre isso até termos certeza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem, J. K. Ninguém vai falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O investigador entrou na sala e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já conseguimos o mandado pras fitas de segurança do motel. Estou indo pra lá pegar agora. Aí, a gente vai ter o primeiro suspeito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-4974431568288600011?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/4974431568288600011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=4974431568288600011' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4974431568288600011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4974431568288600011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/03/duplo-homicdio-cap-9.html' title='Duplo Homicídio - Cap. 9'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-4096127403276875283</id><published>2008-03-23T05:17:00.002-03:00</published><updated>2008-03-29T09:03:05.076-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Duplo Homicídio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Policial'/><title type='text'>Duplo Homicídio - Cap. 8</title><content type='html'>O celular de J. K. tocou. No visor, o nome de Vargas piscou. J. K. sorriu, mas não atendeu imediatamente. Saiu da sala onde estava e foi para o corredor. Procurou ficar só, então abriu o flip do telefone e disse, em voz melodiosa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, tesão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rosnado borbulhante foi o que ouviu de volta. Vargas lutava contra o sangue que escorria para dentro de sua garganta rasgada e inundava sua epiglote. Tossiu e cospiu, e J. K. soube que era sério. Muito sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correu pelos corredores, em direção ao laboratório de comunicação. Ouviu um carro acelerando e se distanciando pelo celular. Entrou no laboratório gritando. Eles precisavam rastrear a ligação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorou 3 minutos para conseguirem o local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sons já haviam parado do outro lado do celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns minutos depois, ouviu a sirene do carro da polícia chegando ao local do crime. Desligou o seu telefone. Havia um silêncio pesado na sala. Todos conheciam Vargas. Todos sabiam que um policial havia morrido enquanto ouviam. A confirmação chegou em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J. K. estilhaçou seu celular no chão de cerâmica. Babava de raiva. Foi a única forma que encontrou para não chorar efusivamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-4096127403276875283?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/4096127403276875283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=4096127403276875283' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4096127403276875283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4096127403276875283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/03/duplo-homicdio-cap-8.html' title='Duplo Homicídio - Cap. 8'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-2277020989596581000</id><published>2008-03-18T02:37:00.003-03:00</published><updated>2008-03-19T02:13:40.092-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Duplo Homicídio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Policial'/><title type='text'>Duplo Homicídio - Cap. 7</title><content type='html'>O bilheteiro do circo indicou o cartomante a Vargas. O detetive ainda não sabia seu verdadeiro nome, então perguntou por Lord Morfetus. A tenda do circo já havia sido desmontada. Eles se preparavam para mudar de cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrou o vidente em uma longa túnica, atrás da pequena tenda com a placa que indicava seu nome artístico. Ele mexia na traseira de uma caminhonete que tinha o nome do circo estampado nas laterais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lorde Morfetus? - Perguntou, se sentindo um pouco bobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem olhou para ele com ar desconfiado, enquanto examinava a credencial que Vargas lhe estendia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu gostaria de conversar sobre a morte de seu filho, por um instante. - Falou, tentando passar tranqüilidade no tom de voz. Estava, agora, próximo ao velho homem, entre a caminhonete e a tenda. Ouviu a lona mover-se e virou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande gorila saia da tenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instintivamente, sacou a arma, protegendo com o corpo o vidente. Mas o gorila arregalou os olhos, levantou os braços e fez um sinal de 'pare' para Vargas. Devagar, levou as mãos ao pescoço e retirou a máscara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era Adriano Kramer. Reconheceu-o imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então sentiu a navalha em seu pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deixa meu filho em paz! - rosnou o velho, e o sangue escapou com abundância pela garganta de Vargas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-2277020989596581000?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/2277020989596581000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=2277020989596581000' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/2277020989596581000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/2277020989596581000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/03/duplo-homicdio-cap-7.html' title='Duplo Homicídio - Cap. 7'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-1449177574442175229</id><published>2008-03-16T23:51:00.003-03:00</published><updated>2008-03-17T00:35:28.295-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Duplo Homicídio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Policial'/><title type='text'>Duplo Homicídio - Cap. 6</title><content type='html'>J. K. acordou assustado. Sonhou a noite inteira que tentava, sem sucesso, quebrar o copo. Levantou-se com cuidado, para não acordar a esposa. Na cozinha, tomou um copo inteiro de café sem açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para o armário. Pegou o copo de café e levou à água da pia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O copo estourou em sua mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J. K. ficou paralisado até sua parte racional/científica começar a funcionar. Antes disso, apenas olhou a mão, onde cacos de vidro e sangue se misturavam no jorro de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Água fria, café quente, dilatação do vidro. Sua mente científica tentava desprezar detalhes e se concentrar no racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enrolou a mão num pano limpo e ligou para Vargas. Precisava de uma carona para um hospital. Sua mente racional sabia que os machucados foram superficiais. Nada que precisasse de pontos. Mas Vargas se colocou imediatamente à disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prédio onde o carro de Vargas entrou tinha lençóis esterelizados...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-1449177574442175229?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/1449177574442175229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=1449177574442175229' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/1449177574442175229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/1449177574442175229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/03/duplo-homicdio-cap-6.html' title='Duplo Homicídio - Cap. 6'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-7050319825446131211</id><published>2008-03-15T16:12:00.002-03:00</published><updated>2008-03-15T16:26:22.187-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Duplo Homicídio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Policial'/><title type='text'>Duplo Homicídio - Cap. 5</title><content type='html'>Vargas conversou com o detetive que havia investigado a morte de Adriano Kramer. Não havia muito o que contar. Acidente de carro. Mas algo interessou Vargas: não fora a esposa que reconhecera o corpo, fora o pai da vítima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o endereço do pai - Raul Kramer - Vargas entrou em seu carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O endereço era uma casa num ponto distante da cidade. Não havia ninguém na casa, quando Vargas chegou. Olhou pela janela. A casa parecia abandonada. Precisaria de um mandato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocou na casa vizinha, meio sem esperanças, apenas para não perder a viagem. Ouviu gritos de criança. Pelo menos três, concluiu. Quando a porta abriu, uma mãe cansada estava atrás dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cala a boca! - ela gritou para as crianças, com uma expressão de raiva e vergonha, enquanto examinava as credenciais de Vargas. Convidou-o a entrar. Sentaram-se na sala e os meninos acumularam-se atrás do sofá onde a mãe estava. Pareciam uma escadinha, talvez 7, 5 e 3 anos. Sorriu para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você já matou alguém? - perguntou o mais velho, ao ver o distintivo, mas foi reprimido pela mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela contou que, há uma semana, dois homens se encontraram naquela casa. Reconheceu Adriano pela foto. Vargas perguntou se ela poderia fazer um retrato falado do outro homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso, - respondeu a mulher - mas sei onde encontrá-lo, se você precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe? - espantou-se Vargas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, tenho três filhos. - e, diante da incompreensão de Vargas - levei-os ao circo na semana passada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-7050319825446131211?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/7050319825446131211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=7050319825446131211' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7050319825446131211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7050319825446131211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/03/duplo-homicdio-cap-5.html' title='Duplo Homicídio - Cap. 5'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-244326672204737850</id><published>2008-03-13T00:09:00.003-03:00</published><updated>2008-03-15T16:11:46.833-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Duplo Homicídio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Policial'/><title type='text'>Duplo Homicídio - Cap. 4</title><content type='html'>J. K. chegou em casa às 20h00. Sua esposa, professora universitária, só estaria de volta depois das 23h00. As 'crianças' estavam em outra cidade, cursando faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sentou-se sozinho no sofá. Pensou no amigo, que ainda devia estar delegacia. Quis ligar para ele. Achou que não tinha o direito. As brincadeiras haviam deixado de ser brincadeira há tempo. Sentiam tesão um pelo outro e ficava cada vez mais difícil negar. Vargas o encurralava o tempo todo, mas J. K. não queria enganar a esposa. E ele sabia que era só isso: seu sentimento de honra com a mulher era a única coisa que o mantinha longe de Vargas. Sorriu, pensando se isso, por si só, já não era traição o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi até o armário e tirou o copo com letras. Há alguns anos, o psiquiatra o havia convencido que era ele quem empurrava o copo. E que era seu inconsciente que falava com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele nunca contou ao médico das vezes em que sentia uma corrente elétrica e tirava o dedo, e de tudo que o copo lhe dizia nessas ocasiões. Achou que, se contasse, ia piorar a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esparramou as letras no chão e desejou conversar com seu inconsciente: ele lhe responderia se a escolha devia ser feita? Se devia se entregar a Vargas ou se devia continuar a farsa civilizada com a esposa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, seu dedo pareceu eletrocutar-se quando o copo partiu, descontrolado. Recolheu a mão e repetiu alto as letras:&lt;br /&gt;F-R-E-N-T-E-A-F-R-E-N-T-E-C-O-M-A-R-M-A&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O copo caiu. Frente a frente com arma? Intuiu que era a respeito do caso que começara no dia anterior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-244326672204737850?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/244326672204737850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=244326672204737850' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/244326672204737850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/244326672204737850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/03/duplo-homicdio-cap-4.html' title='Duplo Homicídio - Cap. 4'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-4795462855587268544</id><published>2008-03-12T00:33:00.003-03:00</published><updated>2008-03-12T00:45:16.436-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Duplo Homicídio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Policial'/><title type='text'>Duplo Homicídio - Cap. 3</title><content type='html'>No dia seguinte, encontraram-se no refeitório para trocar informações preliminares. J. K. começou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Reconstituímos o que deu do vidro. Dois buracos próximos. Os tiros foram quase simultâneos, o dele milisegundos antes, pelo que deu pra perceber pelos ângulos de entrada das balas. Havia pólvora na mão e na roupa de ambos. E as balas também coincidem: um matou o outro. Se viram pela janela e atiraram. Pampam! Os dois no chão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou um gole de café enquanto observava a reação de Vargas. O detetive sorria como se já soubesse. J. K. deixou o melhor para o final, mas antes perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E você, alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, - disse Vargas, abaixando a xícara fumegante de café - ela era viúva. Há muito pouco tempo. O marido morreu num acidente de carro há três dias. Adriano Kramer. Era procurado pela polícia. Tinha dois mandatos por fraude fiscal, um por formação de quadrilha e um por estelionato... Coisa grande...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vargas mordeu o bolo de fubá e continuou, cuspindo farelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O morto era Rafael Farah. Sócio de Adriano. Apesar disso... Você sabe mais do que contou, não sabe? - Vargas vasculhava os olhos sarcásticos do amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, foi encontrado sêmen na morta... Bastante, digno de uma atividade freqüente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não me diga...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, o dna indica que o sêmen era do morto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-4795462855587268544?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/4795462855587268544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=4795462855587268544' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4795462855587268544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/4795462855587268544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/03/duplo-homicdio-cap-3.html' title='Duplo Homicídio - Cap. 3'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-7903902861702145408</id><published>2008-03-10T21:07:00.002-03:00</published><updated>2008-03-10T21:29:38.985-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Duplo Homicídio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Policial'/><title type='text'>Duplo Homicídio - Cap. 2</title><content type='html'>O entregador de jornal gesticulava, exacerbado, e falava muito rápido, sobre muitos detalhes. Mas era de pouco uso. Havia pulado da kombi, às 6h00 da manhã, para deixar jornais no prédio ao lado e viu o sujeito deitado na grama. Como conhecia bem a vizinhança, não reconheceu  o homem. Comentou com o motorista da kombi, que parou bem em frente à casa. Os dois perceberam o sangue, ainda vermelho (agora já tendia para o marrom), no peito da camisa branca e ligaram para a polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que tudo começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J. K., da criminalística, chegou e o detetive pediu licença ao entregador. Ele continuou falando e gesticulando enquanto Vargas se afastava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- J. K., seu porco sujo! - gritou, brincando. Eram amigos há muito tempo, desde que entraram para a polícia, 20 anos atrás. Naquela época, o bigode de Vargas ainda era castanho e J. K. ainda tinha cabelos na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um abraço e comentários curtos sobre as patroas e as crianças, o perito foi examinar a cena. Vasculharam a cozinha. Na sala escura pelas cortinas cerradas, J. K. acendeu um abajur. Um homem surgiu à sua frente, fazendo os dois pularem de encontro um ao outro. Era só um reflexo no grande espelho em cima da penteadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amigos riram, mas Vargas não perdeu a oportunidade de dar um belo e safado beliscão na bunda de J. K.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-7903902861702145408?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/7903902861702145408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=7903902861702145408' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7903902861702145408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/7903902861702145408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/03/duplo-homicdio-cap-2.html' title='Duplo Homicídio - Cap. 2'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5744137817387542306.post-1081972415129334291</id><published>2008-03-09T22:53:00.003-03:00</published><updated>2008-03-10T00:04:02.192-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Duplo Homicídio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Policial'/><title type='text'>Duplo Homicídio - Cap. 1</title><content type='html'>O sangue da mulher, seco no azulejo branco, lembrou ao Detetive Vargas velhas pranchas de Rorschach. Olhou pela janela quebrada e viu o corpo do homem, há não mais de 10 metros, caído no gramado que cobria a frente da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mancha no chão havia se espalhado a partir da cabeça, emplastrando os cabelos compridos e escuros da mulher - Lúcia, ela se chamava, Lúcia Kramer. O revólver ainda estava envolto por seus dedos. A bala havia entrado logo acima do nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fora, outros policiais isolavam a área. Esperavam a Polícia Científica chegar. Os vizinhos - era uma rua tranqüila, com casas e prédios baixos - não incomodavam. Olhavam pelas frestas das janelas, deixando entrar fragmentos do sol matutino em suas salas.&lt;br /&gt;A maioria parecia querer apenas que o barulho das sirenes parasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos policiais recolhia, pacientemente, cada pedaço de vidro estilhaçado. Parte dos cacos havia se espalhado no piso da cozinha, outra parte no cimento que circundava a casa, pelo lado de fora. Cada pedacinho achado era acondicionado num saquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vargas apertou o olhar para conferir, ao lado do homem morto com um tiro no peito, a arma caída na grama. Queria a confirmação da perícia, mas achava que os dois tinham matado um ao outro...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5744137817387542306-1081972415129334291?l=hiscas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hiscas.blogspot.com/feeds/1081972415129334291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5744137817387542306&amp;postID=1081972415129334291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/1081972415129334291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5744137817387542306/posts/default/1081972415129334291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hiscas.blogspot.com/2008/03/duplo-homicdio-cap-1.html' title='Duplo Homicídio - Cap. 1'/><author><name>&lt;b&gt;Roteiros - Augusto Galery&lt;/b&gt;</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17501443694985835834</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_3tSFZE7mL8E/SYE7Wa0yhvI/AAAAAAAAAMg/TGIf3Qp9yOs/S220/Augusto120x134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
